Passei
Passei décadas de minha vida tentando levar meu melhor a todos à minha volta até constatar que só viam meu lado pior para poder criticá-lo como se aquilo fosse o que eu realmente era. Até que parei de tentar convencê-los do contrário ao descobrir que esse contrário ao que eles queriam sempre havia sido como eu deveria ser.
Passei muito tempo me culpando por não conseguir devolver o gostar de alguém que demonstrava me colocar acima de qualquer outra pessoa, até me perceber preferindo aquelas que estendiam seu amor a todas as outras, pois quando o direcionam apenas a mim não é porque sejam realmente boas, mas por querer exercer egoisticamente o seu direito de preferência.
Hoje eu vou receber um prêmio em um lugar incrível, mais uma vez.
Em 2016 eu recebi e passei quase todo evento, esperando, sim esperando que alguém que tanto queria que tivesse comigo estivesse me fazendo uma surpresa e do nada chegar.
Minha cabeça não tava na minha conquista e emoção, estava com a mente longe, vivendo de espera.
Eu fui uma das duas a ganhar o prêmio e eu estava lá, sonhando em receber um buquê de flores, um parabéns querida você merece, você é incrível. Mas eu fiquei discutindo no telefone porque eu estava com um amigo… e amigas… e pessoas que foram para me dizer parabéns.
No retomo eu tava linda e bela, de salto alto pegando um ônibus e indo pra casa lendo coisas que apagaram todo o brilho que eu merecia ter naquele momento.
Não havia um desculpa, queria muito poder ir mas isso muito sério me imprecou… não apagaria o vazio, se fosse verdade, mas sei lá me faria me sentir menos mal. Eu estava lá alguém está acolá e percebi que estamos sempre onde nosso coração está.
Ocupe seu coração de forma que ele não doa com o vazio de uma solidão.
Eu passei muito tempo explicando justificando no entanto não houve compreensão nem entenderam o meu valor.
"Não gostava do livro de Números da Bíblia, não obstante, passei a admirá-lo com o passar do tempo, pois me ensinou a respeitar e obedecer meus líderes"
Anderson Silva
Dádiva
As minhas asas deixei,
por entre as árvores passei...
Em todos os oceanos nadei...
Por sobre as pedras voei...
Meu segredo não saberei,
não sei ao certo se sou anjo,
ou humano...
Se sou poeta ou anônimo,
se sei, ou não sei...
Se são conceitos ou liberdade para novos sonhos.
Mas se lhe digo que te amo, acredite...
Se estou contigo, confie...
Se sou presente, é porque sua presença me fascina...
Se inventei, eu inventei novamente...
Não estou aqui para ser fraco ou forte ...
Quero ser real na não-realidade...
Ser desejo por não existir, e por existir você desejar...
Por sobre as flores lembrei...
Lembrei de você... Novamente, eu lembrei de você...
Se aqui estou, é porque na alvorada conquistei a minha dádiva.
Decidi por não ter asas, para permanecer aqui e poder te amar...
Os dias eu vencerei...
E os meus segredos contigo, dividirei.
Passei alguns janeiros com vistas nos jornais e calendários,
Depois eu quis ganhar a loteria pra pagar todas as promessas e
Todas as prestações que venceram.
hoje passei horas vendo a que horas você tá online, mas no se demore pois longo isso morre de tanto desgosto que vc tem feito é tanto me fazer esperar.
É verdade sim, eu passei por muitos sofrimentos, sofri diversos abusos e Violências. As quais estão descritas no meu livro Não morri porque Jesus Cristo me salvou e a minha Família
Deus me salvou de gente má, perversa, sádica e cruel; que usa desculpas e máscaras para não assumir sua psicopatia e seu narcisismo. Isso certamente não faz de mim uma pessoa infeliz ou inferior, tudo isso me serviu para alertar, ajudar outras mulheres e a me manter distante de gente preconceituosa e má como Vocês!
Já passei da fase de tentar encontrar solução pra quem dá desculpas.... O amor dá um jeito porque tem interesse... a indiferença arranja desculpas pois perdeu o interesse.
QUE COISA PASSEI NO AMOR
Nosso amor era lindo.
Era tipo o soneto do Camões.
E que nenhum compositor compôs!
