Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Quando ficamos presos num ambiente que não nos pertence, o nosso ser busca forma de se libertar. O ser humano nasceu para ser livre em diversas formas, tudo que prende a espécie torna-se pequeno diante a quem nasceu para ser livre. Essa liberdade talvez sequer saiu do papel, muitos chamam de utopia e outros de fantasia, quimera... e assim somos livres o suficiente para tornar o inimaginável em realidade.

Capítulo — Depois do ato de coragem, vem o silêncio


Depois da separação, não houve aplausos.
Não houve sensação de vitória.
Houve silêncio.


Voltei para a casa dos meus pais porque não havia outro lugar para ir. Eu e minha filha cabíamos apenas ali — num quarto antigo, carregado de memórias que eu acreditava ter superado. Voltar não era regressar no tempo, mas doía como se fosse. Cada parede me lembrava quem eu tinha sido e quem eu me recusava a voltar a ser.


Eu havia escolhido a liberdade, mas a liberdade, no começo, pesa.
Ela não vem com garantias, não oferece conforto, não entrega atalhos. Vem crua. Vem exigindo fé.


Foi então que a espiritualidade me acolheu. Não como um milagre grandioso, mas como esses gestos invisíveis que sustentam quem está à beira do colapso. Dois dias depois da separação, consegui um emprego. Dois dias. Como se o universo tivesse entendido que eu precisava de chão antes que o medo me engolisse inteira.


O trabalho era longe. O caminho, cansativo. O corpo já acordava exausto. Mas havia algo diferente: eu estava inteira. Cada passo naquela distância era meu. Cada manhã era uma confirmação silenciosa de que eu tinha escolhido continuar.


Minha mãe se dispôs a ficar com minha filha. E ali, entre culpa e gratidão, aprendi uma nova forma de humildade. Aceitar ajuda também é coragem. Confiar o que se ama, acreditando que é por um bem maior, também é um ato de fé.


Havia solidão.
Uma solidão funda, que não grita — sussurra.
A solidão de quem rompe o ciclo e, de repente, precisa inventar outra maneira de existir.


Ainda assim, algo novo nascia. Uma mulher mais atenta, menos romântica, mais real. Uma mulher que já não confundia amor com abandono, nem presença com dependência. Eu ainda não sabia exatamente quem estava me tornando, mas sentia: aquela versão antiga já não cabia mais em mim.


Eu estava reconstruindo tudo — sem mapa, sem promessas, sem garantias.
Mas, pela primeira vez, reconstruía a partir de mim.
E isso era suficiente para continuar.


Entrei como auxiliar. Um cargo pequeno, um começo modesto, mas honesto. Eu aceitava tudo com gratidão, porque ali não havia humilhação — havia recomeço.


No mês seguinte, aluguei uma casa de dois quartos. Nada de luxo, nada novo. Tudo de segunda mão: cama usada, sofá cansado, mesa marcada por histórias que não eram minhas. Ainda assim, aquela casa era inteira. Era nossa. E, dentro dela, nada faltou para minha filha.


O leite estava lá.
O Danone.
O pão.


Cada compra, cada escolha, cada cansaço era feito pensando nela. Eu media o mundo pelo tamanho da segurança que conseguia oferecer à minha filha. Meus finais de semana não eram meus — eram nossos. Exclusivos. Inteiros. Eu fazia questão de estar presente, de brincar, de rir, de criar memórias, tentando, em silêncio, que ela não sentisse a ausência do pai.


Com três meses de trabalho, veio a promoção. O salário aumentou. Não como milagre, mas como consequência de não ter desistido. Minha filha estudava em escola particular, tinha plano de saúde, tinha rotina, tinha cuidado. Eu fazia tudo por ela. Tudo.


Eu era mãe.
Era casa.
Era sustento.
Era colo.
Era abrigo.


Eu era tudo para ela.
Só não podia ser o pai.


