Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.
Como pode a Luz tocar-me a face
e, em seu fulgor, despertar a escuridão?
Como pode o horizonte, em sua ampla beleza,
reerguer-se em ouro e morrer no coração?
São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
como sombras que se alongam sob o olhar da razão;
e as auroras, outrora jovens e promissoras,
parecem velhas senhoras fatigadas da estação.
Nela habitam as quatro estações da existência:
a Primavera, fecunda em perfumes e alegria;
o Verão, ardendo em solar magnificência;
o Outono, dourado em serena melancolia.
Mas em mim, onde deveria florescer a esperança,
reina um vento sem pátria, austero e desolador;
e o Inverno, com sua lenta perseverança,
estende sobre a alma seus domínios de torpor.
Em seus olhos florescem jardins de existência;
em seus gestos repousa a ternura sem fim.
Há primavera em sua simples presença,
enquanto o gelo aprofunda seus silêncios em mim.
E há distância nas formas, nos tempos, nos rumos;
distância entre os sonhos, os risos e o olhar;
distância até nos mais delicados perfumes
que as mãos da memória tentam, em vão, conservar.
Que estranho cálculo rege a geometria da vida,
em que duas almas se encontram sem se possuir?
Que força aproxima aquilo que, em seguida, distancia,
como se amar fosse aprender a perder e prosseguir?
Como permitis, ó Deus, semelhante paradoxo?
Que teorema oculto governa esta severa equação?
Por que a vida aproxima, com mãos de conforto,
aquilo que permanece além do alcance da mão?
Talvez a dor possua uma matemática secreta,
e o sofrimento, uma lógica que não sabemos decifrar;
talvez aquilo que julgamos ruptura completa
seja apenas outra forma de aprender a amar.
Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
ergo a voz vacilante à altura da minha cruz;
e recordo Bach, quando seu sublime canto
parece implorar ao Eterno a permanência da Luz.
Não aparteis de mim a Vossa santa face,
nem me deixeis sozinho nos desertos do ser.
Se a noite me envolver em sua lenta voracidade,
ensinai-me, mesmo nela, novamente a viver.
Não permitais que eu confunda ausência com abandono,
nem silêncio com a negação de Vossa presença.
Há estrelas que somente revelam o próprio brilho
quando a noite se torna suficientemente imensa.
Se o Inverno é o caminho que hoje devo atravessar,
que eu encontre em seu gelo uma secreta razão;
pois a neve, antes de desaparecer, ao se calar,
guarda sob sua brancura a semente da estação.
Nada floresce sem antes enfrentar alguma obscuridade.
A semente conhece a noite antes de conhecer o jardim.
O rio atravessa a pedra por força da continuidade,
e o espírito amadurece quando deixa de fugir de si.
Talvez a Luz não tenha deixado o meu caminho.
Talvez eu apenas tenha aprendido a procurá-la fora.
Talvez Deus permaneça exatamente onde imagino o vazio,
silencioso como a madrugada que antecede a aurora.
Há momentos em que a alma contempla a Luz
e, justamente por contemplá-la, percebe suas próprias sombras.
O fulgor não cria a escuridão: revela-a.
E aquilo que a consciência vê com maior nitidez
é precisamente aquilo que, antes, permanecia oculto.
Nenhuma noite, porém, possui autoridade sobre o amanhecer.
Nenhum Inverno é eterno.
Nenhuma ausência é capaz de abolir aquilo que o amor verdadeiramente edificou.
Talvez a vida não esteja me castigando.
Talvez esteja apenas me ensinando a distinguir
a posse da presença,
a presença da aparência,
e a aparência daquilo que permanece.
Porque há amores que não foram feitos para permanecer ao alcance das mãos.
Foram feitos para permanecer na consciência.
E talvez seja essa a mais severa lição do Inverno da alma:
compreender que a Luz não desaparece quando já não podemos tocá-la.
Ela apenas se torna mais profunda.
E, quando a última folha cair,
quando o vento cessar sobre os campos interiores,
quando a alma, cansada de lutar contra a própria noite,
finalmente silenciar,
talvez descubra, sob o gelo,
aquilo que nunca morreu:
a semente invisível do Verão.
Soneto do Mar.
O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.
Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.
O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.
Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.
