Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

Cerca de 920935 frases e pensamentos: Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

Tem coisa que não precisa “ajuste”. Precisa só existir.

Jasmim, o signo da alma delicada


Quem nasce sob a energia do Jasmim carrega uma força que não faz barulho. É uma presença suave, mas impossível de ignorar. Assim como a flor que perfuma a noite sem pedir atenção, essa alma ilumina lugares sem precisar ser o centro deles.
O Jasmim representa sensibilidade, intuição e mistério. São pessoas que sentem profundamente, percebem detalhes que muitos deixam passar e guardam dentro de si mundos inteiros que nem todos conseguem conhecer.
Por trás da delicadeza existe resistência. O Jasmim floresce mesmo quando o caminho não é fácil, mostrando que suavidade não significa fraqueza. Há coragem em continuar espalhando beleza depois das tempestades.
No amor, o Jasmim busca conexão verdadeira. Não se encanta apenas por palavras bonitas, mas por gestos, cuidado e presença. Seu coração reconhece aquilo que é sincero.


Seu desafio é não carregar o peso do mundo inteiro nas próprias pétalas. Nem toda dor precisa ser acolhida, nem toda batalha precisa ser sua.


O Jasmim ensina:
"Não é preciso gritar para ser lembrado. Algumas almas nasceram para transformar o ambiente apenas por existirem."


Jasmim: A energia de quem floresce em silêncio e deixa marcas no coração.

O Direito de Respirar


Cansei de morar entre ruídos que não escolhi
e entre tempestades que nunca nasceram em mim.


Meu sonho tem paredes simples,
uma janela aberta para o céu,
livros espalhados,
o cheiro de café,
música preenchendo os cômodos
e a certeza de que,
quando a noite chegar,
estaremos protegidas.


Alguns sonham com riqueza.


Eu sonho com tranquilidade.


Porque há batalhas
que só terminam
quando encontramos
um lugar que finalmente
podemos chamar de lar.


Percebi, com o tempo,
que a paz mora
onde a alma
pode respirar.

Entre elas, o amor não pediu licença para existir. Apenas floresceu. Porque quando duas almas se reconhecem, o coração não pergunta gênero, apenas aprende uma nova forma de sorrir.

Não há atraso para quem caminha. Há apenas caminhos diferentes, cicatrizes diferentes, e sonhos insistindo em nascer.


Perdemos horas tentando caber na pressa de quem nunca nos conheceu. Esquecemos que o relógio da alma não aceita ponteiros emprestados.


O ontem já cumpriu seu destino. O amanhã ainda escreve seus rascunhos. Só o agora conhece nosso nome e nos espera de braços abertos.


Que o medo não roube os dias, que a saudade não aprisione os passos, que a esperança seja a bússola quando tudo parecer distante.


Porque temos todo o tempo do mundo, mas não temos tempo a perder vivendo a vida que esperam de nós, quando a nossa ainda pede coragem.


E quando a noite parecer longa, lembra-te: o tempo nunca esteve contra ti. Ele apenas esperava que tu aprendesses a caminhar no compasso do teu próprio coração.


✍🏻 Lucci Santz

Às Vezes, o Amor Chega Baixinho

Engraçado... o coração mudou de direção.
Já não procura quem virou solidão.

Hoje, no meio do caos, do vazio e da dor,
foi o teu silêncio que me falou de amor.

Você diz tão pouco... e mesmo assim me alcança.
Em poucas palavras, reacende minha esperança.

Eu estou gostando de você, não há mais como esconder.
Pois quem toca a alma em silêncio, faz o coração florescer.

✍🏻 Lucci Santz

O que leva uma pessoa a brigar por dez reais?

Talvez não sejam os dez reais.

Talvez seja a fome que ninguém viu.
A humilhação que ninguém percebeu.
As portas que foram fechadas.
As oportunidades que nunca chegaram.

Há momentos em que uma pequena nota carrega um peso maior que uma fortuna.

Antes de julgar quem discute por tão pouco, vale lembrar: ninguém mede o valor do dinheiro da mesma forma quando a vida começa a faltar.

Às vezes, a discussão nunca foi pelo dinheiro.

Foi pela dignidade.

"Talvez a linhagem não esteja apenas no sangue, mas nas memórias que herdamos sem perceber. Às vezes, um simples cheiro de café ou uma música antiga desperta uma saudade de algo que nunca vivemos. Talvez o déjà vu seja apenas a alma encontrando, por um instante, o caminho de casa."

"O tempo não tem pressa: Ele desfaz rótulos, expõe interesses, remove máscaras e devolve cada pessoa ao lugar que suas próprias escolhas construíram."

Há pessoas que voltam iguais, mas nós já não as provamos com a mesma boca. O tempo muda o sabor de quase tudo.

Há corações que não procuram um amor; procuram um lugar onde, enfim, possam deixar de partir.

Há encontros que não aproximam ninguém de si.


São apenas dois vazios reconhecendo o mesmo endereço.


Quando uma pessoa diz ser o reflexo da outra, talvez não esteja falando de amizade, mas daquilo que ambas deixaram crescer sem perceber. O espelho não cria o rosto; apenas devolve o que encontra diante dele.


E há reflexos que não mostram quem somos. Mostram apenas aquilo que, por tempo demais, permitimos ocupar o nosso lugar.


Lucci Santz

Ainda penso nela, mas não com a mesma dor.

O vazio continua aqui. Não desapareceu. Apenas deixou de ser um quarto sem janelas.

Entre as frestas que o tempo abriu, o ar finalmente entrou. E, pela primeira vez em muito tempo, eu consegui respirar sem que cada lembrança parecesse um afogamento.

Ela ainda existe em mim. Só já não ocupa todo o espaço. O silêncio continua, mas deixou de ser um castigo e passou a ser apenas silêncio.

Talvez seja isso que chamam de seguir em frente. Não esquecer alguém. Apenas aprender que até o vazio pode deixar passar um pouco de luz.

A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.

Existe o estalo.

Existe a carne tentando entender o que aconteceu.

Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.

Mas existe uma outra dor.

Aquela que ninguém vê no raio-X.

Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.

E então não é mais só o braço.

Quebra alguma coisa por dentro.

Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.

E existe a humilhação.

Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.

Você se sente pequena.

Sozinha.

Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.

Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.

Mas não.

A vergonha não é minha.

Nunca foi.

O lixo não sou eu.

Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.

Lixo é quem transforma força em covardia.

Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.

Eu estava sozinha quando a dor chegou.

E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.

Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.

Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.

Eu sei o que senti.

Eu sei o que ouvi.

Eu sei o que meu corpo suportou.

Eu sei o que quebrou.

E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.

A alma é mais complicada.

Ela não recebe gesso.

Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.

Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.

Então eu vou ter que reconstruir.

Devagar.

Com raiva, talvez.

Com lágrimas também.

Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.

Mas vou reconstruir.

Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.

Não conseguiu decidir quem eu sou.

E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:

eu não sou o que fizeram comigo.

Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.

E isso muda tudo.

“Quem fica quando você cai não é necessariamente quem mais dizia amar você.”

Dor não grita sempre.

Às vezes,
fica quieta,
muda hábitos,
encurta abraços,
apaga vontades.

Depois, chamam isso de superação.

Não é.

É adaptação.

Algumas pessoas não são feitas para ficar. São feitas para atravessar a nossa história, deixar alguma coisa em nós e seguir. E talvez aceitar isso seja uma das formas mais difíceis de entender que nem toda partida significa que o que vivemos foi menos verdadeiro.

Até quando alguém importa quando já não pode lhe servir?


Há quem ame a presença.
Há quem ame a utilidade.


O verdadeiro afeto aparece quando você já não pode oferecer nada e, ainda assim, alguém escolhe ficar.
Porque quem só permanece enquanto precisa de você não ama sua essência. Ama aquilo que você entrega.

Não é minha orientação que precisa de defesa.
É o preconceito que precisa aprender
que respeitar alguém não significa
inventar sobre ela aquilo que se quer temer.

A Arte de Refazer-se


Reconstruir não é voltar ao lugar
onde a ruína aprendeu a morar.
É olhar cada resto, sem se iludir,
e escolher o que fica, o que vai ruir.


Depois da queda, muda-se o mapa,
a voz já não pede, a presença não escapa.
Muda-se a língua, o jeito de falar,
porque quem se refaz aprende a se nomear.


Também muda o acesso, a porta, a janela,
nem toda presença merece a sala mais bela.
Existem distâncias que não são abandono,
são muros erguidos para proteger o sono.


Reúne-se tudo: silêncio e memória,
feridas, desejos, fracassos, história.
Nada é varrido para fingir perfeição,
até o que doeu ganha outra posição.


E então se percebe, no fundo da pele,
que mudar não é negar aquilo que fere.
É retirar da ferida o direito de mandar,
sem deixar que o passado escolha onde ficar.


Quem se reconstrói não volta igual,
troca o caminho, recalibra o sinal.
Não distribui chaves por medo de perder,
nem abre a própria casa para qualquer querer.


E se perguntarem por que tudo mudou,
não foi o mundo: foi quem se encontrou.
Mudou a linguagem, a porta e a direção,
porque reconstruir também é mudar a própria posição.