Nossa romance fazia inveja ao povo,
Você era apaixonada por mim,
E eu até hoje sou por tu...
Não sei o que deu em você:
Que me fez de Bentinho,
E você se tornou a Capitu.
Você dizia pra mim que se
No céu houvesse casamento,
Você casaria comigo novamente.
E eu acreditei nisso.
Só que amar, cada um ama diferente.
O seu amor por mim era uma caricatura de um poeta pintor,
Que com o passar dos anos a tinta desbotou.
E agora veio outra caricatura e lhe pincelou...
Esta noite passei por um antigo amor
que talvez não fosse tão antigo quanto pensava
Apesar da estranheza
não houve reconhecimento.
Passei a vida observando que todas as pessoas de Sucesso tem algo em comum, elas são gratas a quem as ajudou. Também percebi que os ingratos nunca vão para frente na vida.
Eu passei a vida inteira sonhando com a pessoa ideal. E me machuquei um monte de vezes achando que outras pessoas eram ela. Por muitas vezes eu me desanimei - e até quis desistir -, mas, por alguma razão, eu simplesmente segui em frente e lutei. Acho que, no fundo, eu sempre soube que um dia ia encontrá-la... Quando a encontrei, ela era uma pessoa especial, bonita e simples, que eu também podia chamar de “meu amor”. E agora que a conheci, eu sinto ciúmes até do ar à sua volta, porque eu quero estar perto dela sempre.
Passei pelo plano encarnatório sem compreender o sentido de fraternidade. Seja fraterno porque fraternidade é diferente de caridade. Por isso me foi consentido retornar, com humildade, necessitando da doação de um alguém. Orientar é um ato de fraternidade por isso é necessário uma voz que fale por mim. Exu do Lodo e seu trabalho.
VOLTANDO A CHORAR
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Passei muitos anos sem chorar. Sem verter uma lágrima; fosse de alegria, tristeza, dor. Era um ser humano impassível por fora. Cheio de sentimentos; ressentimentos; emoções contraditórias; porém, sem pranto.
Quando minha mãe morreu, a maior dor que já senti foi também minha cura. Rachaduras imensas se abriram dentro de mim, para que o Velho Chico acumulado em minh´alma entornasse todo. Fiquei surpreso comigo, ao recuperar a capacidade perdida. Sabia que não me tornara desumano, mas criara uma casca bruta, grossa e destruidora para o meu ser, que definhava dentro do corpo.
Naquele momento, eu chorava copiosamente pela mãe que tanto fiz chorar quando saí de casa. Quando fui conhecer o mundo e a fiz andar por longo tempo em meu encalço, numa luta insana para me acompanhar sem ser percebida. Para saber com quem eu andava. Quem me acolhia e dava guarida. Sobretudo, para não me perder de vista e ao mesmo tempo não negligenciar meus oito irmãos.
Chorar a morte de minha mãe foi reencontrar minha humanidade. Fazer voltar ao âmago meu eu perdido. Esquecido entre os escombros da primeira infância triste, reprimida e de violência paterna, que depois virou abandono paterno e obrigou a todos nós – meus irmãos, nossa mãe e eu – lutar com unhas e dentes contra um mundo que não nos deu moleza. Uma vida que nos testou muito além dos limites.
Mas vencemos. Foram muitos anos, e muita gente pensou que não sobreviveríamos, mas vencemos.
E a minha mãe – nossa mãe Maria de nove santos demônios revoltados por todos aqueles anos de muitas privações e quase nenhuma esperança – nunca esmoreceu. Nós os filhos, muitas vezes esmorecemos; porém ela juntou filhos, mundo e vida, carregou a todos nas costas, no colo e no coração, sempre que os nossos passos cederam ao peso de uma realidade que fechava todos os horizontes.
Depois que minha mãe morreu virei manteiga derretida. Não por coisas grandiosas nem emoções criadas para fazer chorar, mas por sutilezas. Delicadezas entranhadas nas brutalidades do mundo e percebidas por mim, que aprendi a percebê-las. Vira e mexe um acontecimento sutil, de significado ou ressignificado discreto me arranca lágrimas também discretas, e às vezes, até nem tão discretas.
