Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Já ouvi alguém dizer
Que eu sou um esquisito
Mas não vou deixar de ser
Pois isto é meu requisito.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026
Se você não me disser a verdade, não tem como eu ajudar a minha metade. Se tem outro em meu lugar ou se você quer colocar, te deixo livre para viver. Não prometo te esperar, o coração vai cicatrizar e uma hora sei que vou te esquecer. Se era medo de me machucar, já tem meu perdão. Tá esperando o que?
Eu não vou embora.
Você pode abrir a porta .
E falar vai te embora.
Eu quero viver contigo.
Você sabe que a amo.
Qui sou teu amigo.
Me estende a tua mão.
Porque você é o meu mundo.
O amor mais lindo no mundo.
Meu reino de alegria.
Você é magia.
Não diz não.
Meu amor.
Quero estar do teu lado
Fundir nossos pecados
Unir nosso amor
Meu amor
ponte
Eu não vou embora.
Você pode abrir a porta .
E falar vai te embora.
Eu quero viver contigo.
Você sabe que a amo.
Qui sou teu amigo.
Me estende a tua mão.
Não me diz não meu amor. ⁸
Porque você é o meu mundo.
O amor mais lindo no mundo.
Meu reino de alegria.
Você é magia.
Não diz não.
Meu amor.
Quero estar do teu lado
Fundir nossos pecados
Unir nosso amor
Meu amor
Meu amor
Meu amor
Meu amor
Não me diz não meu amor.
Parece que o eu leva ao não-eu,
a mente aponta para a não-mente
e o sonho reflete de volta o sonhador.
No entanto, tudo acontece sem estrada, sem ponteiro,
e sem reflexo.
Quero dizer-te coisas,
mas tu e eu sabemos que
as palavras não passam de um fluxo de ar complicado.
Só o silêncio diz a verdade.
*O LUGAR ONDE A POESIA NÃO SERVIA PARA NADA*
Eu era novo na cidade e ainda não tinha escolhido um lugar para beber. Toda cidade exige isso de você. Um lugar onde entrar sozinho não pareça uma declaração de fracasso. Um balcão onde ninguém pergunte seu nome. Uma mesa onde você possa ficar olhando para o copo como se houvesse alguma resposta lá dentro.
Encontrei o pub perto de um parque.
Era pequeno. Bucólico demais para o meu gosto, mas não o suficiente para me fazer ir embora. Havia árvores antigas do lado de fora, bancos de madeira e uma iluminação amarela que fazia tudo parecer mais importante do que realmente era.
Dentro, havia estantes cheias de livros, quadros de artistas locais e alguns instrumentos musicais pendurados nas paredes. Um pequeno tablado, quase no mesmo nível do chão, servia para música, debates literários e noites de poesia.
Pedi uma bebida e sentei no canto do balcão.
Era um bom lugar para observar.
E observar é uma das poucas coisas que ainda consigo fazer sem estragar tudo.
Uma mulher subiu ao pequeno tablado.
Trazia algumas folhas na mão.
Começou a declamar.
Não era uma poesia bonita.
Ainda bem.
Falava de solidão, de perdas, de um homem que foi embora, de uma mãe que nunca soube abraçar, de noites em que o telefone não toca e de manhãs em que ninguém tem coragem de admitir que gostaria de não ter acordado.
Falava de gente.
Isso já era uma coisa bastante desagradável para algumas pessoas.
No canto próximo ao balcão havia um grupo de homens e mulheres que parecia ter escolhido aquele lugar por engano. Tinham roupas boas, relógios caros e aquele tipo de conversa que costuma começar com dinheiro e terminar em dinheiro.
Um deles riu.
Outro disse que aquilo era deprimente.
Uma mulher comentou que poesia não servia para nada.
O homem do relógio concordou.
— Poesia não paga conta.
Era uma frase perfeita.
Curta.
Prática.
Estúpida.
Eles riram.
Eu bebi.
A mulher continuou.
E, enquanto ela falava, comecei a pensar que talvez aquela fosse a pergunta errada.
Para que serve a poesia?
A pergunta parecia razoável até você perceber que existe uma doença escondida nela.
A necessidade de que tudo tenha utilidade.
Se alguma coisa não produz dinheiro, produtividade ou resultado, passa a ser considerada inútil.
Uma árvore precisa dar fruto.
Um homem precisa produzir.
Uma mulher precisa vencer.
