Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Eu tô fugindo da crise, mas ela não se cansa.

"Não tenho medo da morte, eu tenho medo da vida. Vocês escolheram a garota errada."


- Fora do Universo: Eles se encontraram

Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim

Edson Ricardo Paiva

Eu queria saber
Por que é que eu insisto em me perguntar
Sobre coisas que não tem resposta
É como morrer mil vezes
Enquanto se vive uma vida
Que nem chega a ser assim ...
Tão longa
O mundo esconde o valor das coisas
Enquanto a vida vai vendendo
O que não vale quase nada
Até que um dia
Vem o tempo e nos desvenda
A esses e a tantos segredos
Carregados de mais perguntas
Somos cegos
Seguindo os caminhos traçados
Guiados pelas vozes de lobos vorazes
Que a bem da verdade sempre foram
Muito mais cegos do que nós
Não percebem, não sabem
Que aquilo a que se busca
Não se pode alcançar
É como um raio de luz colorido
Caindo do Sol pela manhã
E o azul do Céu, que desaparece
No momento em que a gente o toca
Felicidade, uma ilusão
O brilho da Estrela deixou de estar lá
E a vida não é como se pensa
Durante a guerra sempre os rios congelam
E os seus invernos são mais frios
Parece que foi sempre assim
A vida nos nega um sorriso
Justamente nos momentos
Em que tudo que mais se precisava
Era de um sorriso, simplesmente
Eu queria ter palavras
Pra explicar que não tenho respostas
Tem dias que o que mais desejo
É saber a verdade das verdades
Mas a única palavra que me vem
Me causa o querer e a vontade
de não querer saber mais nada.

Edson Ricardo Paiva.

Eu vejo o Sol nascendo
eu vejo o Sol se pondo
não necessariamente
nesta ordem
às vezes tudo depende
se ontem eu fui dormir
enquanto Deus permitir
que os pássaros me acordem
enquanto Deus quiser
eu vou tentar honrá-lO
com meus poemas imperfeitos
mal-feitos e cheios de arestas
e assim vou tentando encontrar
o motivo que O fez fazer de mim
algo além de folha morta
compreendo e entendo que sou
uma simples amostra de gente
muito aquém de semente torta
que queria ser floresta.

Eu não sei escrever direito
Poema nem poesia
Se soubesse, faria pra ela
O melhor poema do dia
Minha mente tem duas metades
Uma delas eu usava
pra viver a vida
a outra pra pensar nela
Não havia neste Mundo
Nenhuma grade que me prendesse
Mas eu estava preso a ela
Por causa desse amor
Nunca fui bom em amor
Poesia e nem palavras
Agora vem aqui,
termina de esburacar meu peito
...escava
Aquele amor não existe mais
Era pouco pra você
Mas era tudo que ainda restava.

Por muito tempo eu estive assim
Esperando por quem não me quis
pensei que iria ser feliz
Sem perceber, que algo não era verdade
e já havia passado do fim
E eu aguardava o dia todo pra estar
com quem não quer saber de mim
Quer saber?
Até que não foi tão ruim
A saudade
que haverá de doer depois
Se tiver que escolher um dos dois
Vai fazer como eu fiz
e querer ficar com ela
Que fugiu de viver um amor
E pela vida sem sabor de nada
Me trocou
e achou, então
Que era bom rir assim
Enquanto eu sofria
Mas eu não vou estar perto nesse dia
Quando seu peito deserto
Vai chorar de madrugada
Vai me buscar e descobrir
que eu já hei de estar feliz
vai procurar, então, os poemas que eu fiz
e que ela rasgou, de malvada que era
Sem pensar nas lágrimas que a esperam
desesperada
Vai então, nessa hora descobrir
Que ao meu lado não tem mais lugar
E que já não será para mim
Mais nada.

Não sei o quê, que eu gosto mais em você
E nem porquê, que eu gosto tanto de você
Só sei dizer que eu não me canso de querer
Talvez teu cheiro, que eu desejo o dia inteiro
Eu viajo até no teu nome
Tornei-me outro homem depois de você
Creio que seja este teu jeito bonito
A maneira que você me olha
Não me deixa escolha, não me dá saída
Por você eu mudei minha vida
Pra estar com você
Eu mudo até de crença
Saber que você vai chegar
é a coisa mais legal que tem
Depois de você
Não vai haver mais ninguém.

Não tenho medo da morte
Da fome, da estupidez ou do frio
Destas coisas eu sempre me esquivei
Porquanto, a solução pra todas elas
Podem ser encontradas por mim
Meu medo é não saber achar
Aquelas coisas que independem
da boa vontade da gente
Pois, sem elas
Tudo mais não tem valor algum
E sem elas não se vive uma vida
Sobrevive-se somente
Engole-se diariamente
O gosto amargo das desilusões
O peso da carga que advém
Resultantes do desdém
e da maldade alheia
Não tenho medo de parar meu coração
Eu tenho medo de não conseguir
Estancar o corte ou espantar a dor
Se porventura alguém a quem amar
Me pedir pra curar um corte em seu dedo
Não tenho medo de perder
Nada daquilo
Que novamente vai brotar
Eu tenho medo pelas coisas singulares
Coisa que não se conta
Não se recria, depois que se desmonta
Incomparáveis, sui generis
Coisas sem par
Tudo que eu preciso
é de um singelo sorriso
Não peço ao vento que me traga
Me diga onde está
Que eu vou buscar

Edson Ricardo Paiva

Sem Disfarce.

Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.

Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.

Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.

Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.

O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.

Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.

Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.

