Passou
Fingimos que passou ..
Que a dor não machuca mais...
Que a saudade não aperta e nunca apertou..
Fingimos sorrisos...olhares de esperança..Fingimos palavras do tipo tá tudo bem.. ou vai passar ... Fingimos semblantes, colocamos máscaras pra ninguém perceber o quanto dói.... mas quando estamos a sós.. só nossa cama, nosso lençol sabe o quão difícil é suportar... choramos a noite toda até soluçar... pensamentos a mil por hora, mente ligada no 220 sem descansar.. e os porquês que nunca querem calar ...porque não deu certo ou porque você você foi daquele jeito porque partiu assim tão de repente ...porque não fiz diferente ...porque me calei todos esses anos..porque não respondi aquele dia... e assim vai passando a vida é a dor não passa...a dor fica ali martelando..doendo, cortando e ferindo a alma.. e a gente dilacerando em silêncio. ...
E o meu sorriso se foi..
Como um cometa que passou..
rasgou o céu de luz infinita..
e aos poucos se apagou..
Eu não te amo mais..
tudo passou.. tudo ficou pra trás ..
Hoje meus dias são melhores. .
consigo sorrir.. consigo viver..
Agora a sombra negra se foi..
Hoje estou em paz..
Me libertei de vc..
Antes eu sentia falta de nós. .
Hoje eu sinto falta de sentir sua falta..
Porque o tempo passou..
Eu esqueci como sentir..
Enfim... Passou. ....
A saudade não passou,
O presente ainda machuca,
O futuro é um convite,
O poeta tem razão.
É de exuberância monumental,
- a minha vista é do quintal,
À espera da tua presença espiritual.
Lá em Isla Negra perdura
A saudade que você deixou,
O amor que ainda persiste
No rimário de encanto e sedução.
É uma espera sem igual,
- dizem que isso não é normal
Essa espera valerá a paz sem igual.
A saudade não vai passar
O presente irá te trazer,
O futuro irá nos pertencer
- E o poeta há de nos escrever! -
O amor chegou
alegre e tão leve
como uma pluminha,
que sem perceber
a tua vida passou
a ser também a minha.
Passou o Natal,
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.
Nada se sabe
do calvário
do Tenente Coronel,
Só sei que do velho
tupamaro também não.
Passou o Ano Novo,
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.
Não há notícias de
consolação para
os corações de quem
tem entes desaparecidos.
O Ano está começando
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.
Só sei que estes poemas
são todos meus,
e continuarão
sempre os mesmos,
(se nada mudar);
porque mesmo que
eu me cale todos
estão a se espalhar.
No Reino da Indiferença,
também passou o Natal
e não há nenhuma notícia
de liberdade para o General.
No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
compaixão, poesia e paciência.
No Reino da Indiferença,
a Mãe deve estar chorando
e ninguém escuta,
ainda tenho a dúvida se ela
tem notícia dos sargentos.
No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
esperança, a reconciliação e boa convivência.
No Reino da Indiferença,
não dão nem tempo para pensar
a voltar a se humanizar para não mais assim ser.
No Reino da Indiferença foi descoberto
mais uma conspiração contra a vida, ordem,
a paz e a Assembleia Nacional,
infligindo contra o povo um terror sem igual.
No Reino da Indiferença o tempo vai passando
sem tempo para parar e pensar;
de boicote em boicote o fluxo do cotidiano
acaba por atrasar a vida de quem já sofre tanto:
E lá quando tudo para eu paro junto,
porque a justiça está atrasada
para dar liberdade ao General e para muitos
que como ele ainda seguem presos injustamente.
No Reino da Indiferença ainda se prendem sindicalistas,
se mantém preso o velho tupamaro,
nada se sabe do Capitão-de-Navio e da tropa,
e se têm deixado o autoproclamado da responsabilidade escapar.
(Sem querer ofender à ninguém,
peticiono ao Reino da Indiferença
para que seque as lágrimas de quem não para de chorar).