Um filho precisa ter futuro.
Uma casa precisa valorizar.
Um livro precisa ensinar.
Uma conversa precisa gerar alguma coisa.
Até o descanso precisa servir para recuperar alguém para o trabalho do dia seguinte.
Tudo precisa servir.
Talvez fosse por isso que aquela mulher incomodava tanto.
Ela estava ali fazendo uma coisa que não servia para nada.
Ou, pelo menos, não servia para aquilo que eles entendiam como vida.
Ela não estava vendendo nada.
Não estava aumentando patrimônio.
Não estava melhorando o currículo.
Não estava produzindo uma estatística.
Estava apenas dizendo alguma coisa que doía.
E talvez fosse justamente aí que estivesse a resistência.
A poesia não consertava o mundo.
Não pagava aluguel.
Não trocava o óleo do carro.
Não diminuía a fila do supermercado.
Não impedia que um idiota fosse eleito presidente de alguma coisa.
Mas resistia.
Resistia à ideia de que o ser humano pudesse ser reduzido ao que possui, ao que produz e ao que consegue provar.
Ela funcionava como metáfora daquilo que dá sentido à existência.
Não porque tivesse respostas.
Mas porque fazia perguntas que ninguém conseguia transformar em dinheiro.
Quem sou eu?
O que perdi?
Quem amei?
Quem ainda me ama?
Por que continuo aqui?
Perguntas inconvenientes.
Nenhuma delas cabe numa planilha.
O grupo continuava rindo.
O homem do relógio começou a falar do carro novo.
A mulher ao lado dele mostrou fotografias de uma viagem.
Outro falou sobre investimentos.
Tinham muito.
Era evidente.
Talvez tivessem tudo.
E foi justamente isso que me incomodou.
Pareciam ter passado tanto tempo acumulando coisas que esqueceram de acumular alguma experiência que não pudesse ser fotografada.
Talvez confundissem ter com ser.
Eu não podia julgá-los.
Também tinha passado boa parte da vida fazendo coisas que não sabia se queria fazer.
Trabalhando.
Pagando.
Cumprindo.
Esperando.
Adiando.
A diferença talvez fosse apenas o tipo de mentira que cada um contava para continuar funcionando.
A mulher terminou o poema.
Algumas pessoas aplaudiram.
Poucas.
Ela agradeceu e desceu.
Passou perto de mim.
Por um instante, olhou para o meu copo.
Depois para mim.
Não disse nada.
Talvez não precisasse.
Pedi outra bebida.
Depois outra.
A noite avançou.
O grupo foi embora.
Um deles saiu falando ao telefone sobre uma reunião às oito da manhã.
A poesia havia terminado.
O dinheiro continuava funcionando.
O mundo tinha sobrevivido a mais uma noite.
Paguei a conta e saí.
O parque estava quase vazio.
Comecei a caminhar para casa.
A cidade parecia diferente sem as pessoas falando.
Os prédios eram apenas prédios.
As lojas estavam fechadas.
As vitrines continuavam iluminadas para ninguém.
Passei por um carro importado estacionado na rua.
Pensei no homem do relógio.
Ele provavelmente chegaria em casa, colocaria as chaves sobre uma mesa cara e dormiria numa cama confortável.
Talvez fosse feliz.
Eu não sabia.
E esse era o problema.
Ninguém sabe.
Passamos a vida tentando construir uma resposta com coisas que podem ser medidas.
Salário.
Cargo.
Casa.
Carro.
Viagens.
Seguidores.
Objetos.
Conquistas.
E, no fim, quando tudo isso fica em silêncio, sobra uma pergunta que não pode ser respondida por extrato bancário.
Você viveu?
Ou apenas funcionou?
Continuei andando.
Pensei novamente na mulher do pub.
Talvez poesia fosse isso.
Não um luxo.
Não uma distração para quem não tem problemas.
Mas uma espécie de resistência contra a vida automática.
Um pequeno defeito na máquina.
A recusa em aceitar que nascer, trabalhar, pagar contas, envelhecer e morrer seja uma biografia suficiente.
Talvez um poema seja apenas alguém dizendo: eu estive aqui.
Eu senti isso.
Eu perdi aquilo.
Eu amei alguém.
Eu tive medo.
Eu não entendi.
Mas estive aqui.
E talvez fosse isso que aquelas pessoas não compreendessem.
A poesia não precisava salvar ninguém.
