Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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"Rir de quem te convida para somar não diminui a determinação do outro, só garante que você continue exatamente no mesmo lugar de sempre."

"Quando você ridiculariza quem te chama para somar, não diminui o valor da oportunidade, apenas demonstra a limitação da sua própria mente."

"O deboche não tira um centavo do bolso de quem está trabalhando; ele só tira do crítico a possibilidade de construir um futuro diferente."

"Rejeitar uma oportunidade por julgamento precipitado não te faz mais esperto, só garante que você continue precisando das oportunidades que despreza."

"Eles não entendem os motivos, as dores e a necessidade de quem luta todo santo dia para vencer na vida. Por isso, preferem o julgamento raso ao respeito sincero."

"É muito fácil julgar a caminhada de quem é humilde quando não se conhece o peso dos passos que a pessoa precisou dar para chegar até aqui."

Você até pode levar o cavalo pra beber água, mas você não consegue obrigá-lo a beber.

"Quem trabalha com dignidade não precisa provar nada a ninguém; o próprio esforço já mostra a sua grandeza, diferente de quem precisa esnobar para se destacar."

"Hoje pode ser difícil, mas não é para sempre."

COMO SABER SE ESTOU CONFUNDINDO CERTEZA COM VERDADE?

Ter certeza não é ter razão.

A certeza descreve o quanto estamos convencidos.

A verdade não depende da intensidade da nossa convicção.

Podemos acreditar pouco em algo verdadeiro e acreditar profundamente em algo falso.

Por isso, quanto maior a certeza, talvez maior devesse ser nossa disposição para perguntar de onde ela veio.

Quais evidências sustentam aquilo que penso?

O que poderia demonstrar que estou errado?

Estou defendendo uma conclusão ou protegendo minha identidade?

A certeza pode encerrar uma pergunta.

O discernimento a reabre quando necessário.

Não basta perguntar se tenho certeza. É preciso perguntar se minha certeza merece a autoridade que estou concedendo a ela.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO SABER SE ESTOU TOMANDO UMA DECISÃO PELA EMOÇÃO?

Sentir não é decidir.

Uma emoção pode ser legítima, intensa e até necessária sem que, por isso, deva determinar aquilo que faremos.

O problema começa quando confundimos a força com que sentimos com a autoridade que aquilo que sentimos merece possuir sobre nossas decisões.

Entre sentir e agir existe um espaço.

É nesse espaço que podemos perguntar: o que estou sentindo merece ser ouvido, mas merece ser obedecido?

Nem toda emoção precisa desaparecer para perder o comando.

Às vezes, amadurecer emocionalmente não significa sentir menos.

Significa sentir intensamente sem autorizar intensamente.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

"Quem zomba de uma oportunidade de crescimento no marketing multinível não está atrasando o trabalho do outro, está apenas fechandos as portas para a própria evolução."

"Quando alguém zomba de quem convida os outros para empreender, não está prejudicando quem trabalha, está apenas limitando o próprio futuro."

"Se a tentativa do outro de crescer te incomoda tanto, talvez o problema não seja o trabalho dele, mas a sua estagnação."

"O sucesso de quem é honesto pode demorar, mas vem com a paz de não ter precisado passar por cima de ninguém."

"Estender a mão e chamar os outros para progredir é atitude de quem tem visão, não de quem merece piada."

POR QUE ACREDITAMOS EM NOSSOS PRÓPRIOS PENSAMENTOS?
Pensar alguma coisa não torna essa coisa verdadeira.

Mas existe uma armadilha silenciosa: como o pensamento acontece dentro de nós, frequentemente tratamos sua origem interna como certificado de confiabilidade.

A mente produz.

O discernimento avalia.

Entre uma coisa e outra deveria existir uma pergunta:

Por que este pensamento merece ser acreditado?

Pensamentos podem nascer do medo, da memória, do hábito, da expectativa, do preconceito, da informação correta ou do erro.

Por isso, pensar por si mesmo exige algo aparentemente paradoxal:

Aprender a desconfiar de si mesmo sem deixar de confiar em si.

Autonomia não é acreditar em tudo o que pensamos.

É aprender a decidir quanto do que pensamos merece continuar pensando por nós.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

POR QUE TER MUITA INFORMAÇÃO NÃO SIGNIFICA SABER DECIDIR?

Nunca tivemos acesso a tantas respostas.

E talvez nunca tenha sido tão importante saber quais delas não merecem nossa confiança.

Informação aumenta possibilidades.

Não garante julgamento.

Podemos possuir dados e interpretar mal.

Consultar inúmeras fontes e selecionar apenas aquelas que confirmam aquilo em que já acreditávamos.

Receber uma resposta correta e atribuir a ela o peso errado.

Por isso, o problema contemporâneo talvez não seja apenas acesso ao conhecimento.

É aprender a decidir quanta autoridade cada informação merece receber.

A informação oferece respostas.

O discernimento pergunta quais respostas merecem orientar nossas decisões.

Porque estar informado não significa estar formado para julgar a informação.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO QUESTIONAR O PRÓPRIO PENSAMENTO?

Questionar aquilo que pensamos não significa viver em dúvida permanente.

Significa reconhecer que o pensamento também precisa prestar contas.

Quando uma ideia surgir, experimente não perguntar imediatamente se concorda com ela.

Pergunte:

De onde veio?

Que evidência possui?

O que estou deixando de considerar?

Eu pensaria da mesma maneira se essa ideia não favorecesse aquilo que desejo?

O que poderia me fazer mudar de posição?

Existe uma diferença enorme entre ter pensamentos e examinar a autoridade que concedemos a eles.

Pensar é produzir conteúdo.

Pensar sobre o pensamento é observá-lo.

Discernir é ainda perguntar:

“Quanto poder este pensamento merece exercer sobre aquilo que decidirei?”

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

COMO NÃO DEIXAR UMA EMOÇÃO DECIDIR POR MIM?

Não precisamos expulsar uma emoção para impedir que ela governe uma decisão.

Podemos sentir medo e avançar.

Sentir raiva e não agredir.

Sentir desejo e não obedecer.

Sentir ansiedade e não transformar antecipação em realidade.

Isso acontece porque presença não é autoridade.

Algo pode estar intensamente presente em nossa consciência sem precisar possuir a mesma intensidade de poder sobre nosso comportamento.

Talvez a pergunta não seja:

“Como faço para parar de sentir isso?”

Talvez seja:

“Quanto poder sobre aquilo que farei estou concedendo ao que estou sentindo?”

Regular uma emoção não é necessariamente silenciá-la.

Às vezes é apenas retirar dela o direito de decidir sozinha.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador