Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Coração não tem gaveta,
mas vive guardando o que não cabe…
e transbordando quando ninguém vê.


⁠Marcilene Dumont

Saudade é tipo visita sem aviso:
chega, senta no peito…
e não pergunta se pode ficar.


⁠

Tem abraço que não aperta o corpo,
mas organiza a alma
como quem arruma a casa por dentro.

⁠Fé não é gritar alto,
é confiar baixo…
mesmo quando tudo faz barulho.


Marcilene Dumont

O tempo não cura tudo,
mas ensina onde não doer mais…
e isso já é quase milagre.

Tem silêncio que fala mais
do que muita gente gritando…
porque verdade não precisa de eco.

Ser forte não é não chorar,
é enxugar o rosto…
e continuar mesmo assim.

⁠tempo escorre igual café passado na hora:
quente, forte e impossível de segurar…
quem não prova, perde o gosto da vida.

A lua não brilha, ela devolve…
feito espelho educado da noite,
ensinando que até refletir já é luz.


⁠

A vida não vem com manual,
vem igual bordado de joaninha…
um pontinho de cada vez até formar sentido.

⁠Migrar não é apenas mudar de país. É deslocar o próprio eixo interno. É acordar com o corpo em um território e a alma ainda fazendo conexão com o anterior.

Porque viver não é apenas continuar,
Sobreviver te mantém viva.
Mas viver é ter consciência dos valores que se quer e se tem , e é o que te transforma.
É estar presente naquilo que se constrói.
Marcilene Dumont
⁠

A RESILIENCIA da mulher não está em resistir sempre, mas em renascer quando todos acreditam que ela não pode mais
MARCILENE DUMONT⁠

Mulher é raiz que sustenta, é asa que liberta, é horizonte que não se alcança.
Ela aprende a dançar com as tempestades para depois florescer nos dias de sol.
⁠

Mulher é resistência que canta, é ternura que luta, é vitória que inspira.
Não é o peso da vida que a define, mas a forma como ela escolhe levantar-se.
⁠

⁠A mulher não é feita apenas de força, mas da coragem de florescer até nos desertos.

⁠Enquanto me copiam, sigo inventando universos que não cabem em moldes alheios.”

FIBROMIALGIA


Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.


A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”


Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.


A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.


No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.


Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.


E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.


Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.


Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.

Onde culturas não precisam se sobrepor
podem coexistir.
E, mais do que isso,
podem se aproximar.
Porque, quando há abertura,
quando há escuta,
quando há presença…
o estranho deixa de ser distante.
E começa a se tornar familiar.
⁠

⁠Porque, no fim,
não é apenas sobre chegar a um destino.
É sobre tudo o que acontece no caminho.
Sobre as pessoas que você encontra.
Sobre os olhares que se cruzam.
Sobre as histórias que se tocam, mesmo sem palavras. E, principalmente,
sobre quem você se torna
quando decide atravessar o mundo.