Paraná
Caminhando pela rua, vi jogado sobre a calçada um sofá velho, sujo e rasgado. Parei diante daquela mobília abandonada e comecei a pensar na pessoa que o havia comprado, no sonho de ter um sofá novo em sua sala, na preocupação que aquela pessoa teve ao se aproximar o vencimento do carnê, na felicidade sentida ao recebê-lo. Imaginei que por algum tempo, aquele sofá foi centro de atenções naquele lar. Em minha reflexão, cheguei a ver as crianças disputando um lugar naquele acento com cheiro de coisa nova. Fiquei feliz pelo sofá. Depois, comecei a imaginar no abandono que aquele sofá foi sofrendo com o passar dos dias, meses, anos... Aos pouco ele foi sendo esquecido, esquecido! Ah! Até ser substituído. Tive pena do sofá.
Coloque-se no lugar daquele sofá, reflita e você perceberá que com o ser humano acontece a mesma coisa. Mais cedo ou mais tarde, nos estaremos jogados num cantinho da sala sobre um sofá olhando para a TV, sem nem saber o que está sendo exibido e, os mais jovens passarão por nós rapidamente e dirão:
- Oi, oi. Tchau.
Ninguém é insubstituível, ninguém é eterno, ninguém pode controlar o tempo e as mudanças que vêem com ele. Sendo assim, procure viver com sabedoria e se importar com a própria vida. Pois, em algum dia, alguém estará refletindo sobre você.
Quando o poder executivo e legislativo, direto ou indiretamente, faz mal a uma cidade, involuntariamente, estão fazendo o mesmo mal a si próprio. Agindo assim, trazem o caos político e social para a cidade que os viu crescerem; deixam marcas que, talvez, em cinqüenta anos não serão esquecidas. O povo não é mais o mesmo do século vinte. Evoluíram. Lembrem-se sempre, as promessas são como tapas, quem bate esquece, quem apanha, jamais.
A diferença entre a DITADURA e a DEMOCRACIA é que na ditadura os governos roubam sem a autorização do povo; já na democracia, ao votar, nós os autorizamos. Mesmo assim, eu prefiro a democracia. Pelo menos podemos xingar.
"Significado de Xingar:
v.t.d. v.pred e v.i. Brasil. Dizer insultos ou palavras ofensivas e direciona-las contra alguma coisa ou contra alguém em específico."
O que seria de mim se não fosse eu. Não espere que os outros façam por você aquilo que você mesmo possa fazer. Se seu objetivo for alcançado por mérito próprio sua felicidade será verdadeira, se for através de outros, a felicidade, além de ser falsa, durará pouco.
A bíblia o livro mais vendido no mundo, não foi escrita pelo Espírito Santo, como muitos desenformados pensam, ela é um conjunto de livros escritos por pessoas que vivenciaram o que relatam. Segundo esses próprios livros, foram homens comuns que acompanhavam de perto os fatos ai descritos os responsáveis por eles. Estes livros são testemunhos de homens e mulheres; camponeses, lavradores, artesãos, carpinteiros, pastores de ovelhas, cobradores de impostos, pescadores, políticos, príncipes e reis, entre outros que os escreveram. A bíblia possui uma parte material, “História, Geografia, Política, Economia,...” e uma parte espiritual; “ Ressurreições, abertura do Mar Vermelho, a chuva de mana e mel, e as aparições divinas aos escolhidos,...” ambas inspirada por Deus. Existe ainda, uma terceira parte que é fantasiosa criada por pessoas que nem chegaram a ler tais livros, mas acredita no que ouviram outros mal informados contarem.
Se começarmos a fazer coisas erradas por ter visto outros fazerem, tudo isso que conhecemos como mundo torna-se-a uma grande latrina. Nesse caso, seria melhor um grande meteoro nos acertar em cheio.
Somos terra.
O homem vem da terra, sobrevive ingerindo coisas da terra, no final volta para a terra e se transforma em terra. Então, o que somos se não um monte de terra perambulando por aí. Não interessa o que temos, no final somos todos iguais. Um monte de terra.
