Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.
Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.
Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.
Sua visão sobre quem eu sou fala muito sobre seus próprios valores e perspectivas, e pouco sobre a minha realidade .
A minha juventude partiu rápido, mas levou com ela o barulho da pressa para que finalmente eu pudesse ouvir o som da vida.
A ciência explica, a filosofia questiona, a religião ancora, a poesia suaviza. E eu transito pelo centro de todas elas.
A cada dia, aprimoro o que será minha melhor versão. O único adversário a vencer é quem eu fui ontem.
Reflexões: 🦉 Tenho um pássaro que fala
Eu tenho uma casa.
Uma casa com um pátio.
Bom, muitos tem, então nada de mais.
Mas, o meu pátio tem muitas árvores e pássaros.
Isso também não me torna diferente de muitas pessoas.
Só que há algo no meu pátio, algo que duvido que outros tenham...
Tem um pássaro...
Vi da janela do meu escritório na árvore em frente.
E daí? Dirão... muitos tem pássaros no pátio!
Calma! É que o meu é um pássaro que fala!
Outro dia notei ele enquanto caminhava no galho.
Percebi que queria me transmitir algo...
Olhei demoradamente para ele, até que foi embora.
Mas e outro dia voltou.
Ficou em um galho mais perto.
E, em outro dia mais perto ainda...
De vez em quando aparece.
Vem me visitar.
Chega a entrar no meu escritório...
Fica algum tempo, e sai.
Eu diria que temos uma amizade.
O meu amigo pássaro não diz nada, na verdade.
Aliás, ele diz muito... silenciosamente.
Coisas boas, que acalmam.
Que dão serenidade.
Mas, vou parar por aqui.
Antes que me internem como maluco!
Um beijo no coração...
A vida que segue
Clovis G.A. Macedo
Eu sempre fui uma pessoa bem resolvida. Nunca precisei da atenção dos outros para me sentir inteiro, nem busquei validação para confirmar meu valor. Passei boa parte da vida confortável dentro de quem eu era, com minhas certezas, meus limites e meus silêncios.
Até que um dia encontrei alguém que enxergou em mim algo que eu mesmo nunca havia visto. E, por algum tempo, acreditei naquela versão. Passei a falar mais, a rir mais, a confiar mais. O homem reservado se tornou sociável, o introspectivo passou a contar piadas, e a desconfiança deu lugar à esperança. Pela primeira vez em muito tempo, tive a sensação de que a felicidade talvez não fosse apenas um conceito distante.
Mas a realidade tem o hábito de cobrar o preço das ilusões. Com o tempo, percebi que a vida raramente permanece no auge dos sentimentos que ela mesma nos oferece. E aquilo que parecia uma descoberta acabou revelando outra coisa, talvez eu não tivesse me transformado, apenas experimentado uma parte de mim que deveria ter permanecido adormecida.
Agora me vejo diante da tarefa de reconstruir quem sou. Não porque aquela versão estivesse errada, mas porque ela não conseguiu permanecer. Preciso recuperar o controle dos meus sentimentos, reorganizar meus pensamentos e voltar a caminhar com os próprios pés.
Talvez as coisas nunca tenham sido realmente boas aqui dentro. Talvez eu apenas tenha encontrado alguém capaz de silenciar, por um tempo, os ruídos que sempre carreguei. Mas ninguém pode viver para sempre sustentado pelo olhar de outra pessoa.
As coisas vão voltar ao lugar. Não exatamente como eram antes, porque já não sou o mesmo homem. Mas voltarão a ser minhas. E isso terá de ser suficiente.
Eu traduzo o melhor que existe em cada ser, e assim a vida de cada um melhora ainda mais. É LEI!
Nina Lee Magalhães
“A pergunta ‘o que será do meu filho quando eu morrer?’ envelhece junto com muitas mães atípicas.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O falso eu precisa de plateia; a alma verdadeira aprende a florescer no silêncio.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Mesmo quando a pessoa pergunta quem somos, o amor pode responder sem palavras: eu continuo aqui por você.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Tudo aquilo que colocamos depois do EU SOU se torna direção interior, palavra semeada e identidade em construção.”
Do livro EU SOU, Deus em Ação — O Despertar da Consciência Criadora, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nem toda dor merece receber o trono do ‘eu sou’.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
E se eu voltasse?!
Ou talvez partisse?!
Ou se findasse.?!
Quem sabe um recomeço...
Ou se me quebra-se
Em mil ou em vários
Pedaços?!Se ficasse em silencio
Ou quem sabe gritasse
implodir,eclodir?!
Dinamitar-me para
Que se faça dentro de mim
Um alto retrato pintado
Real,surreal...Não sei bem ao certo
Quem sabe talvez uma pintura
Uma obra de arte dentro de mim.
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