Por mais que eu tentasse preencher cada espaço vazio, havia um lugar que não me pertencia. O pai era uma ausência que eu não conseguia ocupar, por mais amor que eu derramasse. E foi ali que aprendi uma das dores mais silenciosas da maternidade solo: o limite do amor.


Ainda assim, eu seguia.
Cansada. Inteira. De pé.


Porque, mesmo não sendo tudo, eu era suficiente.
E, todos os dias, eu escolhia continuar.


Um ano havia se passado. Minha filha já estava mais acostumada com aquele novo mundo que construímos juntas. Aos poucos, voltei a sair. Retomei a vida da mulher — porque, durante aquele ano inteiro, eu tinha sido apenas mãe e provedora.


Minhas amigas foram um apoio indispensável. Minha comadre não me soltou a mão em nenhum momento. E, mesmo sendo mãe, mesmo sendo sustento, voltei a viver. Voltei a ser eu. Voltei a cuidar da minha espiritualidade, do meu corpo, da minha alma.


Eu não estava apenas sobrevivendo.
Eu tinha voltado a viver.

Temos que ter cuidado com nossas atitudes pois a vida não retrocede,há erros que jamais podem ser corrigidos.,e também há amizades que não podem ser recomeçadas pois viram pó quando se desfaz.

Não queira facilidades na vida,pois as melhores coisas da vida são conquistadas com seus próprios sacrifícios,não queira colher o que os outros plantaram,plante você mesmo suas sementes,então você verá que você é capaz que você pode tudo,e não terá inveja de ninguém.

Tristeza não é terminar um relacionamento.
Tristeza é acordar todos os dias ao lado de alguém e ainda assim se sentir sozinho.


É sorrir por fora enquanto o coração apodrece por dentro.
É insistir numa relação que não te representa, não te respeita, não te acolhe.


Tristeza é permanecer onde o amor virou peso,
onde o diálogo morreu,
onde a paz foi substituída pelo silêncio frio e pela ausência de cuidado.


É morar junto e viver distante.
É dividir a casa, mas não dividir a vida.
Não existe felicidade em um palácio cheio de mágoas.
Não existe riqueza que compre paz.
De nada vale conforto, status ou aparência.


O lar virou um campo de batalha emocional.
Às vezes, a maior prova de amor-próprio.
é ter coragem de partir.
É escolher a solitude com dignidade.


Em vez de uma companhia que machuca.
Porque viver só, em paz e feliz
sempre será melhor.
Do que viver acompanhado, amargurado
e vazio de amor.
E quem entende esta realidade.
não perde ninguém…
se encontra.

O leitor não deve ser preconceituoso na escolha da leitura. Isso porque, até mesmo num rude poema de poste, às vezes, existe um grandioso ensinamento. Portanto, a meu sentir, compactuar–se com o preconceito literário é o mesmo que autodeclarar–se ser dono de possível desastroso conhecimento.

Sabedoria não é saber das coisas, é ignorar as coisas certas.

⁠o amor não deve ser um segredo

Dizem que o amo e lindo.⁠mas a vezes. o amo também sangra.por não se recíproco. isso nos ferir. e aquilo quê era chama 🔥 fica frio em nosso coração

Engraçado depois de tanto tempo e o sentimento não mundou

Porque quem um dia amou não precisa continuar presente, mas também não deveria transformar a ausência em ferida. Perder o amor dói. Perder a admiração dói diferente. É quando você entende que não perdeu alguém incrível, apenas alguém que não soube cuidar nem da despedida. O fim também mostra quem a pessoa é. Você não sofre mais por perder a pessoa, mas por perceber que a ideia que tinha dela não sobreviveria à realidade. Você passa a lamentar a imagem que construiu dela. Há um cuidado mínimo que permanece mesmo quando o amor acaba: o respeito pela história que existiu.

Há segredos guardados no meu silêncio,que não tem pra quer serem falados mas calados,Pois bem sei que Deus sabe tudo de mim é só em pensar que ele sabe me aquieto.