"O silêncio aprendeu o seu nome,
e nas páginas da noite escreveu
aquilo que a voz jamais ousou dizer."
Perdida💕
Perdida pelo seu olhar...
Perdida pelo seu sorriso...
Perdida pelo seu corpo nu...
Perdida simplesmente perdida de desejos ...
Perdida pelo seu cheiro que me entorpece e aguça mais e mais os meus sentidos a minha imaginação... Eu quero me perder nos seus braços... Me perder nos seus beijos e ficar totalmente perdida... Perdidamente de amor por ti 💕
Busque sempre em sua consciência o que é mais essencial para você, ter valor conforme seu entendimento que busca. Não use a ansiedade como um ponte que levaria para algum lugar, também não deixe o ego dominar seu lado frágil.
A gratidão mais profunda que carrego é a de ter encontrado no seu afeto um lugar seguro para ser quem eu sou.
Amor puro é aquele que torce pelo seu crescimento, celebra suas vitórias e segura sua mão em cada tropeço.
Quando um dia perceber que o seu amor está se acabando, recorde o motivo pelo qual ele começou e pense na saudade que vai sentir quando ele realmente deixar de existir.
Às vezes a vida nos vira do avesso, mas é só o jeito que ela tem de colocar cada coisa em seu devido lugar. ✨🙌
A fantasia me seduz... Imaginar mil e uma maneiras de sentir o seu corpo sobre o meu...exercendo perfeitamente o seu papel dominador ... Esse Mistério sedutor... Que me guia nessa luxúria perigosa e mortal ... Meu corpo nu ao seu dispor... submissa as suas loucuras e doces perversões de amor 💕
O lobo e o seu instinto
O lobo fera selvagem sempre busca por adrenalina e aventura, desafios...
Precisa aprimorar seus instintos selvagens lopinos...
Um lobo fera selvagem nunca ficará totalmente satisfeito...Pode ter o melhor alimento e segurança num abrigo,mas na primeira oportunidade irá caçar está em seu instinto predador...
Um lobo é uma fera selvagem,aprecie a sua companhia,aproveite cada momento mas sempre ciente de que nada é para sempre, aproveite os momentos vividos...
O lobo também tem seus traumas e cicatrizes nas lutas pela sobrevivência...
Não tente mudar um lobo apenas aprecie a sua companhia de momento.
Os lobos são livres para ficar ou partir conforme os seus desejos, são fiéis aos seus próprios instintos selvagens fique ciente disso....
O lobo perde a pele mas nunca perde o seu instinto... Na primeira oportunidade irá caçar... porque caçar está em seu instinto.💕
torne-se intangível, assim poderás prolongar seu tempo de vida.
Pois mesmo depois de morto serás hidratado com a lagrima de saudade de alguém amado
Pau de Sebo
A minha vó lia cartas via o meu e o seu destino
Mas ela gostava mesmo era da Festa do Divino (bis)
Eu sou daqueles menino nem ligeiro nem ladino
Mas quando chegava maio lá na Festa do Divino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Mais veloz que Severino no Pau de Sebo subino
Minha vó ficava brava desce desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
A minha vó ficava brava desse desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
Eu sou aquele menino subino no Pau de Sebo
Lá na Festa do Divino
Eu sou aquele menino no Pau de Sebo subino
Lá na Festa do Divono
Lá de cima eu jogava os doces pá mulecada
Mas o prêmio em dinheiro no meu bolso colocava (bis)
Refrão...eu sou aquele menino...
Olhe só você tá veno o Pau de Sebo o prêmio
E o menino nele subino
Olhe só você tá veno o menino no Pau de Sebo
E os seus olhos estão sorrindo
Descostume
Esse meu descostume
De viver longe do seu perfume
Dos seus cabelos encaracolados
Desse seu jeitinho engraçado
Esse meu descostume
Está acabando comigo
Me fazendo viver isolado
Escondido do sorriso
Nas linhas de um rosto fechado
Sei que fui um cara distraído
Não percebi o amor do meu lado
E hoje fui surpreendido
Com a felicidade desacostumado
Esse meu descostume
De não provar do seu beijo suave
De lado a lado com você deitado
Naquela paz alegre interminável
Esse meu descostume
Me fisgou nas malhas do desejo
E contido nessa armadilha
Quem era água agora sente sede
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