Pedra
Vou-lhes revelar a única verdade concreta: cimento, areia, água e pedra.
E, assim mesmo, sujeita às intempéries!
Por mais que eu pense em desistir
Minhas forças me revoga a seguir
sobre diversas pedra de desânimo
venho construindo meu castelo de persistência
Sou minha própria força
sou meu próprio Eu
Amanhã e sempre guiado por Deus...
Não é feio chorar e admitir que tem fraquezas. Feio é fingir ser de pedra, quando na verdade é uma flor.
"A cada nova manhã somos enviados à morte nesta selva de pedra em que vivemos.
Nem durante a noite estamos livres dela (morte).
Este é o destino ao qual estamos fadados.
Mas há muita vida neste percurso e somos agraciados com visões paradisíacas vez por outra.
O encanto e a beleza estão muitas vezes escondidos, assim como o ouro e o diamante inexplorados.
Existem pessoas encantadoras no nosso trajeto e da mesma forma as más (Estas não precisamos procurar muito)."
'Põe-me uma mesa, Senhor, na presença dos meus amigos (Só os verdadeiros) e nos fartaremos nela.'
[A PAISAGEM NO ESPAÇO-TEMPO]
Neste momento, contemplo uma paisagem. Há uma pedra no caminho (subitamente me lembro do poema). Ela é antiga como a Terra, mas isso no momento não importa. De qualquer maneira, é bruta, jamais trabalhada pelos homens de qualquer tribo ou civilização, Atraído pelo ruído suave das águas (ou terei imaginado isto?), meu olhar volta-se subitamente para o pequeno rio urbano, canalizado em meados do século XIX. O encanamento, contudo, já era naquele momento a substituição de um outro, construído vinte e oito anos antes (cheguei a ler o documento que registra o primeiro plano de captação, em um velho arquivo público). A atual calha que contém o traçado do rio, para evitar pequenas enchentes nos dias chuvosos, ali está desde meados do século XX, mas sofreu reparos recentes, por causa das olimpíadas de 2016.
O rio tinha seu nome tupi-guarani por causa dos papagaios que nele vinham se alimentar desde os séculos anteriores, mas a poluição das últimas décadas do século XX já os afastou há muito. Todavia, foram substituídos por aquelas garças, de dieta alimentar menos exigente, que vivem em um zoológico mais distante. Há uma árvore, duas, três, e mais, nas suas margens, sendo que cada uma tem uma idade diferente. Cada uma delas canta a sua própria imponência, na minha imaginação. Mas sou despertado deste devaneio por um outro ruído, este de verdade. É um rolar maquinal, que adentra a paisagem sonora como uma dissonância. A muitos e muitos passos do rio, há uma abertura para o chão. O metrô tem 25 anos, mas aquela estação foi agregada há apenas três anos, e agora oferece aos passantes a sua entrada. Entre ela e o rio enfileiram-se edifícios de diversas idades, de cada lado da rua asfaltada (com exceção de um curioso trecho de paralelepípedos, talvez esquecido pelas últimas administrações públicas).
Há também uma casa muito antiga, do início do século passado. Terá sido tombada? Sobrevive. Alguns automóveis, há muito eu não via um opala, movimentam-se discretamente na rua de mão única. Formam um pequeno fluxo. Seguem por ali, em meia velocidade, e logo vão desaparecer sem deixar vestígios. Por enquanto, todavia, fazem parte do acorde visual da paisagem. Registrei tudo, em minhas anotações. Mas agora me dirijo ao Metrô.
Ao entrar naquela estrutura moderna, que por sobre trilhos me conduzirá através de um conduto contemporâneo tão bem incrustado em uma pedra de milhões de anos, anterior ao surgimento da própria vida sobre a Terra, espero chegar em vinte minutos ao centro da cidade. Ali, naquela alternância de avenidas asfaltadas e ruas estreitas, por vezes talhadas em paralelepípedos, novos acordes de espaço-tempo me esperam. Sem ânsia maior de me mostrar a superposição de cidades que escondem e revelam, eles me indagarão, como se ressoassem do fundo de um verso: “Trouxeste a chave”? A todos perguntam a mesma coisa, indiferentes à resposta que lhe derem .
Já me demoro demais. Andar pelo espaço é viajar pelo o tempo. Retorno, será mais seguro, à reflexão histórico-geográfica
[extraído de 'História, Espaço, Geografia'. Petrópolis: Editora Vozes, 2017, p. 59-60]
Como já dizem: ninguém joga pedra em árvore de fruto ruim, pois é pura perda de tempo. Costuma-se derrubar o fruto da árvore que tem o melhor a oferecer.
Bom é olhar para trás e ver que cada pedra que no caminho encontrei, está tornando cada vez mais belo e forte meu castelo...
Amor
Amor transformar a pedra em água
Água em fogo , o amor é a base da vida a onde tudo se sustenta .
O amor é a paixão do amar ele transforma vinho em água ou água em vinho , mas cuidado se não vai ser vítima do amor ,amor gera a felicidade à felicidade gera a triste, é por fim a tristeza gera o ódio.
Às vezes, é necessário que a pedra leve um chute para que saia do lugar e enxergue novos horizontes. Lembre-se disso antes de mal dizer a sua sorte.
Mãos humanas são incapazes de transformar corações de pedra em corações de carne. Este é um trabalho exclusivo do Espírito Santo.
Continuar sua vida é como uma pedra que carregamos todos os dias incessantemente. Buscar a transformação é uma ligeira forma de livrarmos esta pedra, que machuca-nos.
Um dia me perguntaram se sou de pedra
Eu disse que não costumo ferir.
Sou de giz:
Me desmancho escrevendo.
- Carla Ramires
Se alguém te atirou uma pedra, foi você quem a soltou.
Se seu trabalho não foi aceito, condenado estava por você.
Quando te pedem para retirar-se, foi você quem se colocou no lugar errado.
Se ainda insistes em culpar o outro é porque responsabilidade lhe é atribuída primeiro.
O mundo que você descarta, te descartou na véspera. Só pertence ao outro aquilo que você lhe dá. Nunca o contrário. Nem o oposto e nem em retrospectiva.
Cansa-te a ti de tua fadiga e dê conforto à tua expectativa sendo aquilo que desejas para si.
O Resumo Perfeito dos Outros
É mais fácil acertar um gigante com uma pedra do que um anão com uma lança , é tudo uma questão de visão espiritual versus medo!
O AMOR É ASSIM
O amor às vezes é uma pedra dura, que a água tanto bate até que fura.
Às vezes é leve como a pluma, outrora pesado como cunha.
O amor é assim mesmo, difícil de ser explicado e fácil de ser sentido.
Valente quem o declara, medroso quem não o sente.
O amor dói, machuca e às vezes sangra a gente.
Más ele também é coberta para o coração carente.
Por isso minha gente, para o amor não sou cético, más sou guerreiro valente.
Se o amor é fogo que arde sem se ver, prefiro arde nas chamas, que ser medroso e não dizer.
"Nem mesmo uma pedra muda de lugar sem que antes uma decisão humana tenha optado por isso.
Portanto não importam as circunstâncias, absolutamente nada será transformado se em primeiro lugar não vier a sua decisão firme e inabalável de fazê-lo."
Desde cedo aprendi que o amor é a pedra de toque das relações humanas; quem ama detém o segredo da felicidade.
Viu que tinha as garras e as presas de uma felina, vivendo
em uma selva de pedra; não era mais aquela ingênua menina...
