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Crença, Mediunidade e Lucidez Espírita: uma reflexão a partir de Raul Teixeira
Ao longo de décadas de dedicação ao estudo e à divulgação da Doutrina Espírita, Raul Teixeira tem chamado a atenção para uma distinção essencial: crer não é o mesmo que compreender, assim como possuir mediunidade não significa possuir lucidez espiritual.
Na perspectiva espírita, a crença isolada pode representar apenas um ponto de partida. Allan Kardec jamais propôs uma fé cega, mas uma convicção edificada pela observação, pela razão e pelo exame criterioso dos fatos. É por isso que o Espiritismo convida o indivíduo a pensar, investigar e confrontar as ideias antes de aceitá-las.
Raul Teixeira frequentemente destaca que a mediunidade é uma faculdade inerente ao ser humano, manifestando-se em diferentes graus. Entretanto, essa faculdade, por si só, não constitui certificado de elevação moral, nem de infalibilidade doutrinária. Um médium pode ser sincero e, ainda assim, equivocar-se por influência de suas próprias opiniões, emoções, preconceitos ou pela ação de Espíritos imperfeitos.
A verdadeira lucidez espírita nasce da harmonização entre três pilares inseparáveis:
o estudo constante da Codificação Espírita;
a educação moral do indivíduo;
o exercício permanente do discernimento.
Sem esses elementos, a mediunidade corre o risco de transformar-se em mero fenômeno, desvinculado de sua finalidade educativa e regeneradora.
Allan Kardec estabeleceu o Controle Universal do Ensino dos Espíritos justamente para evitar que opiniões pessoais ou comunicações isoladas fossem elevadas à condição de verdade doutrinária. Esse método demonstra que a autoridade, no Espiritismo, não pertence ao médium, mas à concordância universal dos ensinos submetidos ao crivo da razão.
Raul Teixeira também recorda que a experiência mediúnica jamais dispensa o estudo. Quanto maior a faculdade, maior deve ser a responsabilidade. A ignorância doutrinária pode conduzir ao personalismo, ao misticismo exagerado e à aceitação acrítica de qualquer mensagem espiritual.
A lucidez espírita manifesta-se quando o adepto compreende que nenhu

Cuide-se. A partir de agora, eu preciso cuidar de mim. Hoje, encerro este ciclo na minha vida que já não me fazia bem. Já doeu muito te perder, mas entendi que dói muito mais me perder tentando segurar um grande amor que já não me quer mais. Preciso seguir em frente.
Sei que tive oportunidades de sair antes e acabei insistindo no que não funcionava, mas não vou mais me culpar por ter tido esperança. Agora, o desafio é reconstruir o que restou. Às vezes tento ser feliz, mas ainda me vejo preso nesse vazio profundo. Só que, desta vez, não vou me trancar nele para sempre. Estou saindo para me encontrar.

A expansão e a elevação da consciência humana, ainda que venham a partir da informação externa da palavra, tal como alguém que bate à porta e chama para que esta seja aberta ao chamado, se dá pela ação voluntária da ABERTURA INTERNA.


Sebastian Striquer

“Antes de partir em busca dos teus direitos, deves examinar até onde cumpriste os teus deveres.”

As nossas desavenças surgem a partir do momento que confundimos colegas como amigos!

Saber a Hora de se Respeitar e Partir


Insistir em portas que não se abrem, em laços que já não têm afinidade e em lugares onde a nossa presença é apenas tolerada é um desperdício da nossa energia sagrada. Que a gente aprenda a nos respeitar antes de insistir. Há uma linha muito tênue entre a persistência e a teimosia que fere o nosso amor-próprio. O respeito próprio nos dá a lucidez necessária para entender quando um ciclo chegou ao fim. Retirar-se de onde não há reciprocidade não é sinal de fraqueza, mas de uma força gigante que diz: "eu mereço mais". Quando passamos a nos respeitar em primeiro lugar, deixamos de mendigar atenção e passamos a caminhar apenas onde a nossa luz é celebrada, e não escondida.

Quem quiser ficar, fique de corpo e alma; quem quiser partir, que desapareça de vez — meu coração não implora presença, nem aceita migalhas.

A alma origina conceitos a partir de si mesma ou das sensações.

Deus me ensinou que amar é também saber partir.

O amor maduro é a dança lenta entre o desejo de partir e a vontade de ficar.

Sigo em travessia, sem garantias de chegada, mas com a certeza de que a coragem de partir já foi uma vitória.

Não uso a dor como tema, uso como tinta. É a partir dela que desenho os contornos do que ainda resta de mim.

O mundo só começa a melhorar a partir de nós mesmo.

⁠O passado é imutável mas no futuro temos uma boa chance, se iniciarmos em adotar mudanças, a partir de hoje.

A bondade é ficar
quando tudo em nós
quer partir.

"Contigo eu fico
É jamais do negror deste palácio hei de partir
Aqui. Aqui sempre estarei...
Com seus criados vermes...
Aqui mesmo eu hei de repousar para todo o sempre.
É libertar da maldição dos astros a carne exausta
Olhos. Um último olhar...
Braços. Um último abraço...
É vós o lábios, portal do alento
Selai com este beijo o pacto eterno com a morte insaciável.
Venha meu caminho amargo
Venha insonso guia
Piloto insano atira neste instante
Contra as rochas a barca desgastada
Um brinde ao meu amor."

Na morte, desejo me desprender de mim — partir, enfim, para reencontrar minha mãe

Que a partir de hoje tudo vai mudar
Que a partir de hoje ele vai te honrar
Mil ao teu lado, dez mil à tua direita
Mas ninguém vai te tocar, só não pare de orar. Jairinho Delgado

Eu só sinto pena por ela, porque assim como eu, ninguém a alertou que você poderia partir o coração dela. Ela é intensa, e assim como eu, merece coisa muito melhor que você. E desculpe se o ofendi, mas querido, não me julgue, eu só quero ver a poesia correr solta, como um animal selvagem que se liberta, como um pássaro que abre suas asas sobre o horizonte.

Vi você partir,
e o mundo desabou em silêncio.
Cada passo seu afastando-se
era uma lâmina no meu peito,
cada suspiro deixado para trás
uma dor que se instalava devagar.
E mesmo sem você,
aprendi a caminhar sozinho,
com a memória do que vivemos
como guia na estrada do que virá.
K.B