⁠Não tenho dom, treinei pra ser bom.

Saudade é um amor que não morre por ser muito puro e verdadeiro.

"⁠E quem garante que a vida não é, um eterno café frio"

Quando cometo erros,não me revolto aprendo com o troco que a vida dar corrigindo meu erro e tomando cuidado para não cometer novos erros.

Almas iluminadas são as que foram lapidadas pelos duros golpes da vida,e que não se revoltaram com o sofrimento,mas deram a volta por cima e provaram a si mesmas que revolta não trás solução mas com amor e a fé no coração.

CERTO OU INCERTO?
Os meus sonhos são traidores da realidade em que vivo, já não sei mais o que é estar vivo, mesmo nunca estando morto, já não sei mais se prefiro viver com os olhos abertos diante de tudo o que posso ver ou se irei viver de olhos fechados, me encontro em uma situação nada fácil e já passei por momentos mais difíceis.
A realidade se tornou um pesadelo e já não sei mais o que é sonhar
Quando estou no instinto racional me sinto um animal e ninguém pode me enganar, nada passa despercebido e assim meus olhos enxergam feito águia, meus ouvidos se atentam feito de um elefante, fico tão atento que simplesmente pisco um olho por dez para que nada, nada possa passar sem que seja visto!
Onde viro um sorriso é considerado um milagre de Deus, pois tudo aqui tem um grande preço, um sorriso custa caro e uma lágrima tem o preço de uma vida, não se mostram os dentes nem para comer e respiram como se fosse por aparelho, os olhos estão sempre abertos e nem parece que estás dormindo, o descanso é não se descansar os corpos vivem famintos e sempre faltam alimentos, se tem muita sede e não se bebe pouca água...
O céu está dividido, mesmo não tendo fronteiras, se não souber onde pisar, o concreto se torna areia movediça, estamos tão fedidos que nem urubu quer essa carniça...
E olhando para o lado, não vejo lados, que lugar é esse onde que pra onde olhar, tudo é igual?
Será essa a diferença da crença na descrença, da subida e a descida, do alto pro baixo? Não sei, se aqui tudo é incerto.... Como vou dizer o que está certo?
Sendo que a única certeza é de que se existem várias incertezas, o que se diz novo é antigo e o antigo se faz em novo em um renovo
Mas ainda posso ver o céu, ainda posso escrever meus pensamentos em papel, ainda que existam abelhas há de existir mel, o que seria do pintor sem tinta ou sem o pincel, pode se ter casamento sem um anel?
Nessa vida de doces amarguras, só não deixo de ser fiel e cumprirei meu papel sendo livre ou sendo réu.
Com certeza derrubarei essa nova Torre de Babel, mundo cruel!

Sobre Não Ser Só sobre Nós


Demétrio Sena - Magé


Faz pouco tempo que meti meus pés pelas mãos, ao tentar fazer uma homenagem a uma pessoa muito querida, e com isso, relembrar uma juventude de parceria literária e musical. Como desejei em princípio, que fosse uma surpresa, cometi uma invasão: selecionei seus trabalhos em rede social, com critérios unilaterais, para uma publicação não combinada. Eu nem sabia se no seu íntimo, e naquele momento, aquilo era um desejo seu, em alguma escala.


Depois que o ato se tornou público, tudo se agravou: ficou parecido, em entrelinhas, que eu quis ostentar; talvez engrandecer minha intenção ou simplesmente fazer marketing pessoal utilizando outra pessoa. Pareceu quase tudo; menos que eu quis homenagear alguém, nestes tempos em que as intenções globais quase sempre apontam para os próprios umbigos. A pessoa em questão é muito ética; tem uma postura tanto pessoal quanto pública, de gentileza sem fim; de uma tranquilidade admirável; jamais faria tal acusação a quem afirmasse lhe fazer uma homenagem. Em nenhum momento me constrangeu com afirmativas.


