Pedra
Sou pedra bruta e busco o vento para erodir.
Com suavidade e paciência
Minhas arestas esculpir.
Para toda eternidade, assim
seus feitos em mim perpetuar.
Ela levantou-se em todas as quedas, nenhuma pedra no caminho a fez recuar.
Sorriu, chorou, perdeu, ela persistiu e não se rendeu.
Ressignificar é sua chave mestra para o todos os processos.
A Lapidação das Almas
Cada ser humano é uma pedra bruta.
Uns nascem como diamantes escondidos no carvão, outros como esmeraldas com rachaduras que contam histórias. Nenhum nasce pronto. Nenhum nasce polido.
A vida é o lapidador.
E cada golpe, cada perda, cada recomeço é uma passada do disco que remove as arestas.
Dói, sim. Mas é na dor que o brilho nasce.
É no atrito que a alma aprende a refletir luz.
Tem gente que brilha rápido. Tem gente que demora um pouco mais.
Mas brilho verdadeiro não é só reflexo — é resistência.
A pedra que suporta o processo sem se quebrar é a que mais vale.
Agora, tem algo que o mundo ainda precisa entender:
No mercado das pedras, o valor muda conforme a cor.
Na vida também.
Quantas vezes nossa cor, nosso jeito, nossa origem fazem o mundo tentar colocar preço onde devia haver respeito?
Mas a verdade é que cor nenhuma diminui brilho algum.
O brilho é interno. É alma. É essência.
E nenhuma mão humana pode apagar o reflexo de quem foi lapidado por dentro.
Somos pedras raras, moldadas pelo tempo, polidas pela dor e destinadas a refletir a luz que um dia tentaram apagar.
Uns tentarão nos comparar, mas o lapidador sabe:
não existe brilho igual — existe brilho verdadeiro.
E talvez ser lapidado doa, mas permanecer bruto custa o brilho que o mundo precisava ver.
ReflexãoDaAlma LapidaçãoHumana EngenhariaDaAlma BrilhoInterior
—Purificação
"Meus olhos de pedra sangram
Flanela mergulhada em fantasmas
Meu sossego inquieto, desatino
Mesmo que for bom, transformo em nada"
(estrofe do poema: Medusa)
Deus não habita em templos ou igrejas de pedra feito por mãos humanas como se necessitasse de adoração e do dinheiro de quem paga o dízimo e faz as suas ofertas aos sacerdotes(líderes) ali naquele sistema.
A verdadeira pedra a ser polida não está no templo de pedra, mas no coração que aprende a brilhar no silêncio.
Existem pessoas que caminham pelo mundo como se fossem de pedra: não sentem dor, não sentem alegria, não sentem empatia. Para elas, lágrimas alheias são apenas água escorrendo, e sorrisos, nada além de gestos inúteis. O coração delas parece um vazio impenetrável, um espaço onde emoções nunca conseguiram morar.
Conversar com essas pessoas é falar com o vento: palavras passam, mas não deixam marca. Elas julgam, manipulam, decidem e ferem, sempre calculando o que lhes convém, sem qualquer peso na consciência. A ausência de sentimentos lhes dá força, mas também revela fragilidade: porque ninguém que não sente realmente vive, apenas existe.
E é aí que o mundo percebe: ter sentimentos não é fraqueza. A fraqueza está em não sentir nada, em reduzir a vida a números, vantagens e aparências, enquanto o restante de nós continua a sentir, a amar, a sofrer… e a ser humano.
Glaucia Araújo
A muralha imponente, de pedra e altivez,
Que o mundo enxergava em sua solidez.
Um sorriso sereno, um olhar a brilhar,
Ninguém via a guerra travada no lugar.
Pois dentro do forte, que a todos guardava,
Havia um silêncio onde nada restava.
Apenas ruínas, o eco de uma dor,
De um mundo que em cacos perdeu sua cor.
Por fora, um rochedo a enfrentar o mar,
Por dentro, a areia que o tempo vai levar.
Pensei em você por toda a cidade. A cada passo que dei, pisando em terra, pedra, grama ou asfalto, se deixei alguma pegada impressa ou apenas solado, não me importa. Mesmo que meus passos, por tantas vezes, me distanciem de você, sinto, todo o tempo, sua presença por perto.
Fé
Eu não vi a luz.
Mas caminhei.
Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.
A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.
Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.
O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.
E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.
Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.
E mesmo assim, eu disse: amém.
Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.
É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.
E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.
Mas o que pulsa dentro, não se apaga.
Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.
E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.
De pedra em pedra a gente vai se melhorando, com muito esforço e coragem. Cada erro ensina, cada queda fortalece. De passo em passo a gente chega lá, o segredo é não parar. Quem insiste, vence. Quem acredita, alcança. Tudo cresce com tempo e cuidado — inclusive você. A força vem dos dias difíceis, não desista agora. Tijolo por tijolo, a gente constrói um futuro melhor. Não precisa ser rápido, só precisa continuar. Mesmo cansado, vá, porque o cansaço passa e o resultado fica. Tudo que é bonito leva tempo pra florescer — tenha paciência e fé. O caminho é longo, mas cada passo é uma vitória.
Lapidação Humana
Nem toda pedra que brilha nasceu pronta.
Algumas precisaram suportar golpes, perdas e recomeços até refletirem luz.
A dor não apaga o brilho — ela revela.
Ser lapidado dói, mas permanecer bruto custa o brilho que o mundo precisava ver.
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— Purificação
Com Deus ao nosso lado, cada pedra do caminho deixa de ser obstáculo e se torna alicerce. Juntamos uma a uma, com fé e perseverança, para construir o castelo da nossa vida, onde a Graça do Senhor é muralha que nos protege, e o Seu Amor, o teto que nos abriga todos os dias.
Há corações que se tornaram endurecidos como pedra. Mesmo diante dos milagres, permanecem cegos às maravilhas que Deus realiza todos os dias. No entanto, o Senhor, em sua Infinita Bondade, continua a derramar Graça, Amor e Misericórdia sobre aqueles que O reconhecem como Pai.
Quando for amor de verdade, vai demonstrar e mostrar a todos que você se tornou uma pedra preciosa, presente dado e guardado por Deus no cofre do coração.
Há pessoas que tem uma pedra fria no lugar do coração e por não haver mais vida nelas, não conseguem ver a vidasofrida do seu irmão pobre necessitado.
Despretensiosamente
Para castro
Uma pedra no caminho
Para mim
Um mar de pedras
Vinte e dois milhões cento e doze mil e vinte e cinco delas
Claras e sob o sol
Também sob o branco azul e vermelho
Entre a oitava e a nona
Daquela quase não manhã
Do quase não dia
Não queria
Pois pretendia recrear
O vento da Fé me levou
Onde a garota leva o nome
Despretensiosamente
Dona da minha mente
A deixei onde o Canella reinava
Voltei para o bairro Santo
Com Fé garrafa e Saudade...
Arthur Jesus, 03 de Dezembro de 2025
ANDAR COM FÉ
Se há pedra no caminho
Cuidado para não topar
Se tem cacto de espinho
Calma pra não se furar
Mas não deixe de seguir
Pois você não vai ruir
Se com fé você andar
Fato da vida: quando você foi pedra, a marreta te quebrou sem piedade; ainda assim, mesmo em pedaços, você continuou útil, pois a resiliência é a tua marca.
