Passou
0368 "Depois de mais de dez anos 'mudo', meu vizinho passou a me cumprimentar. Ou o pobrezinho está pra morrer ou precisa de algum favor!"
"Hoje, ainda na cama, sonhei que sentia saudade de ti. A saudade passou, tão logo acordei e vi que, felizmente, estava longe de ti. Que alivio!"
Texto Meu No.1022, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
Aceitar a sua cor
...E me diz um cidadão,
que nunca passou por tal situação:
“Cada um tem que aceitar a sua cor...”
Como assim, aceitar?
A minha cor não é um câncer,
não é uma síndrome,
não é uma deficiência.
A minha cor não é uma doença
para ser aceita, superada, removida ou esquecida.
Posso ser uma mulher negra e doente,
mas não sou doente por ser negra.
É esse surto silencioso,
disfarçado, maquiado, hipócrita,
que enfrentamos todos os dias —
nos olhares, nas atitudes,
nas perguntas retóricas que ferem mais que o silêncio.
Eu sou livre.
Posso ser o que eu quiser,
e como eu quiser.
A minha cor não me define.
Não define o meu caráter,
os meus valores,
a minha competência.
Pelo menos...
não deveria.
Racismo não é doença a ser curada.
Racismo é burrice.
É ignorância.
É maldade.
Mais de cento e trinta anos
lutando contra o que nunca deveria ter existido.
Centos e trinta anos lutando
por uma liberdade que humilha,
que sufoca,
que prende,
que mata.
Os ponteiros da ampulheta mandam avisar
Que a locomotiva que reboca o trem das horas já passou
O gelo derreteu no Pólo Sul
E o Céu azul desta serena tarde
Dentro em pouco, já nem arde
dos primeiros que chegaram,
nada permanece
A grama cresce, o tempo passa, o vento já soprou
toda fumaça que passou pela chaminé
Que ontem foi demolida
O couro da pulseira
do teu luxuoso relógio de ouro
ressecou
Juntamente com todos teus demais tesouros
Se era apenas isto que juntaste em vida
As notícias escritas no rodapé dos calendários
Creio que sejam um tanto ruins
A passagem do tempo não tem retrocesso
O Palácio desaba, havia algo mais, escrito no verso
das páginas que tanto leu, acho que você nem viu
Um dia o tempo acaba
Indiferente ao fato de não ter fim
Esquece o que passou de ruim.
Perdoa quem te magoou.
Segue acreditando que tudo vale a pena, que sua alma não é pequena e que sua luz brilha mais forte e que você consegue iluminar qualquer escuridão.
Não deseje o mal para ninguém e o bem estará sempre presente na sua vida.
Deus abençoe sempre você 🫵
Amém!
Acordei com esperança, o Rio me travou.
Estou no meio do sufoco,
Nenhuma frota passou.
Para quem precisa do ônibus, a derrota começou.
Passei um perrengue danado, com o olho inflamado
Saí de uma consulta, sem saber o que fazer.
O transporte fui ver. Mas o pobre tem mistério, ninguém consegue domar.
É o desespero do prefeito, que finge nos ajudar. Faz tudo de qualquer jeito, para o coitado lamentar.
Eles vão cheios de fé, esperança está na canela. O povo aperta o passo, feito milho na panela. Vai crescendo no metrô, numa rotina nada bela. Cumprindo o compromisso, o trabalhador não tem calma. Não dá para esperar o pão, que alimenta o corpo e a alma. Se o pão não chega à mesa, a fome bate na palma.
O impossível passou do meu lado
Estava chovendo
E eu com o possível abraçado
Não me molhei
E ele saiu correndo coitado
Alguns dias atrás uma tempestade veio a meu encontro,mas ela passou e não deixou rastros!
É ai que você percebe que se tornou forte!
“Passou mais uma noite, e fui me apaixonando um pouco mais. Imaginando a sensação boa que o abraço dele tem. Percebendo que contar os sorrisos que ele da é o cálculo mais usado por mim. Dormi pensando como seria a respiração dele na minha orelha. Mais uma madrugada passou. Eu acordei e percebi que estou ferrado por amar alguém desse jeito. E mesmo assim, a única coisa que eu quero fazer é segurar a mão dele mais forte.”
Desculpa querido, o tempo passou, e te levou junto. Passado é tudo aquilo que voce significa para mim no meu presente.
E o tempo passou. O que restou foi a dor e o arrependimento de tê-lo deixado ir, tão assim, melindrosamente.
Na inconstância de sentir saudade de tudo aquilo que ainda não passou, mas que não é mais meu, tenho cá dentro de mim um vazio.
E nem mesmo um turbilhão de sentimentos (alheios às minhas emoções) é capaz de preenchê-lo....
Estranho te ver assim
e fingir que o tempo não passou,
que a gente não se afastou,
que ainda somos aqueles.
Mas esse deslocamento
que segura na tua mão e na minha
não nos permite ignorar.
Existe um espelho enorme entre nós
que reflete quem um dia fomos,
Mas não, não somos mais iguais.
Só somos os mesmos nas lembranças,
nas velhas e perdidas palavras
e na vontade de sentir o que um dia
sentimos um com outro.
Menina! Vê se cresce, valorize-se, ele não te merece...Vá em frente, não olhe pra traz o que passou, passou e não volta mais.
Até o futuro já passou
A passos miúdos
Disfarçando o por vir
A idéia pronta
Mal cozida.
Quem sabe adiante
Animam-se as partes.