Bastava impedir que alguém se transformasse completamente naquilo que o mundo queria que ele fosse.
Cheguei em casa.
Abri a porta.
Acendi a luz.
Meu gato apareceu no corredor.
Olhou para mim com aquela expressão de quem estava profundamente decepcionado com a minha pontualidade e com a espécie humana em geral.
Tinha fome.
Claro que tinha.
Coloquei comida no prato.
Ele comeu.
Depois passou pela minha perna e desapareceu.
Fiquei alguns segundos parado no meio da sala.
A casa estava silenciosa.
Não havia aplausos.
Não havia relógios caros.
Não havia gente discutindo patrimônio.
Não havia ninguém perguntando quanto eu ganhava ou o que eu possuía.
Havia apenas um gato, uma garrafa pela metade e eu.
E foi ali que entendi uma coisa bastante simples.
Talvez a poesia não sirva para nada.
Talvez nunca tenha servido.
Talvez esse seja justamente o seu valor.
Porque algumas coisas precisam existir sem prestar contas.
Uma música.
Um beijo.
Uma conversa inútil às três da manhã.
Um homem bebendo sozinho.
Uma mulher lendo seus versos para meia dúzia de desconhecidos.
Um gato esperando alguém voltar para casa.
Nada disso aumenta o patrimônio.
Nada disso melhora a produtividade.
Nada disso aparece no currículo.
Mas, quando tudo o que pode ser comprado, medido e contabilizado finalmente perde importância, são essas coisas que permanecem.
Fiquei olhando para o gato.
Ele me olhou de volta.
Nenhum dos dois tinha uma resposta.
Pela primeira vez naquela noite, isso não pareceu um problema.
Talvez viver seja justamente continuar fazendo coisas que não servem para nada e que, por alguma razão, fazem a existência valer alguma coisa.
Talvez seja por isso que ainda escrevemos.
Por isso que ainda ouvimos música.
Por isso que ainda amamos mesmo depois de descobrir que amar não oferece nenhuma garantia.
A poesia não existe para tornar a vida mais útil.
Existe para impedir que a vida se torne apenas útil.
E naquela noite, sozinho em casa, com um gato faminto andando pela sala e a cidade inteira funcionando do lado de fora, percebi que talvez essa fosse a única forma de resistência que ainda me interessava.
Continuar vivo.
Mas não apenas funcionando.
“Eu desconfio das almas que nunca conheceram a própria escuridão; talvez elas ainda não tenham descoberto a profundidade da própria luz.”
— Juliana Hoffmann Liska
O meu auge não é um lugar onde eu chego. É o fogo que me consome e me reconstrói todos os dias. Eu não busco a perfeição do agora; eu sou a fúria constante de quem se recusa a caber no próprio passado.
387🙏🌹 O grande momento vai chegar, está bem próximo não sou eu quem diz, o grande apocalipse está acontecendo no Brasil e no mundo o oculto está se revelando e todos que atuam em favor das trevas estão sendo expostos, autoridades e pessoas do povo, é a verdade chegando, a luz divina age silenciosamente sobre esses seres contrários a regeneração, mas não ficarão oculto e nem impunes, serão todos degredados para seus mundos afins onde serão abraçados por suas vibrações, às trevas até tenta desvirtuar o povo de bem com terrorismo psicológico e o acovardamento de pessoas transvestidas de autoridades que não atendem os pedidos de socorro de uma nação que chora, mas a justiça divina tarda mas não falha, tudo vem no tempo do criador que nos prova a cada minuto com essas crueldades, sofrimentos, angústias e perseguições às pessoas de bem, vivemos para o despertar da consciência, e cada ser que se omite diante de covardias praticadas por autoridades dominadas pelas trevas e praticam tiranias contra uma nação escravizando-a... Não devemos nos calar e nem se omitir aceitando perseguições de seres doutrinadores do mal, sejamos fortes e lutemos em prol da ética e do moral, do caráter, da democracia, liberdade e da verdadeira justiça, "a justiça de Deus" cada pensamento negativo, cada ação voltado ao mal alimenta o agir das trevas que atua de acordo com às vibrações negativas de cada um de nós, idolatra o errado e acusa o inocente, sabemos o que é certo e errado mas muitos insistem em cultivar o mal combustível perfeito para quem está sintonizado com às trevas... "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" isso é bíblico, o reino de Deus está no nosso coração e não em religiões, a Doutrina espírita mostra que o despertar da consciência deve ter passagem livre em nossos corações olhe para dentro de vocês e sentirão o despertar, a presença de Deus, "O CRIADOR" Não Vai Ser o Homem, o padre o pastor ou dirigentes de qualquer denominação cívica ou religiosa que vai te mostra o verdadeiro caminho para Deus..."o ser humano é falho" desperte no seu coração, ali tá a verdade...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA, Ayache Vidal.