Mesmo na hora da morte, minha mãe fez algo tamanho por mim. Ela me curou de não chorar. Devolveu minha percepção emocional. Fez-me rever a vida pelo prisma da simplicidade, o valor do afeto, a beleza em nuances e o quanto precisamos uns dos outros, quer sejamos família, familiares, amigos, colegas, vizinhos e até conhecidos de nos cruzarmos nas ruas em direção à padaria.
Só tive, pela vida inteira, motivos para ser grato à nossa mãe. E à vida, com todas as pedras no caminho, por todos nós, os nove, sermos cheios de graça, porque somos filhos de Maria... de Maria do Mundo.
MEUS DOIS EUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Passei muito tempo sem entender como ser poeta me fazia tão feliz e mesmo assim havia um buraco. Sentia falta, não sabia de quê. Só dei por mim sobre o que faltava, quando ganhei de presente uma boa câmera fotográfica.
Nas primeiras fotos que fiz, com a mesma loucura do poeta que sou, concluí que passei muitos anos fazendo poesia como quem fotografa. O buraco fez sentido, e foi sanado, quando passei a fotografar como quem faz poesia.
Tinha que ser poeta e fotógrafo. Tão fotógrafo poeta quanto poeta fotógrafo. Caneta e câmera se completam como me completo intimamente com os meus dois eus.
QUEM TEM FILHA TEM MEDO
Demétrio Sena - Magé
Desde que passei a ter filhas, olho pras filhas de outros pais e penso nas minhas. Não quero para elas, o mesmo sofrimento que não quero pras minhas. Quem tem filha tem medo. O mundo está muito machista, misógino e truculento pras mulheres. E muita gente que tem filho, mesmo que tenha filha, incentiva o machismo, o menosprezo e o tratamento abusivo de seus filhos com as filhas de outros pais, sem nem pensar na própria filha, que pode ser também vítima do filho de um pai qualquer, por aí, que também não exige que seu filho seja homem de verdade. Só machão. Se eu tivesse filho, não importa a idade, não aceitaria de modo algum, que esse filho fosse abusivo com a namorada, esposa, nem com uma amiga. Exigiria que ele tratasse bem, com dignidade e cavalheirismo, ou deixasse em paz. Tenho certeza que eu pensaria em minhas filhas, ao ver meu filho agir assim. E pensaria também nas consequências, inclusive penais, que meu filho poderia sofrer.
Sempre procurei sua presença por onde passei, mas nunca a tinha sentido tão próxima como agora.
Posso sentir seu perfume me dando vida, enchendo meus pulmões de esperança.
Como é maravilhoso quando percebemos, que aquela pessoa que tantos buscamos, esta tão perto que quase dá para toca-la.
Você sente aquele perfume substituindo o ar da vida.
Mais próximo que isso, só quando seus sentimentos refletirem como um espelho tudo aquilo que sinto, como uma repetição, num coração tão grande que se aperta pelo seu olhar
ESPIRITUALIDADE
Fui evangélica durante 18 anos. Passei 18 anos dentro da Assembléia de Deus, mas cá entre nós, nunca acreditei naquele Deus grandão com barba de papai noel e olhos de fogo como diz a bíblia. Tudo é muito surreal. Os filhos de pastores andando de carrões e comendo do bom e do melhor enquanto muitas ovelhinhas do senhor morriam sufocadas dentro da caverna. Em Efesíos 5:22 a bíblia pede para as mulheres serem submissas. A palavra "Submissão " significa
“viver abaixo da própria missão de vida” E quem quer viver abaixo da própria missão de vida? Foi então que encontrei o ateísmo, depois o autoconhecimento e em seguida descobri que eu era " Empata" Me juntei a colegas sensitivos, indigos e empatas afim de trocar experiências e ajudar uns aos outros. Tudo que um empata não quer é “viver abaixo da própria missão de vida” Como Empata descobri que "Não não existe despertar de consciência sem dor. Agradeço ao universo por todas as experiências que eu vivi, agradeço imensamente o ano de 2018 que foi o melhor ano da minha vida, repleto de conquistas e muita resistência.
Gratidão!
Aos evangélicos e seguidores da bíblia; perdão pelo desabafo.
Maciel, Ádyla 2018 SP ©
