Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Às vezes penso que o mundo é como um hospício, como um circo e como um teatro, mas nunca sei se o louco é o palhaço, ou o palhaço é o louco, ou ambos estão seguindo o script."
"Jesus Cristo foi crucificado e ressuscitou, Barrabás, morreu. Mesmo que o mundo te ajude, sem Deus não há como sobreviver."
DROGA DO INFERNO
Tantas pedras pelo mundo, que constroem edificam , fazem moradias e garantem segurança . Pedras preciosas ,valiosas ou sem algum valor. Pedras que enfeitam lares, fachadas , ambientes e a natureza. Mas criaram a pedra que consome a vida, trazendo a morte lenta e voraz. Ela que dá prazer momentâneo, deforma, desfigura... imundícia que torna zumbis, cadáveres que rondam como fantasmas, buscando prazer maldito.
Essa droga faz roubar , matar , sangrar familias e tudo se torna sem valor e sem sentido pra quem usa tal pedra . E o céu que brilhava para tantos , tornaram-se sombras e vítimas deste vício , conduzindo muitos ao caos do verdadeiro inferno. Inferno introduzido no cachimbo de guerra e mortes... Há quem diga que o próprio diabo criou para ceifar tantas almas através do CRACK!
João Batista Barbosa
NUM CANTINHO DO MUNDO!
Num cantinho do mundo,
numa casinha pequenina
quentinha e confortável!
Sinto os mistérios da noite
no piscar dos vaga-lumes.
Meus olhos voam longe
na imagem do meu amor...
Estará também na janela?
Ou nos pensamentos
em busca do seu calor?
Num cantinho do mundo,
espero a vinda dela,
fazer parte deste chão
onde as estrelas, a lua
o córrego, toda natureza,
exalam sua presença
para estarmos juntos
Pelo olhar dessa janela,
nesse cantinho do mundo!JOÃO BATISTA BARBOSA
CRIANÇA
Toda criança carrega
Um lápis pra desenhar
No papel desenha o mundo
Com o que vive a sonhar
Senta bem no seu cantinho
Pinta tudo com carinho
Com o brilho no olhar
Possuímos ouvidos que captam o mundo e alma que sente o invisível; mas enquanto o som físico é imposição, o som sagrado é convite: só quem acredita desperta os sensores para ouvir o que o silêncio tem a dizer
Nas Linhas do Silêncio
No avesso dos dias, onde o mundo faz barulho,
Encontrei um espaço de escuta e refúgio.
Olhar atento, paciência que acolhe,
Que aceita o inverno e espera que a folha brote.
Decifrar o que sinto não é linha reta,
Mas sua presença é bússola certa.
Entre a mente que voa e o peito que sente,
Você me ensina a olhar para a frente.
Minha gratidão não cabe em receita ou papel,
É o laço bonito entre a terra e o céu.
Obrigada por não desistir de entender,
E por ser, nesse mundo, um porto para o meu ser..
.. pensei 🩷 listei ..
O mundo está cheio de cópias, mas Deus me fez raridade. Protegida, abençoadae firme
nos meuspassos
🙏
PAULO FREIRE ENSINOU A LER O MUNDO. MAS COMO SABER SE ESTAMOS LENDO O MUNDO CORRETAMENTE?
A alfabetização libertadora, desenvolvida por Paulo Freire e fundamentada em sua Pedagogia do Oprimido, ultrapassa a aprendizagem mecânica da leitura e da escrita. Sua proposta compreende a educação como prática de liberdade, na qual o sujeito desenvolve consciência crítica sobre a realidade, reconhece relações de opressão e participa de sua transformação.
Freire não pretendia formar indivíduos que apenas reproduzissem palavras, mas sujeitos capazes de compreender, questionar e transformar o mundo.
Entretanto, uma questão permanece decisiva: como distinguir uma consciência verdadeiramente crítica de uma consciência que apenas acredita ser crítica?
É precisamente nessa questão que situo uma contribuição específica de minhas pesquisas sobre a Pedagogia do Discernimento e a Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC).
Enquanto a pedagogia freireana enfatiza a conscientização, o diálogo e a superação das relações de opressão, minhas pesquisas concentram-se nos critérios pelos quais o indivíduo avalia, valida, revisa ou desautoriza aquilo que pensa, aprende e acredita.
Não se trata de substituir a conscientização pelo discernimento, nem de afirmar que Freire tenha desconsiderado a reflexão crítica. Trata-se de aprofundar uma dimensão específica do problema educacional: a consciência de uma realidade não garante, por si só, a validade das interpretações construídas sobre ela.
Uma pessoa pode reconhecer uma injustiça e interpretar equivocadamente suas causas. Pode denunciar a manipulação e, simultaneamente, reproduzir desinformação. Pode defender a liberdade enquanto permanece subordinada a convicções que nunca submeteu ao próprio questionamento.
“O senso comum comumente mente.”
Na Pedagogia do Discernimento, proponho deslocar parte da atenção educacional da resposta para os critérios que sustentam sua aceitação.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente, a questão ganha uma dimensão formativa: desenvolver a capacidade de distinguir fatos, interpretações, evidências, crenças e influências antes de lhes conceder autoridade.
E, no METADISCERN, essa discussão alcança uma operação de segunda ordem: examinar não somente aquilo que pensamos, mas os critérios pelos quais autorizamos nossos pensamentos a orientar conclusões e decisões.
A diferença fundamental está no foco investigativo.
A pedagogia libertadora pergunta como a educação pode contribuir para que o sujeito compreenda e transforme sua realidade. A alfabetização do discernimento acrescenta uma pergunta: quais critérios permitem ao sujeito reconhecer quando sua própria compreensão da realidade precisa ser corrigida?
Essas perspectivas não são necessariamente concorrentes. Podem ser complementares.
A libertação exige consciência crítica das condições que nos cercam. O discernimento exige também vigilância sobre os mecanismos pelos quais interpretamos essas condições.
Afinal, não basta libertar o pensamento das imposições externas se continuarmos submetidos, sem questionamento, às nossas próprias certezas.
Paulo Freire nos ajuda a compreender por que é necessário ler criticamente o mundo. Minha investigação acrescenta uma exigência: aprender a discernir quando a leitura que fazemos do mundo não merece continuar sendo autorizada.
Porque a educação que liberta precisa também ensinar a reconhecer quando a própria consciência pode estar equivocada.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
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