Pedras
"Nós aqui movendo as águas
e as pedras, desta maneira!
-Pois, não deixaremos nada:
nem o nome da caveira
Que a nossa vida
é a mesma coisa que a morte
-noutra medida"
E se não tivessem jogado pedras sobre mim, eu não seria assim.
E se não fossem os medos que venci, eu não seria capaz de entender o caminho por onde eu cresci.
E se não fossem os que me desejaram o fim, eu não teria me refeito, mesmo em meio a minha imperfeição, e eu não teria deixado de ser pedra para ser coração.
A estrada não mudou, os atalhos me trouxeram exatamente aqui. Pedras, espinhos, feridas e suas dores me fortaleceram, como um peregrino me abriguei em sombras as margens desta estrada, me refugiei em refúgios que durante os vendavais se mostraram frágeis, e que ao caírem ainda me feriram. As marcas serão eternas, as experiencias promoverão força e crescimento. mas hoje depois de percorrer os 45 anos dessa estrada, percebo que só caminha contigo o que faz parte, o que completa mas que acima de tudo se completa em sua companhia. E se não basta, então basta!!!
"O perdão é o machado para quebrar a maioria das pedras que impedem o seu rio de fluir naturalmente."
Eu não sei atirar pedras
Então ... Acho que palavras servem
As cabeças fervem e as bocas ferem
Eu não consigo atirar pedras, mas palavras já são bastante pesadas.
Gostaria de escrever sobre perdão,
Mas não sei fazer caridade, prefiro a verdade.
E de fato, não sei perdoar e não sei mentir.
Seja como o rio; passe por cima das pedras, contorne os obstáculos, prossiga entre as barreiras, mas sempre mantenha-se em movimento
Nossos caminhos
Passei a guardar meus passos
A negar conhecer teus caminhos
Onde as pedras que nele existem
Se desmancham no prazer da minha dor.
Olho sempre em teu rosto sereno
Que espera sempre pelo meu primeiro passo.
Dado em perfeito desequilíbrio
Para que me ampares no teu abraço
Num frescor ardente e gélido é tudo passageiro.
Voltei a caminhar em compassos novos,
Te abraçando com todo o equilíbrio.
Em medidas sem medidas que agora te desejo,
Em perfeito estado de loucura.
Perdido entre caminhos que não os teus,
São meus os lugares reservados para te abraçar.
E ali, em pleno flutuar de prazeres,
Podemos nos sentir inteiros, loucos e verdadeiros.
Num frescor ardente e gélido é tudo passageiro.
Jaak Bosmans
A um poeta
'Bem sei que existem pedras pela estrada
E que, sob elas tendo de marchar,
não te será possível evitar,
de vez em quando,a dor de uma topada.
Isso,porém não há de alterar nada.
Ou quase nada poderá mudar
em teu modo de ser e de encarar
o mundo,o ideal e o encanto de uma jornada.
Seja tua vida estreada larga e reta
ou tortuoso,estreito e íngreme caminho,
ou tenhas de um deserto atravessar,
abrigando,em teu corpo,alma de poeta.
Sempre ouvirás o cantar de um passarinho
em ti mesmo e uma fonte a soluçar.'
Andar sob a luz do mestre jesus.
Caminhar, removendo pedras e obstáculos.
Traçar caminhos sem egoísmos e mágoas.
Viver deitado no tapete da felicidade.
Sou como a água imponente que corre sem nada temer.
Sou como as pedras que rolam pela força das mesmas.
Sou o infinito amor de Deus nas ondas do mar.
A filosofia que deténs pode fazer algo por ti: tecerá um pano bordado a ouro e pedras preciosas, faz um lindo boneco recheado de trapos. Para que surja o renovo, tens que abrir uma costura, esvaziá-lo, virá-lo do lado direito e fechá-lo vazio. Deita-o sobre a tua cama e continua a reflexão com sobre a origem de cada trapinho dentro do boneco. À medida que conheces a história deitas cada trapinho no lixo. No final de algum tempo, descobrirás um recheio precioso, moderno, completamente actualizado para encheres o teu boneco. Não deste conta do tempo que passou; quando entrares no quarto com o novo recheio, o teu bonequinho terá desaparecido e no seu lugar estará um lindo bebé de carne, de olhos grandes que chamará: “Mamã! Papá!”.
Separação
Vejo que não ah mais pedras em meu caminho
Nenhum passarinho voa mais do ninho,
E nada mais me satisfaz.
O que era bom durou pouco
Não vivo más como louco
E o outro não me ampara mais
Pedir um abraço não posso
Se recebo um não, desgosto
Não consigo insistir jamais.
O que via em teus olhos virá a ser o que posso
O que sou
O que faço
E me esforço
Como se não houvesse jamais
Disfarço-me de objeto perfeito, más
O teu não desejo alimenta a minha dor
Mesmo assim continuo, me enganando
Sofrendo, chorando
Não como flagelo!
Pois ainda me sinto e sei que sou alguém
Desnorteada, pluma viaja nas correntezas de vento
Alguma força te leva
Não sei para onde; pois
Não sei para onde ir
Não me invejem; pois
Sei o que procuro
O tempo todo sussurro
Apenas por um olhar teu
