Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Por aqui, por ali, o sol nasceu mais vivo. Vi você de repente, menos breve e arredio, arrepender-se contente.
Ouvi dos sinceros seus sins, som de detalhes. De talhes simplórios, felicidades, gemidos e corpos notórios.
Precisamos de larga boca e nada oca a mente. Mente aquele que no medo, em segredo, no paladar do azedo, expõe que não ama e não segue passo a frente.
Esvazie-me – preencha-me, conheça o verso e o avesso, rima após rima, sabe que deixo! E depois, ao acordar sozinha, vá viver se estou na esquina.
Estouram paixões sempre aludidas, cantam canções, danças nas chuvas. No certo e no cerco um céu de saídas, arte que inspira expurgando áureas turvas.
Renasce com o dia a serenidade que buliu com o ontem, fazendo o momento, esculpindo o hoje de um modo mais tenro, fundindo o amor e rejuvenescendo.
Nada disso, nada! Nem a cruz ou a espada, nem um milagre instantâneo, até viver litorâneo com belo cenário da sacada. Nada disso, nada! Nem amor perdido ou achado, tampouco o que ganhou no grito, nem um gemer sustenido que alavanca o ser amado. Nada disso, nada, se não houver, gente, meu café bem quente.
No meio do lago sossego meus remos, lanço a vara com a melhor das iscas. Espero o peixe, faço figa. Em tempo ameno mordeu a Tilápia. Depois do alvoroço num pensar parco devolvo-a pro lago. No meu lar tem almoço, já ganhei meu dia, vou puxar meu barco.
Conquistas dificilmente funcionam quando se vai muito além e extrapola o momento. Há de se ter bom senso e dar tempo ao amoldamento.
Era um sujeito de tão extrema incoerência que mesmo quando bateu as botas ressuscitou para se dizer ateu.
O problema do jogador compulsivo é, em primeiro lugar, acreditar que é sempre mais inteligente que o outro, e como tal, pode blefar eternamente que ninguém perceberá. E mais tarde, mesmo sem teto, cobertor de orelha, calças e dignidade (perdidos no jogo), acha que é muito esperto por “ganhar" moedas que, na verdade, os “cansados de jogar” lhe doaram por pena.
Gosto de ver-te pensando, assim, distraída; cresce minha alegria de uma bucólica expectativa do teu regaço – braço – amaço – teu espaço em mim.
São duas pessoas que se amam com tão desmedida cumplicidade que o eco de suas vozes se transmutou na mais majestosa canção.
A conotação disse pra denotação que o mesmo tinha um coração de pedra. Denotação acreditou e morreu de infarto!
Era tão esnobe que enxotava a todos; certa vez ainda questionou: quem essa tal felicidade pensa que é para tentar entrar na minha vida?
Você telefona e diz bom dia, ouve do outro lado um “hum?”; chega e diz boa tarde, e nada; agradece, e nada; vai embora e diz até logo, e nada.
No fim chega à conclusão: criaram uma nova profissão, “decepcionista”!
A ganância e a fome foram detidas: uma por tentativa de homicídio ao soltar os cachorros quando a fome bateu na sua porta pedindo comida; no mesmo dia a fome cometeu legítima defesa ao matar os cachorros a grito.
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