Mas houve um distanciamento. Não físico, e sim, de conversas, que se tornaram menos frequentes; de olhares, que ficaram mais desbotados e dispersos... e de gestos, agora mais contidos. Isto não é uma queixa, pois fiz por merecer, com a minha imprudência. O texto presente não é para me auto perdoar em público; é só mais um texto, como sempre faço, do que transborda em mim, mesmo quando não é sobre mim. Ainda creio no pouco tempo de vida pela frente (já não somos jovens), para que passe o desconforto e o afeto recupere a intensidade.


Vivemos tempos difíceis, em que toda desconfiança se justifica; todo pé atrás tem o seu porquê. Realmente há muito narcisismo com capa de homenagem. Muita homenagem a si mesmo como se fosse a outros. Muito marketing pessoal com a utilização de terceiros. Não foi o meu caso. Mesmo assim, é bom refletirmos antecipadamente sobre como podem soar ao nosso redor, até os atos mais bem intencionados que pensamos em cometer.


Peço que ninguém me defenda nem condene alguém nesta publicação. Reconheço a minha imprudência, com toda a sinceridade. Compartilhar é uma necessidade mais autoral do que pessoal. É aproveitar uma chance de transformar angústia em literatura e convidar leitoras/leitores a uma reflexão que pode valer a pena, sobre alguém decidir, sozinho, algo tão aberto ou exposto, relacionado a outra pessoa. Mesmo que seja uma surpresa ou homenagem sincera.
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Respeite autorias. É lei

TODO FIM É UM NOVO COMEÇO
Nossos olhos não cansam de ver, nossos ouvidos não cansam de ouvir, assim diz palavras de um velho sábio, e são verdades, por mais que o ambiente seja o mesmo, as pessoas sejam sempre as mesmas, esses dois sentidos jamais se cansarão.
Podemos afirmar que já vimos a mesma coisa ou acontecido por duas vezes?
Se o tempo não para, nunca iremos ver algo da mesma forma por duas vezes, tudo muda, mesmo que a diferença entre uma visualização e outra, seja de um piscar de olhos.
O mal, vive cooperando pro bem, e quando estamos bem e algo desfavorável ocorre, a este chamamos de mal, vivemos uma vida repleta de subidas e descidas, e no final de tudo, nunca estamos contentes.
Mas existe final para algo neste mundo?
Podemos afirmar que algo se acabou ou deixou de existir?
Se todo fim vem com um começo, o que se pode dizer?
Nada se acaba, nada termina, nada se vai, simplesmente tudo se altera, o que ontem era semente, hoje é fruto, e se semeado, novamente será outro fruto, mas se caído ao chão, será comida para alguns organismos e se tornará adubo e de forma indireta fará parte de um novo fruto!
Pessoas vem, pessoas vão, nascem, crescem, envelhecem e partem dessa vida, não digo que morreram, pois a morte seria o fim de algo, mas partem para um novo começo!
Após o fim dessa vida, elas vão de encontro a um novo começo, algumas deixam frutos, frutos esses que podem ser filhos ou obras.
Filhos se forem bons frutos, continuarão um legado aqui neste mundo, senão, apenas participaram de forma alternativa.
Obras, se forem boas, essas nunca serão esquecidas, uma música, um quadro, um livro, uma frase, quando deixamos boas obras, essas se tornam um legado, um eterno memorial.
Não existe nada de novo debaixo do céu, o que existe são novidades, inovações, tudo é feito com o que já existe aqui, seja embaixo ou em cima da terra, já estava aqui embaixo do céu, nem os meteoros que por aqui caem, podemos chamar de novo, pois o céu está além das estrelas, além das galáxias e ninguém aqui jamais o viu ou o tocou;
Então, o novo é renovação. O fim é um novo começo. A morte não existe, é apenas o caminho para essa nova vida, seja feito adubo para a terra, pó para o ar, comida meio ao mar, fumaça ao vento, não importa.
Tudo continuará aqui... tudo voltará para a terra e tudo será novamente parte de um novo todo!
Do pó ao pó!