Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
EU, EU MESMO (soneto)
Eu, nos cansaços, as saudades
quantas as lembranças estilam
que o passado no exato pilam
assim, cheios de passividades
Afinal, tudo no tempo expilam
eu, eu mesmo nas fatuidades
duvidei, imperfeito, vontades
me levaram, na baixa bailam
Pois tudo é eu, sem metades
eu sou eu, e nada anteviram
e do meu eu, sai as verdades
E eu, que no eu, me inspiram
dele um passado, variedades
que do uno eu, “áses” extraíram
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
SER QUEM SOU (soneto)
Ora (direis) ser quem sou! Exato.
Me perdi no caminho, me achei, no entanto
A cada passo, erro e acerto, vários o relato
Vou andando, o atrás se desfez por encanto
E o tempo vai passando, veloz, enquanto
O pensamento recusa ser apenas um ato
Cintila. E, saudoso, o trovar é um pranto
Na solidão de ser, em um poetar abstrato
Direis agora: Incoerente e louca quimera!
Que não quero ser quem sou? Que sentido
Pois ser quem sou, deixei de ser o que era...
E eu vos direi: Amando o amor sou valeria
Pois se amei, o meu afeto não terá partido
Assim, pude ouvir e entender minha poesia
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
agosto de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
MINHA PESSOA (soneto )
Eu sou o do fio da meada perdido
O que poeta devaneio e quimera
Verão ou inverno é só primavera
Neste fado, sonhar, é permitido
Emaranhado, pensado, eu quisera
Em exequível gratulação ter vivido
Mas olhar amargo me foi servido
E tal refutado, tive sorte megera
Aos olhares um quase despercebido
Impelido pra muito além da biosfera
Espírito enlutado, dum senso sofrido
Nas tiranias, choro, sou pessoa sincera
Áspero, sem ser, de amor sou provido
E no querer mais, me tenho em espera
Novembro, 2016
Cerrado goiano
A GENTE
Eu e tu: soneto e eu, poética repartida
Em duas estimas, duas estimas numa
Aí sentida. Tu e eu: ó versejada vida
De duas sortes que em uma só resuma
Prosa de partilha, cada uma presumida
Da alma contida, conferida... em suma
Essência na essência, sem que alguma
Deixe de ser una, sendo à outra medida
Duplo fado sentimental, a cuja a sina
Que na própria paixão cada uma sente
A sensação dum aquinhoar da emoção
Ó quimera duma poesia integralmente
Que infinitamente brote da inspiração
E, suspire na inspiração infinitamente...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG
A criança torna-se adolescente quanto toma consciência de si mesma e o adolescente torna-se adulto quando toma consciência da humanidade.
Criei
meu próprio mundo..
Imagino grande pequeno..
Mas é nele que eu vivo..
Nele não tenho medo de
"ser"
o que sou!
..
Criei
meu próprio mundo..
Imagino grande pequeno..
Mas é nele que eu vivo..
Nele não tenho medo de
"ser"
o que sou!
Faço pouca sombra, todos me olham,
mas poucos me veem.!!
Luto para não cair no poço, para não afundar na lama.
Respiro a saudade da primavera..no outono..
Suspiro de saudades do outono...no verão!
Sou atrevida, não sei morrer de medo,
nos temporais.
Sou guerreira,
Sou filha da terra, sou filha do ar,
sou filha do vento, sou filha do mar..
Sou ousada, destemida, não posso me intimidar..
Sou humilde mas não tente me humilhar!
..
Não é fácil, não é para os fracos..
Tanta gente nesse mundo, e eu, só preciso de você para o meu...
..
Por favor, fique,
Mesmo que hoje sejamos estranhos,
jamais te esquecerei.
Você fez parte da minha história, no entra e sai da minha vida,
no sobe e desce da minha estrada!
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