Passou um mês
do massacre
de Sacaba:
ninguém foi preso
e quem sabe
da verdade
não abre a boca,
Não se indigna
ou não demonstra
por medo
de represália
de ser mais
um desaparecido,
Um sobrevivente
sem salvo-conduto
ou simplesmente
se tornar mais
um preso político.
Não importa
onde esteja
se é na quermesse
em prol das vítimas
de Senkata ou até
mesmo na igreja,
O autoritarismo
vai te aprisionar
quando você
não permite
a sua dignidade
ele sequestrar.
Muitas histórias
sem fim nesta
Pátria imensa
para contar e recontar,
Não se sabe nem
o porquê e nem
quando vão soltar
a tropa e um General
presos injustamente
e não há notícias
nem de esperança
para este Natal,
Da poesia sigo
sendo o último
soldado até o final.
No girar das horas
mui lentas,
um ano se passou
sem a justa resposta
e a devolução
da justiça ao General
que é devolvê-lo
à liberdade plena.
O General se
encontra pelo
jeito sem um
novo advogado,
e este poemário
em si não tem
muita utilidade
a não ser de
não deixar
o General cair
em esquecimento.
O poder do amor
e as redes
até o Luís Carlos
conseguiu a libertação,
e até agora só sei que
o físico do General
segue no abatimento
que só aumenta
a visível judiação
da aparência neste
ambiente que ninguém
cultiva a tolerância
e a cristã clemência.
A nossa união passou
por tudo e não nos
desgrudamos por nada.
A nossa união vale
mais do que ouro fino
do mais alto quilate.
Celebramos com gala,
honra e todo o candor
o feito do destino
em ter colocado
no caminho: o amor.
Passou o Natal,
passou o Ano Novo,
tudo está igual;
só não passa
o desgosto que
continua infernal
e não passam
o ódio e o rancor
por vício habitual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
Já era tempo
de abandonar
o apego por tudo
o quê é brutal.
Inunda de medo
o quê pode vir
acontecer com
o Tenente Coronel,
com a tropa
e com o General
preso injustamente
que continua vítima
de atraso processual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
O Ano Novo chegou
e para os presos
de consciência
tudo continua igual.
Um Papagaio-charão passou
sobre nossas vistas,
E foi assim que descobrimos
o amor em nossas vidas,
Você me entregou a inspiração
e tornei-me a poetisa dos seus dias.
Um Jundiá ligeiro
passou por nós,
A vida é um poema
de muitos versos,
Embora tenha alguns nós,
Só penso naquilo
que mantém acesos
os mais potentes desejos.
O Guaru encontrou
o seu cardume,
Passou o barquinho
do pescador artesanal,
O quê não passa
é o impulso de te querer
no meu destino,
Falar de amor é e sempre
será sobre tudo isso.
O Beija-flor-de-lista-branca
passou por mim,
é um recado do destino
que terei boa sorte no caminho.
A Cigana da Amazônia
passou voando
e deixou cair uma pena
que peguei no ar,
Preparei a pena para virar
um pingente para o meu colar,
Quando você encontrar
uma pena como encontrei
da Cigana da Amazônia
solta pelo caminho
é este o seu amuleto
para proteger o seu destino,
Porque quem conhece
o quê é encantamento
sabe que não funciona
com nenhum tipo de sofrimento,
Por isso sempre deixo o meu princípio ancestral sempre
por mim falar mais alto
porque o sangue originário
desta Pindorama não posso negar.
Agosto florescem os ipês-brancos
Gostaria que florescessem sonhos
O coração já passou por muitos
Só desejo daqui para frente a paz
Tirar de mim o quê não satisfaz
O tempo ruim não vai voltar mais
Existência Campeira
Santo Antônio já passou,
continuo o desafiando
e ao Nosso Bom Senhor;
Vou em busca de melão,
cravo, rosas e de manjericão
para fazer enquanto
canta no ritmo nativista
a Capelinha de Melão
para a Festa de São João.
Só sei que continuarei
sem mudar o coração
que riscos sempre rejeita,
Pois encontrar um amor pede
paciência para não virar
um balão que logo queima.
Assim celebro com festa
minha existência campeira,
sublime e orgulhosamente brasileira.
