Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Eu não confio em outros, pois conheço a mim mesmo.

Porque você foi embora
Eu não estava pronto pra sua ida
Você chegou de surpresa
E partiu levando minha vida
Foi sem aviso, sem conversa
Sem um “fica”, sem explicação
Tudo aconteceu tão de repente
Que rasgou meu chão, meu coração
Eu ainda arrumava a casa
Pra te fazer ficar melhor
Enquanto você já partia
Me deixando sozinho com a dor
Eu não me preparei
Nem imaginava separação
Quem ama nunca espera
O adeus batendo no portão
Eu não me preparei
Pra dormir sem teu perdão
Você levou tudo com você
E deixou silêncio em meu coração
Ficou o cheiro da saudade
Teu nome preso na minha voz
A cama fria, a lembrança
Do que éramos nós
Se um dia você lembrar
Do amor que eu te dei
Lembra também que eu fiquei
Quando você foi… e eu não me preparei
Eu não me preparei
Nem imaginava separação
Quem ama nunca espera
O adeus sem explicação
Eu não me preparei
Pra esse fim sem razão
Você foi embora da minha vida
E levou meu coração.

Outro encontro contigo.
Outra vez você não foi.
Na verdade eu já sabia,
fui só pra confirmar
que você não é presença,
é promessa que não sai do papel.

Tolice tua imaginar
que eu ainda me importo.
A tua ausência não disputa
com a minha presença.
Eu chego inteiro
mesmo quando ninguém chega.

Não te espero.
Não te imagino.
Não te coloco no caminho.
Minha estrada é deserta
porque eu escolhi seguir,
não porque faltou companhia.

Aqui não existe meio termo,
nem passo atrás disfarçado de saudade.
Quem anda comigo tem a própria decisão,
quem hesita fica no acostamento.

Eu sigo.
Sem sinal, sem retorno, sem você.

Eu não sei se talvez.
Se um dia haverá compromisso
ou se tudo vai continuar exatamente como está:
no meio do caminho, sem nome, sem promessa.
Não vou oferecer o meu ombro
nem pedir que me ajude a dividir o peso.
Cada um carrega o que escolhe carregar.
Silêncio também é escolha.
Não te cobro presença,
mas também não aceito ausência disfarçada de liberdade.
Sentimento não é rascunho
pra ser deixado na gaveta quando aperta.
Se for pra ficar, que seja verdadeiro.
Se for pra ir, que seja honesto.
O que cansa não é a dúvida —
é permanecer onde nunca se decide.

Que vontade de estar nos teus braços agora, baby.
Você não sabe o quanto eu desejo.
Não é só saudade do teu corpo perto.
É da paz que mora no teu abraço inteiro.
O mundo pesa quando você não está.
O tempo anda torto, demora a passar.
Meu peito chama o teu nome em silêncio.
É desejo vestido de sentimento.
Eu queria agora me perder em você.
Descansar meu caos no teu calor.
Se teus braços soubessem o poder.
Que têm de acalmar meu amor.
Não é carência, é conexão.
É alma pedindo abrigo.
Teu abraço é direção.
É onde eu me sinto vivo.
Fecho os olhos e te imagino aqui.
Teu cheiro quebrando minha resistência.
Entre querer e não poder ir.
Eu luto com a distância.
Se você soubesse o quanto faz falta.
Talvez sentisse esse chamado também.
Não é só vontade que me assalta.
É amor querendo ficar além.
Eu queria agora me perder em você.
Descansar meu caos no teu calor.
Se teus braços soubessem o poder.
Que têm de acalantar meu amor.

Eu tenho tanto medo de perder você, 100%, que dói, e aí eu me desespero, eu não sei como te fazer me ouvir, eu já fiz tudo ao nosso redor, mas você não me escuta, nem como fonte nem como eros, e eu quero tanto curar seu coração, quero tanto te fazer ver que eu estou aqui, que eu sou real, ver que você merece alguém real, amor real, que se preocupa, cuida, que mal deixa vc atravessar a rua sozinha, que ruge como um leão para O mundo respeitar você, meu amor é gritante eu sei, mas não é por mal, se você soubesse quem é, entenderia o por que eu sou tão tormento para ti, lembre quem é e eu prometo que permito que vá para onde quiser ir, ou fico ou vou pra sempre.
Diana, deusa lunar.

Eu pedi tanto para que ficasse, mas quando não fico, quem não me permitiu mais ficar foi eu.

E quando eu não estiver mais por aqui, quero que você lembre de mim com aquele sorriso bobo, lembre de hoje, onde eu falei tudo o que deu vontade, tudo o que estou sentindo.
E nunca esqueça que por pouco tempo ou muito (não sabemos) eu amei você e tu foi muito importante para mim!
E que esse pensamento possa de alguma forma te fazer sorrir,te fazer feliz!
Porque você é especial, única, inigualável, autêntica,
e outros adjetivos que enaltecem você.

Quem luta por herança também, talvez diga: O amor não foi o suficiente. O oposto disso seria: Eu entendia que não valia a pena lutar por herança, pois o amor que recebi foi mais do que o suficiente

Eu descobri uma coisa na vida: O meu alimento não é só aprender, mas ensinar o que aprendi!

Chorei porque eu não tinha sapatos, mais adiante sorri, porque vi uma pessoa sem os pés.

Ahh...
Se não fossem os quatro comprimidos de Rivotril que eu tomo a noite e se não fossem os quatro comprimidos de Gadernal que eu tomo pela manhã, muita gente já estaria sob uma lápide.

Eu não preciso falar de mim, porque, as pessoas falam...

