Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha coragem de me enfrentar. Onde a minha paz de espírito seja sempre em primeiro lugar, diante de todas as aflições da vida.

A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.

⁠Quanto mais eu tenho vontade de gritar, mais me curvo ao silêncio.

A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Por isso eu sou gigante
Eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício, só faz rima pobre
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Sou gigante
Sim, eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício

Eu tenho uma mente muito perceptiva pra espionagem... afinal de contas eu também já espionei

Dessa vez eu vou falar sério. Sem piada, sem exagero, sem fingir que tá tudo bem. Eu paro, penso, respiro e tento lembrar de quem eu era quando era mais novo, quando o bairro inteiro já conhecia meu nome não por mérito, mas por bagunça. Aquela época em que a rua era extensão de casa e o juízo claramente tinha tirado férias.


Eu olho pra trás e até tento dar um significado bonito, dizer que era liberdade, infância, energia demais. Mas a verdade é que era só eu sendo eu: barulhento, inquieto e convencido de que nada tinha consequência. Cada esquina guardava uma história, quase nunca uma boa ideia.


Só que… não dá. Eu não consigo manter esse tom sério por muito tempo. Porque falar sério sobre isso exige maturidade, e eu ainda rio lembrando das fugas, das risadas abafadas, dos olhares tortos dos vizinhos. Eu tento parecer reflexivo, mas minha memória faz questão de me entregar.


No fundo, eu sei que era imaturo demais pra entender limites. E talvez ainda seja imaturo demais pra falar disso sem sorrir. Porque aquele garoto bagunceiro ainda mora aqui dentro, só que agora ele pensa um pouco mais antes de aprontar. Às vezes.


Eu cresci, mudei, aprendi algumas coisas. Outras eu só disfarcei melhor. O bairro já não escuta meu nome com tanta frequência, mas as lembranças continuam andando pelas mesmas ruas.


E o final não é sobre arrependimento nem sobre saudade. É só a constatação de que eu não virei um adulto sério e certinho. Virei alguém que olha pro passado, balança a cabeça e pensa: eu não sabia o que tava fazendo… e, sendo sincero, ainda não sei.


— Cyrox

As vezes da vontade de andar, o vento bater, e eu desaparecer.

Refletindo no riacho
Eu te acho em clara água
Quando nada mais dá certo
Teu olhar ventila a dor
Ventilador
Trás bem-me-quer furta-cor.

Em cada passo que eu dou
Levo um gesto de amor.

Tirando os meus 3000 defeitos
Eu sou perfeito.

⁠Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde

Legião Urbana

Nota: Trecho da música Os barcos.

Se eu tiver alguém, vou ser feliz. — uma ilusão perigosa.

⁠...Eu gritei. O eco do meu grito foi mais forte que o sopro do lobo,
Ele, sem esforço, derrubou Minha casa de alvenaria,
Agora só há Escombros por todo lugar, Difíceis de juntar,
Assim como as folhas no chão, Depois da primavera.

Eu sou um grande admirador de pessoas grotescamente verdadeiras e tenho pavor de pessoas delicadamente mentirosas.

Eu tinha muita fé. Tudo alcançava com fé. Era inacreditável!
Depois de conviver com alguns cristãos a razão passou a falar mais alto.
Que Deus me proteja!

O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.


William Contraponto

A vida ganha significado no exato momento em que deixamos de perguntar 'por que eu?' e passamos a questionar 'o que posso fazer com isso?

ele
é
poema
eu
sou
problema

eu sinto como se estivesse preso em correntes no inferno escuro. . .
cheio de demônios ao meu redor me observando com aqueles olhares.

E diria eu, que o amor, foi a forma que Deus encontrou de punir os homens...