Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Eu lembro que nós fazíamos de conta, você me olhava torto e eu entendia as suas neuroses, você me aconselhava e eu corria as minhas carnes, o meu corpo doía e a sua alma sempre machucada por conta de alguma cena que eu escrevia pra você viver. E você tentava me dizer o que fazer ás vezes. Como eu julgava o fato de você não perceber o mundo que eu queria compor e mesmo assim precisar de mim! Os tijolos da sua casa pareciam frios e o meu espelho velho me dizia nada. Era difícil ser eu, e ás vezes eu tinha a impressão que só você entendia isso, porque ser você também era muito difícil. Você ás vezes cuidava de mim, às vezes enchia o saco e caia fora, depois ligava e os seus telefonemas me entrertiam e me consumiam, era difícil qualquer um nos entender, era fácil a gente se entender.
Conta comigo, tô aqui pra ti, eu posso ser presunçosa, pretensiosa, presumida, imodesta, arrogante, metida, esnobe, vaidosa, egocêntrica, enfatuada, afetada, cabotina, todos esses sinônimos, mas na tua tristeza eu serei sempre protagonista pelos motivos nobres, porque ela também é minha
Gosto
Eu gosto de uma pessoa,
Desde a primeira vez que tive contato.
Diria ser amor à primeira vista
Mas como hoje essa ideia é conversa fiada
Eu prefiro não dizer nada.
Pode não ser exatamente o que acho que é,
Aliás, eu não acho nada,
Não sei de nada.
Só sei que gosto, talvez amor, talvez paixão,
Ou talvez, só GOSTO mesmo.
; é como se, diante disso tudo, eu visse (sozinho) a aguinha do córrego marejar debaixo de uma ponte velha. Lembro-me sempre daquele belo quadro da copa de minha avó a figurar pieguices de camponesas, pobres camponesas. O lustre não suportou tamanho calor: frangalhos. Onde ficou meus suores, meus pelos despetalados, os beiços cintilantes? Sei lá.
... só ficou a poesia. O restante na estante, o mar levou. Subverto sinais gráficos, afronto a língua, blasfemo as compilações e sintaxes. Deus habita nas ruas vazias de minha alma, naquele solzinho gostoso que, vez em quando, põe a vista barquinhos fagueiros.
? Onde está você. Pois seja cada linha dessas não-ditas nas entrelinhas: inevitável e inconscientemente: saudade:
Hoje eu acordei e lembrei de você, Queria te ter aqui comigo e olhar nos teus olhos e vê o belo canto do mar.
Às vezes, ela parece alguém que eu poderia amar. E, outras vezes, parece que ela é uma total estranha.
O passado, o presente e o futuro estão escritos na Luz da Eternidade. E eu, sigo a rota do Infinito.
Mosaico
O que queres que eu faça?
Se me toma, me amassa
Joga fora.
O que queres que eu faça?
Me tem e estraçalha
Vai embora!
O que queres que eu faça?
Se a saudade abraça um coração amargurado...
Atordoado...
Por vezes arrependido, por vezes aliviado...
E o que queres que eu faça?
Se o caco que de mim remanesce
Reconstroe-se em mosaico.
Te desvanece e volto por inteiro
O que queres que eu faça?
Se agora entre nós, eu primeiro!
Silva Barbosa, 2018
lidar com a morte
Quando eu Falo para todos que estão ao meu lado ser forte, mesmo quando eu mesma não consigo ser.
"Eu nasci em 1978, entre a pobreza gritante de Guaianases, extremo leste da capital. Cresci em estado de vulnerabilidade, estereotipado, pisando descalço em ruas de terra e esgoto a céu aberto, juntamente com meus seis irmãos, a sofrer, sobretudo, o abandono paterno, lutando com a mãe contra a fome, em busca das necessidades básicas, numa casa humilde, de apenas três cômodos, construída em terra de parentes que, muitas vezes, nos desconsideraram..."
Enquanto eu permanecer nessa nave desgovernada, onde o "TER" se sobrepõe ao "SER", estenderei a mão aos que de mim precisarem.
Se eu pudesse voltar no tempo... Dar-lhe-ia o beijo e o abraço negados por vergonha dos olhares alheios.
duas horas e um singelo minuto,
e eu neste quarto escuro e soturno,
como a veste de quem anda de luto
pela morte de um bruno!
a morte me segura como sua mão forte!
e vocês choram sobre meu peito!
enquanto eu sorrindo me abraço com a morte,
em um sono quase perfeito!
já não vejo vocês tão claramente!
mas ainda posso escutar
o anjo do meu lado a rezar!
duas horas e um singelo minuto,
a minha mãe se desespera a chorar
quando olha pela última vez, meus olhos a fechar!
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