Eu vejo tudo como aprendizado, porque escolhi não carregar ressentimentos no coração. Cada experiência, seja boa ou difícil, traz uma lição que me ajuda a crescer, amadurecer e enxergar a vida com mais sabedoria. Não guardo mágoas; guardo aprendizados. Afinal, seguir em frente com leveza é muito melhor do que permanecer preso ao que já passou. Cada desafio me fortalece e me transforma em uma versão melhor de mim mesma.

Mais fácil que trair é você ter coragem de olhar no olho da outra pessoa e dizer:
"Eu não te amo mais". Sendo claro e objetivo e sincero.

Não existe cansaço que impede eu expressar o que aloja no meu coração, 😘 a felicidade é minha eterna companhia...

Eu entrego tudo nas mãos de Deus, ele resolve tudo da maneira mais certa...
Não vou me adoecer com causas alheias. Cada um tem sua conta a acertar com Deus, quem errou ou errar será cobrado pelo seu erro, não cabe a mim julgar somente a Ele.

Eu amava muito você

Neste momento, neste exato instante, não há espaço para doçura ou nostalgia. Estou mergulhado em um mar de indignação, onde as ondas da raiva e da decepção se chocam contra as rochas da minha alma ferida.

Eu amava muito você. Essas palavras que um dia foram sussurradas com ternura agora ressoam em minha mente como um grito de revolta, uma expressão do quanto fui enganado e traído.

Cada lembrança agora é um punhal cravado em meu peito, lembrando-me dos momentos em que confiei em você cegamente, apenas para ser traído e abandonado no final. Seu sorriso era falso, suas palavras eram mentiras habilmente tecidas para me iludir e me fazer acreditar em um amor que nunca existiu.

Cada gesto de carinho, cada promessa de eternidade, eram apenas uma fachada para esconder sua verdadeira natureza egoísta e manipuladora. Você brincou com meus sentimentos, usou-me como um joguete em seu jogo sujo de poder e controle.

Agora, enquanto olho para trás, vejo a verdade nua e crua diante de mim. Você nunca me amou de verdade, nunca se importou comigo além de suas próprias necessidades e desejos egoístas. E por isso, sinto uma fúria que queima dentro de mim como uma chama inextinguível, consumindo tudo em seu caminho.

Eu amava muito você. Mas agora, tudo o que resta é a amargura de uma traição cruel, o sabor ácido da decepção que envenena minha alma. E enquanto caminho pelos escombros do que um dia foi nosso amor, juro a mim mesmo que nunca mais permitirei que alguém me faça sentir tão indignado e ferido como você me fez sentir.

Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.
📖 Oséias 6:6

Será que o jejum que Eu quero não é este: abandonar a maldade, parar de oprimir as pessoas, libertar quem está sendo injustiçado, quebrar todo tipo de exploração e agir com justiça e misericórdia?


📖 Isaías 58:6

Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.

⁠Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.


É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence.


Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo.


Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários.


Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.


Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…


Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional.


Significa calcular riscos.


Medir palavras.


Avisar amigas.


Compartilhar localização em tempo real.


Trocar fechaduras.


Pedir medida protetiva — ou que finge ser.


Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.


E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”.


Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada.


Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.


A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição.


Ensina posse disfarçada de amor.


Controle disfarçado de cuidado.


Ciúme tratado como intensidade emocional.


E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.


Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.


Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural.


Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.


Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.

⁠Eu, um estudioso nato do comportamento humano, não posso nem quero ajudar ninguém a relativizar a reação de alguém.


Toda ação ou reação tem uma história…


Antes de ser julgada como exagerada, desproporcional ou irracional, ela foi construída por experiências, memórias, dores, expectativas e limites que, muitas vezes, são invisíveis para quem observa das arquibancadas.


Vivemos em uma cultura que insiste em ensinar as pessoas a suportarem mais, sentirem menos e questionarem até a própria percepção.


Quantas vezes alguém procura ajuda e, em vez de acolhimento, recebe argumentos para convencer-se de que “não foi bem assim”, “você está levando para o lado pessoal” ou “a outra pessoa não teve essa intenção”?


Embora a intenção tenha seu lugar, ela nunca apaga o impacto.


E de bem-intencionados, convenhamos, o inferno está abarrotado.


Estudar o comportamento humano, mais de perto, me ensinou que compreender não é o mesmo que justificar.


Explicar por que alguém agiu de determinada forma pode ampliar a consciência, mas jamais deve servir para invalidar a experiência emocional de quem foi afetado.


Quando transformamos toda uma dor em um exercício de relativização, corremos o risco de silenciar quem mais precisava ser ouvido.


Não quero nem posso ensinar pessoas a duvidarem daquilo que sentiram.


Quero ajudá-las a reconhecerem suas emoções, entenderem seus gatilhos, ampliarem seus recursos internos e responderem à vida com mais consciência — não com menos verdade.


A maturidade emocional não consiste em deixar de sentir ou em minimizar o que aconteceu.


Ela nasce quando somos capazes de validar a própria experiência, compreender o contexto e, a partir daí, escolher como agir.


Isso é muito diferente de fingir que nada aconteceu só para preservar o conforto de quem nos causou desconforto.


Se existe uma responsabilidade em quem estuda o comportamento humano, ela não é a de anestesiar emoções, mas a de promover discernimento.


Acolher antes de interpretar.


Escutar antes de explicar.


E lembrar que, por trás de cada reação, existe uma necessidade, um valor ou um limite tentando ser comunicado.


Porque ninguém cresce sendo convencido de que sente de menos ou demais.


As pessoas crescem quando descobrem que podem sentir com honestidade e, ainda assim, agir com maturidade.