Pe Fabio de Melo Amar
Quer saber cansei de pensar em alguém que nem lembra da minha existência. Tenho que me valorizar, pensar em mim primeiro.
Questiono-me o porquê você não sai dos meus pensamentos, desatinando minha razão;
Não preciso da penalidade de ninguém e nem da atenção de curiosos alheios;
A ignorância deve haver um ponto final, pois o amor é maior que todo o pensamento ruim;
Sem razão para viver uma solidão me posto aqui diante a você para tocar seu coração;
Eu te transformei nesse poema e nas lembranças dentro de mim, uns silêncios profundos me julgaram pelo que não fiz;
Não deu para perceber que desonraram meu nome mesmo não sabendo pelo palpite na sua mão;
Eu sei que me invejam pelas verdades que declaro e que não dá para saber de onde tiro tanta sinceridade para desmontar negatividade alheia;
'Não estou acostumada a sair assim, com quem não conheço'. Falei apressada. Ele girou o pé na areia, fazendo um círculo meio torto. 'Sobra tanta incerteza... parece que ás vezes me perco nesse abismo de tentar ou não tentar. Mas quer saber? Não vi olhos mais sinceros que os seus nessa praia. Acho que dá pra arriscar...' Ele sorrio acanhado, e tocou de leve minha mão. Ele percebeu que havia me deixado arrepiada com um só toque, mas foi discreto. 'Esse vento do fim de tarde te dá frio?' e me puxou para perto num abraço que mesmo desconhecido tinha o poder de me proteger contra tudo. Algumas pessoas simplesmente nasceram para se tornarem nossas. Quando nos acham, se encaixam – é só ir testando nos abraços: logo um te faz presa num laço, te faz esquecer o mundo.
Aos poucos as coisas parecem se acalmar... Ainda um equilíbrio frágil, que qualquer tempestade de pensamento pode fazer ruir. Mas sua voz ao telefone, dizendo o quanto me ama, manda qualquer tempestade para longe e transforma até a noite em um lindo dia iluminado.
As vezes tudo na minha mente vira uma completa escuridão, tento me perder para esquecer, tento me perder para lembrar, mais sempre, a solução virá.
Perder para a vida
Perder, sempre perdemos
Mesmo quando ganhamos
Algo perdemos
Pequeno, mas perdemos
Custa perder amigos
Dói quando perdemos na vida
Sofrimento é perder-los para a vida
Por amor choramos
Lágrima perdida
Só para uma vida
Vida sofrida
Mas sofrer por uma amizade
Não é sofre, mas uma felicidade
De ter ganho para a eternidade
Levo uma vida idiota, com príncipios idiotas, com amores de desamores mais idiotas ainda, sou uma pessoa idiota, desprezível.
Apenas encontro namorados idiotas, e deles faço florescer situaçõs idiotas.
A minha vida se resume em idiotices e momentos idiotas.
Chelsea Girl. Sou movida por paixões idiotas, e músicas idiotas.
A minha vida é um pingo de chuva idiota. Ela não passa disso.
Os medos que possuo são idiotices, as minhas verdades são idiotas, as minhas mentiras, que são muitas e incalculáveis são idiotas. As decisões que tomo são idiotas. O rumo que eu tomo é idiota. O meu caminho é idiota, e o porto aonde eu vou parar é idiota. Resumindo, levo uma vida idiota.
(dois dias após)
Chega de noite, e eu nem sei aonde eu vou.
(três horas após)
Parece um concerto chuvoso.
(dois anos depois)
Aonde muitas pessoas riem, e uma delas chora.
É hora de reagir e não deixar espaço para aqueles que não se contenta em estar de pé mais sim tendo que derrubar seu próximo...
Claudio Maut.
Sonhar um beijo
Quando me perco nas alamedas escuras da cidade
Guardo o tempo em calçadas de pedras onde me deito.
Olho apenas estrelas esperando por algum beijo perdido
Disparado em direção a algum amante bêbado e tolo.
Janelas se fecham, e luzes se apagam em ritmo de noite.
Os pertos mais lentos, e os longes bem rápidos.
Sincronizam sempre com os choros e gritos.
Dos amores e das dores, que a noite sempre agasalha.
Adormeço nas pedras coberto de estrelas, quando me chamam.
Ainda sonhando ouço tua voz bem perto sussurrar meu nome.
E em deboches, risadas e com certeira facada, gritas em ecos:
És um bêbado! És um tolo!
