Passou
forte, fechei o que passou e conquistei o que é meu. Ciclos se fecham para que grandes vitórias aconteçam.
A vida nos mudou, o tempo passou e eu vou envelhecer, mas o amor e a liberdade que vivi com você no centro de Recife ficaram eternizados em mim. Sempre que eu lembrar de nós, seremos aqueles dois jovens correndo, livres e apaixonados.
Esquece o que passou de ruim.
Perdoa quem te magoou.
Segue acreditando que tudo vale a pena, que sua alma não é pequena e que sua luz brilha mais forte e que você consegue iluminar qualquer escuridão.
Não deseje o mal para ninguém e o bem estará sempre presente na sua vida.
Deus abençoe sempre você 🫵
Amém!
Acordei com esperança, o Rio me travou.
Estou no meio do sufoco,
Nenhuma frota passou.
Para quem precisa do ônibus, a derrota começou.
Passei um perrengue danado, com o olho inflamado
Saí de uma consulta, sem saber o que fazer.
O transporte fui ver. Mas o pobre tem mistério, ninguém consegue domar.
É o desespero do prefeito, que finge nos ajudar. Faz tudo de qualquer jeito, para o coitado lamentar.
Eles vão cheios de fé, esperança está na canela. O povo aperta o passo, feito milho na panela. Vai crescendo no metrô, numa rotina nada bela. Cumprindo o compromisso, o trabalhador não tem calma. Não dá para esperar o pão, que alimenta o corpo e a alma. Se o pão não chega à mesa, a fome bate na palma.
... o tempo
das licenciosidade plurais, passou...
Logo, da sóbria relevância e
singularidade do 'Eu' sinalizando
o caminho do necessário - respaldado,
sobretudo, pelo mais vertical
dos fundamentos:
a Verdade!
Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.
A Revolução dos Cansados
Há um momento em que o homem percebe que passou metade da vida tentando convencer desconhecidos de alguma coisa.
Convencer o patrão de que trabalhava demais.
Convencer a família de que fazia o possível.
Convencer os amigos de que estava bem.
Convencer a sociedade de que era útil.
No fim, ninguém entrega medalha para quem morre de exaustão.
Então você começa a perder certos talentos. O talento de discutir. O talento de justificar. O talento de parecer indignado o tempo todo.
Descobre que o mundo continua girando com ou sem a sua opinião. Continua fabricando heróis descartáveis, mártires de fim de semana e revolucionários que voltam cedo para casa porque na segunda tem reunião.
A verdade?
A maior parte das guerras é travada por homens que nunca apertaram um gatilho. A maior parte das virtudes é defendida por gente que jamais abriu mão de um conforto. E a maior parte dos discursos serve apenas para esconder o medo absurdo de admitir que ninguém sabe por que está aqui.
Que tédio.
Cansei de carregar bandeiras que, no primeiro vento, alguém troca por outras. Cansei de lutar batalhas que terminam patrocinadas por quem vende as armas.
Prefiro uma mesa de bar.
Uma mulher inteligente rindo do meu cinismo.
Uma motocicleta velha engolindo quilômetros sem destino.
Uma cerveja gelada enquanto a cidade continua fingindo que está construindo o futuro.
Talvez eu esteja errado.
Mas desconfio que viver sempre foi isso: desperdiçar um pouco de tempo com aquilo que faz o coração bater mais devagar.
O sistema odeia quem descobre isso.
Ele suporta fanáticos.
Tolera miseráveis.
Até admira os ambiciosos.
Mas não sabe o que fazer com alguém que simplesmente encolhe os ombros, acende um cigarro, abre outra cerveja e diz:
— Hoje, não.
Porque quem para de perseguir a cenoura deixa de obedecer ao chicote.
E talvez essa seja a única revolução que ainda não conseguiram vender.
Não espere um final bonito.
A liberdade nunca chega montada num cavalo branco.
Ela aparece numa terça-feira qualquer, com olheiras, uma geladeira quase vazia, um aluguel vencendo e uma estranha paz por finalmente não precisar provar absolutamente nada a ninguém.
Tem gosto de derrota para quem olha de fora.
Mas, por dentro...
Tem gosto de vida.
Agora livre sou, Cristo me libertou
Agora eu posso cantar, aquela dor que eu tinha já passou
É uma nova história, Ele me deu vitória
Eu vou seguindo com fé
Eu sei, no fim vamos se ver na Glória Pedro Victor Stecca / Estevao Lino / Ivair
Se você passou o ano todo brincando com o pecado, mas agora, no carnaval, quer pregar para os que frequentam essa festa mundana, você é um hipócrita.
Estar perdida em minha própria mente deixou de ser uma confusão passageira.
Passou a ser o peso de não saber qual o meu lugar no mundo.
A sensação de estar viva, mas sem um destino exato. Onde cada escolha parece errada ou vazia.
O futuro é inconsistente e assustador.
Invejo-te, ancião; invejo qualquer homem que passou pela vida sem perigos, sem fama, sem glória.
do livro Euripides,pensamentos de Sérgio F. Januario
Passou da hora do Brasil criar uma rede social nacional! Depender desses oportunistas americanos é o fim! Fora, FAKEBOOK!
O gado bolsonarista está mugindo alto! Lula passou no tapete vermelho e os bois, cheios de ódio, nem no gramado puderam pastar!
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