Deus escreve sempre certo, quem lê errado sou eu. Às vezes, não entendo os caminhos, questiono os porquês e me entristeço com o que parece dar errado. Mas Deus enxerga além do que vejo. No tempo certo, tudo se encaixa e a fé revela que Ele sempre soube o que fazia.
Eu não pedi que você ficasse.
Há um momento exato em que o amor deixa de ser tragédia
e passa a ser apenas clima.
Como garoa em roupa esquecida no varal.
Como cheiro de cigarro preso no banco de um carro antigo.
Como aquela dor de cabeça que já não preocupa ninguém
porque aprendeu a morar no corpo.
Você arrumava as coisas lentamente
e eu pensei, com uma serenidade quase ofensiva:
ela finalmente cansou de mim.
Não de mim inteiro —
isso seria grandioso demais —
mas desse homem pela metade
que chega do hospital cheirando antisséptico e cidade,
que fala de literatura latino-americana
como quem tenta salvar alguma dignidade do mundo,
que coleciona moedas estrangeiras
porque nunca conseguiu pertencer completamente ao próprio país.
Escorei no Renault noventa e um.
O carro estalava baixo, esfriando o motor,
como um animal velho respirando durante o sono.
Acendi um tabaco ruim.
Misturei mate uruguaio no fumo.
Não por boemia.
Nem estética.
Por superstição.
Alguns homens rezam.
Outros adulteram o cigarro.
Você passou por mim sem dizer nada
e eu gostei disso.
As grandes despedidas são profundamente constrangedoras.
Ninguém deveria transformar amor falido em espetáculo.
Pensei em Manuel Bandeira olhando janela de pensão barata.
Pensei em Benedetti entendendo tarde demais
que Montevidéu sempre foi uma maneira elegante de sofrer.
Pensei em Clarice,
naquela coisa terrível dela de perceber a alma das coisas
até quando elas já estavam mortas.
E então percebi uma coisa pequena,
quase ridícula:
eu tinha sobrevivido tempo demais.
Sobrevivi aos problemas.
Às cobranças que pareciam ser infinitas.
À vergonha de pedir ajuda.
À escola sugando meus últimos gestos humanos.
À fumaça.
À exaustão.
À sensação humilhante de fracassar devagar.
Sobrevivi até mesmo à esperança,
o que talvez seja a forma mais adulta de tristeza.
Você abriu o portão.
O barulho do ferro ecoou na rua vazia
como ecoam certas decisões irreversíveis:
sem dramaticidade,
apenas definitivas.
Eu poderia dizer que ainda te amava.
Mas seria inútil.
O amor, às vezes, não acaba.
Ele apenas perde utilidade prática.
Então fiquei ali,
encostado naquele Renault cansado,
fumando um cigarro adulterado com erva estrangeira,
olhando você ir embora
como quem observa um país desaparecer pelo retrovisor.
Sem raiva.
Sem poesia suficiente.
Sem salvação.
Só aquela melancolia fronteiriça
dos homens que aprenderam tarde
que viver também é perder território.
Eu te amo tanto que até o meu coração chega a doer às vezes por te amar...
Não paro de pensar em ti, até tem vezes que minha cabeça chega a doer.
Eu era louco e não permiti que o médico entrasse para me curar, então o médico morreu e o bandido entrou em seu lugar, levando o meu dinheiro, que era da saúde, educação, obras...., agora estou ficando louco e me resta pouco tempo, é hora de escolher para um país doente ser tratado pelo o psiquiatra ou, se minha loucura já estiver avançada demais e eu escolher o bandido, o escritor escreverá sobre minha desgraça!
Ass: Brasil
"Eu não quero criar seguidores. Quero despertar seres humanos capazes de pensar por si mesmos. Uma mente livre não é aquela que concorda comigo; é aquela que possui coragem de questionar tudo, inclusive as minhas próprias palavras. Porque a verdadeira liberdade não nasce da obediência, mas da consciência."
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