Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
PRA ADOÇAR...
Galanteios a escolher eu tive. E, todavia
elegi os sem sorte, oficio dum azarento
triste, talvez, sem sedução, sem poesia
e pelo destino me achei sem ter assento
Um lindo canto de encanto e fantasia
amores vão cantando, com sentimento
canção do coração... cheias de intento
harmonia. Olhares, e, eu largado sentia
Suspiros e as noites sem o calmo freio
a toda minha sede, a todo sonho meu
notando outro lábio e outro noutro seio
Hoje sem! E o amor em sua sobrecarga
nesta hora, busco a poética do meu eu
pra adoçar a sensação da vida amarga!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG - 31/07/2021, 18’47”
EMPRAZAR
Na minha poesia eu te citei, bendita
Dita. Em ti falei dos amores e de ilusão
Das dores e duma certa estorva ferida
Outras emoções e as afeições em vão
E vejo, agora, ao envelhecer da vida
Que sentimentos nos encontros serão
Espinhos e flores, na mesma medida
Pois, o destino são sementes ao chão
Brotarão ou não, depende do fraterno
De se ser amigo, de a alma enamorada
Sem as promessas do agrado eterno...
Em troca, cada minúcia é ter contigo
A vivida canção à sensação dedicada...
No detalhe, amor e paixão, bendigo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/08/2021, 06’58” – Araguari, MG
“Corteggio”
Num farto verso de grato sentimento
Sensações no canto eu encontrava
E, assim, para ti meu amor cantava
Que domava todo meu pensamento
Toda à parte, um montão, eu invento
Momento para falar-te o que passava
No meu coração e, ali o amor estava
Tão tomado e, se não, eu acrescento
Inquietado... (diz-me então) a ternura:
Do prosar que tenho, qual te agrada
Pois na sedução os concedo, procura
E versejando com a alma enamorada
Assim, pra ti, cada verso com doçura
Escrevo o soneto com rima cortejada.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 janeiro, 2024, 11'02" – Araguari, MG
Há momentos em que eu preferiria encarar o Terror Negro à minha própria filha de 15 anos.
Você e eu somos feitos de fogo. Fomos feitos desde o começo para queimarmos juntos.
(Rhaenyra Targaryen)
poeta errante
como ventania desajeitada
alma pela estrada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
diversa, em verso
assim vou, vibrante
[…] disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
❝ Assim você me perde e eu perco você…
Como um barco perde o rumo,
Como uma arvore no outono, perde a cor.
Eu a vejo em todo lugar, e ao mesmo tempo, em lugar nenhum.
Eu sinto dor, eu sinto raiva. Eu ouço ela me aconselhando, em certos momentos.
Mas quando me deparo com a realidade, sei que é o meu subconsciente me pregando peças novamente.
Eu leio cartas, eu vejo fotos. Mas também sinto um grande vazio.
E não entendo a dor. Porque dói tanto não tê-la aqui.
Eu nunca entendi porque somos tão loucos por um objetivo, uma função.
Somos movidos à isso. Queremos, constantemente, fazer a diferença na vida de alguém.
E quando conseguimos, isso nos deixa com a sensação de que estamos realmente vivendo.
Isso é um sistema incorruptível, e puro. Não podemos evitar, de maneira alguma.
Mas é tão ilusório, que mesmo não saindo do lugar, parece que estamos nos mexendo.
"Se eu falasse para você o resumo da minha vida, talvez você achasse bobagem. A história de um Rapaz lutando para conseguir conquistar o amor da sua vida e que acaba sendo devorado por ódio ganância antes de chegar aos 30: "
campo santo
lá tudo é saudade, as lembranças se cobrem de linho
o eu, fica pequenininho, e a tristeza de olhos d’água
lá tudo é manso, o silêncio se faz de flores e espinho
num coração em pranto e em mágoa...
os sinos os serafins bimbalham, tal prece que galgam
os céus!
lá tudo é suspiro, tão alvos... lá as almas resfolgam!
e de lá somos réus...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
paráfrase Vinícios de Moraes
OUTRO CARNAVAL
Longe do agitado turbilhão da rua
Eu, num oco silêncio e aconchego
Do quarto, relembro, num sossego
Os carnavais com a folia toda nua
Mas a saudade palia de desapego
De desdém, mas numa trama sua
De tal modo que a solidão construa
Lembranças, e assim eu fique cego
Teima, lima, este fantasiado suplício
Dum folião, com o seu efeito de ter
Que no tempo não tenho mais início
Porque a disposição, gêmea do querer
A alegria pura, tão inimiga do artificio
Agora é serenidade e fleuma no viver...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Pouco é Querer pouco
Quando eu quero a poesia,
Eu quero anestesia,
Quando eu quero a magia
Eu quero alegria
Quando eu quero conforto
Eu quero um abraço
Quando eu quero amizade
Eu quero pra eternidade
Quando quero,
Quero em demasia
E é isso que me traz agonia
Não consigo viver de pouco
Não sou pessoa de troco
Quero sua mão,
Quero seu coração
Quero sua perna,
Quero sua alma
As vezes me acho um poeta
As vezes acho que o eu poeta se inspira em você
As vezes até me perco na poesia tentando memorar você!!
Eu sei quanto é difícil você chega a o ponto de saber que estava errado sobre tudo e a respeito de tudo, e sobre você mesmo! Quando passamos a conhecer a Deus vemos que nada nós sabíamos a respeito de nós mesmos.
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