Jaak Bosmans 12 -03-09
Tristeza
Para tudo aquilo que existe, sempre havera alguem que aquilo aprecia, pois tudo e tao perfeito; a ponto de achar que alegria e covardia.
Às vezes me pego pensando no que penso e logo penso que não deveria ficar a pensar no que me pego pensando às vezes.
Paulo Vitor & Jackellynne Tâmara diz:
"nunca vou me encantar por ninguém, meus encantos pertencem a vc e como vc está sabendo como cultivá-los, ñ perderá pra ninguém...."
Ame(!) mais antes de amaar a qualquer Pessoa, ame mais a sí Propriio, antes de agradar a qualquer pessoa, Veja see esta agradando a voçê mesmo, não seja o que as pessoas quem que voçê seja, sem quem voçê quer e tem que ser :)
Meu pé de romã
Lindo, com folhagens exuberantes
As flores desabrochando em cachos
Os frutos sendo formados um a um
E os pássaros de galho em galho
De flor em flor
Á tarde e pela manhã
A cantar, a pular, a brincar
No meu encantado pé de romã.
Romanzeiro que mais parece
Uma árvore de natal
Com seus frutos multicores
Às vezes pardos, outras vezes amarelados
E também verdes e avermelhados.
Quando pequenos; bem fechados
Quando maduros; explodindo em frestas
Mostram suas sementes vermelhas e inchadas
Que soltam o néctar suave e adocicado
A alimentar os passarinhos
E fazer bem aos vizinhos.
Oh! Meu pé de romã
Planta nobre e singela
Da natureza a mais bela
Uma árvore colorida
Que faz sentir bem às gargantas
Faz soar a mais fina voz.
Não saia do meio de nós!
O vento que balança seus galhos
Selecionando suas pequenas folhas
As vivas e frescas permanecem
E as amareladas já se entregam
Pelo chão, pelas calçadas e pelos corredores
Espalhadas, prontas a serem destruídas,
Catadas, sopradas e varridas.
Meu pé de romã sensível e amado
Não grita, não demonstra sentir dor
Não chora nem denuncia
Que há pessoas que guardam rancor
Que não têm sensibilidade nem amor
De sentir o quão maravilhoso tu és!
Meu romanzeiro tem um inimigo
covarde, sem coração
Ou de coração duro, impuro
Que tem os olhos voltados para a escuridão
Que só enxerga a poluição
Não tem olhos sensíveis à natureza
E não suporta o seu misterioso ciclo
De ver florescer e brotar
Dar frutos, desabrochar.
E pelo chão suas folhas se esparramar.
O inimigo é insensível
A ele tudo parece ser em vão
Não percebe a presença amiga do romanzeiro
Então num golpe sujo e certeiro
Ordena a um infeliz inconsciente
Que ponha abaixo os galhos carregados de frutos
Galhos que acolhem passarinhos
Que dão sombra ao pequeno Bili verdinho.
Meu saudoso e querido romanzeiro
É indesejado e penalizado
Pelo chão é desabado, estirado
E com ele toda a alegria
De seus admiradores amigos!
A primavera não será mais a mesma
O Natal não terá o mesmo sabor
Onde os pássaros marcarão seus encontros
Nesta cidade de pouca cor, por que não incolor?
Resta-me olhar o espaço vazio
Um muro inerte e sombrio
E ficar a espera da brotação
Que lentamente surgirá
Como a lua a nascer por detrás dos montes.
Oh! Que saudades que estou
Do meu esplêndido romanzeiro
Que dava sombra e alegria
A minha família e aos passarinhos.
Oh! Que melancolia!
Hoje o dia não é mais o mesmo!
(Rosa Ângela)
SEUS OLHOS SEMPRE PUROS
Dias de lentidão, dias de chuva,
Dias de espelhos quebrados e agulhas perdidas,
Dias de pálpebras fechadas ao horizonte
[ dos mares,
De horas em tudo semelhantes, dias de cativeiro.
Meu espírito que brilhava ainda sobre as folhas
E as flores, meu espírito é desnudo feito o amor,
A aurora que ele esquece o faz baixar a cabeça
E contemplar seu próprio corpo obediente e vão.
Vi, no entanto, os olhos mais belos do mundo,
Deuses de prata que tinham safiras nas mãos,
Deuses verdadeiros, pássaros na terra
E na água, vi-os.
Suas asas são as minhas, nada mais existe
Senão o seu vôo a sacudir minha miséria.
Seu vôo de estrela e luz,
Seu vôo de terra, seu vôo de pedra
Sobre as vagas de suas asas.
Meu pensamento sustido pela vida e pela morte.