Mordi meu dedo...
Que experiência ímpar...
Eu não sabia que eu era tão gostoso...

Embora eu não queira deixar mágoas, ou talvez mágoas escritas, sinto que os poemas me libertam, e me preenchem o vazio...
Aquele vazio da alma, aquele lá que fica perto do coração, o vazio do meu pedaço encontrado, e desencontrado.

A maior intimidade não é o corpo.
O corpo qualquer um alcança.
Intimidade é quando eu escuto
o que você nunca disse em voz alta.
Quando eu entendo teus silêncios
antes das tuas palavras.
É ficar.
Mesmo quando você se esconde.
É perceber teu medo disfarçado de riso,
tua força cansada de lutar sozinha,
e ainda assim… não ir embora.
A roupa cai fácil.
A máscara também.
Mas a alma…
só se entrega
a quem sustenta o peso dela.
E quando isso acontece,
não é barulho,
é presença.
Não é pressa,
é domínio tranquilo.
Isso não se encontra.
Se reconhece.

Querer como eu te quero, não existe querer assim.
Como eu te quero, somente eu te quero assim.

Eu a amaria mesmo se ela não me amasse,mesmo que a falta de amor me machucasse e mesmo se ela não me conhecesse eu a amaria , pois nem todo amar tem que ser correspondido.

Capítulo — O amor que não pediu que eu me perdesse


Os dias foram passando, e eu comecei a sair cada vez mais. Não por carência, mas por retorno à vida. Foi no terreiro que eu o conheci — como se a espiritualidade, mais uma vez, soubesse exatamente onde me colocar.


Ele era tímido. Respeitoso. Trazia sempre um sorriso sereno no rosto, desses que não pedem nada, apenas oferecem calma. Alto, cabelos pretos como a noite, cheios de cachos, como se guardassem segredos. Meu coração dizia: vai em frente. Minha cabeça, ainda ferida, sussurrava: foge. Não vale a pena perder o rumo outra vez.


Dessa vez, eu queria. Mas fui devagar. Pé no freio, cinto de segurança, marcha lenta. Eu já sabia que amar não precisava ser queda — podia ser escolha.


Apresentei-o à minha filha como meu amigo. Ele se aproximou com cuidado, sem pressa, sem invadir. Ele e meu pai se tornaram amigos de imediato. Em pouco tempo, ele chamava meu pai de pai, minha mãe de mãe, como quem entende que família é vínculo, não contrato.


Eu gostava de tudo aquilo, mas mantinha o coração em retranca. O medo ainda morava ali, atento, desconfiado. Ainda assim, as atitudes dele falavam mais alto. Quando ia à minha casa, fazia de tudo para me agradar e agradar minha filha. Era carinho constante, cuidado natural, presença sem esforço.


Ele me levou para conhecer a mãe dele. Nos tornamos amigas com uma facilidade quase absurda. Tudo parecia encaixar. Era um sonho. E sonhos, eu sabia, também podiam doer.


Chegou o Carnaval. Ele não pôde viajar comigo — havia conseguido um trabalho. Ainda assim, me incentivou a ir, a me divertir. Na viagem estavam meus pais, minha irmã, minha comadre com seus dois filhos, minha filha e eu. Uma pequena multidão de afetos.


Fui.
E falávamos todos os dias por telefone.


Numa noite de folia, minha mãe nos deu um vale-night. Disse que ficaria com as crianças para que eu e minha comadre fôssemos curtir um pouco do Carnaval de Rio das Ostras. Fomos. Rimos. Sambamos. Bebemos. Bebemos demais.


Minha cabeça girava, mas meus pensamentos só tinham um endereço: ele. E, guiada pelo álcool e pela verdade, acabei contando para todo mundo o quanto eu gostava dele. Foi aquele porre em que a dignidade escapa, mas o sentimento decide aparecer.


Quando voltei para casa, ele estava no meu portão. Me esperando. Carregou as malas, entrou, fez almoço para mim e para minha filha. Como se aquilo fosse simples. Como se cuidar fosse seu idioma principal.


Naquela noite, a luz acabou. O calor era insuportável, e eu precisava trabalhar no dia seguinte. Ele passou a noite inteira me abanando com um leque, em silêncio, sem reclamar, sem dormir. Quando acordei pela manhã, ele ainda estava ali, repetindo o gesto.


Foi nesse instante que eu soube: ele me amava.
Não com promessas. Com presença.


Algum tempo depois, veio a notícia. Ele havia passado em um concurso para outro estado. Estava sendo convocado para tomar posse. O futuro o chamava.


Saímos juntos na noite seguinte. Foi uma noite linda. Intensa. Silenciosa. Nós dois sabíamos: era despedida. Não havia drama, nem cobrança. Só um amor adulto o suficiente para não pedir sacrifício.


Levei-o até o aeroporto. Ali, combinamos que viveríamos nossas vidas da melhor maneira possível. Que não ligaríamos. Que não escreveríamos. Porque às vezes, para não se perder, é preciso soltar. E insistir só criaria fantasmas.


Ele foi o maior amor que já vivi. Sem interesse. Sem cobrança. Sem dor. Só carinho, cuidado, alegria e amor.


Até hoje, de vez em quando, ainda penso nele.
E o pensamento vem manso, sem culpa.


Às vezes me pergunto:
e se ele não tivesse ido?
e se eu não tivesse cumprido o acordo de não ligar?


Mas aprendi que alguns amores não existem para durar.
Existem para ensinar.


E ele me ensinou que eu podia amar sem me perder.

Eu não posso prever o que há dentro das pessoas. Mas raciocínio, pelas atitudes delas⁠