VERSÃO
Odeio o modo como fala comigo
E como usa regata
Odeio como corrige o meu português
Odeio seu sotaque e quando pronuncia a palavra contexto
Odeio seus braços e mãos e seu sorriso alinhado
E como consegue me tirar do sério
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como me irrita
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio a geografia
E o fato de estarmos distantes
Odeio o número 3 mil e toda a estrada que tem até sua porta
Odeio a linha do Equador
E o fato de não me ligar
Odeio quando somes
E o fato de enviar me dias de paz e luz
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar
*SOM *VERSÃO
Confessando
Se é questão de confessar
Não sei andar de bicicleta
E tenho medo do escuro
Se é questão de confessar
Me irrita sua distância
E as vezes em que você é imaturo
Comigo nada é fácil
As vezes até sou extremista
Porque não sei ser morna quando se fala do coração
Se é questão de confessar
Não gosto muito de salada
E não canto muito bem
Se é questão de confessar
Penso muito em você
Mais até do que deveria
Comigo nada é fácil
As vezes até sou boba
Porque não sei ser racional quando se fala de você
Eu gostaria que a estrela mais brilhante do céu essa noite
Realizasse esse meu desejo
Em ter você aqui comigo
Te abraçar apertado
E esquecer todas as brigas das tolas e desnecessárias brigas
Se é questão de confessar
Meu orgulho me corrói a alma
E fere o coração
Se é questão de confessar
Penso em você bem mais do que deveria
Se é questão de confessar
Não gosto de salto alto e de cebola
Se é questão de confessar
Morro de medo de altura
E tirando todos os meus muitos medos
Algo grandioso
Concretizou-se em mim
Aconteceu
Apaixonei-me por você
Sou uma tola pois
Não é o mesmo pra você
Por favor, confesse a mim
O que afinal sou pra você
Gravidade
Essa é a última poesia que eu faço pra você
Escrevo essa como já sabia
Quem um dia a escreveria
A gravidade
Atração inevitável
Seu olhar
Seu sorriso
Seu toque
Eu não tinha nada disso
Mas a atração estava presente
Sabíamos dos riscos
Sabíamos do caminho
E mesmo assim resolvemos arriscar
Não era fácil
Parar um moinho
Que estava a girar
As vezes a noite podemos no céu
Os cometas contemplar
Não é fácil pra mim
Não é fácil pra você
E são tantos porquês
Como alterar da nossa direção o destino?
Não há como mudar
Borboletas voando em Marte
Vejo seu olhar em toda parte
Como Sol e Lua
No céu a orbitar
Sempre serei sua
Sempre será meu
Assim
Será
Essa é a última poesia que eu jurei que escreveria
É um grito em meio ao caos
É o silêncio entre nós dois
Que esta a gritar
É a gravidade
Passa-se a noite, vem um sol ardente e bruto
Morre a flor e nasce o fruto
No lugar de cada flor
Passa-se o tempo em que a vida é todo encanto
Morre o amor e nasce o pranto
Fruto amargo de uma dor
Fiz uma casinha branca
Lá no pé da serra
Pra nós dois morá
Fica perto da barranca
Do Rio Paraná
O lugar é uma beleza
Eu tenho certeza
Você vai gostar
Fiz uma capela
Bem do lado da janela
Pra nós dois rezar
Quando for dia de festa
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro meu chapéu na testa
Para arrematar as coisas do leilão
Satisfeito
Vou levar você de braço dado
Atrás da procissão
Vou com meu terno listrado
Minha flor do lado e meu chapéu na mão
Vou com meu terno listrado
Minha flor do lado e meu chapéu na mão.
Brasileiro....
Patriota.....
Terra de boa gente...
Grande Paraná....
Lindos campos e lavouras....
Oh Minha terra....
Oh minha gente...
Pelo mundo andei....
Em raios escaldantes....
Me tornando valente....
Orgulho de mim....
Orgulho daquilo que sou....
Minha raça...
É de Edição limitada...
Em meus ombros....
Trago meu berço dos pais.....
Nas traçadas linhas da vida....
Com calma e amor...
Fui fazendo meu zig-zag...
Com as costuras da dor e da flor....
Admirando a natureza
Que até hoje....
Nunca perdeu sua beleza....
Insisto e resisto....
Sou eu....
Que vivo...
E sigo buscando a sabedoria suprema....
Não tenho estudos....
Não sou da ciência...
Mas com paciência
Aos poucos vou sentindo minha própria essência...
O compromisso meu....
Não abro mão....
O futuro....
Só a Deus pertence....
A certeza de um dia....
Só ele sabe....
Onde estarei.....
Sou matuto....
Sou astuto....
Sou a onça que rungi nas matas....
Me conheço....
Dos pés a cabeça....
Nâo sou alto...
Nâo sou baixo...
Sou de Médio porte....
Buscando minha sorte...
Saboreio a vida....
Com diversos sabores...
Água e açúcar....
Mel e limão.....
E uma pitadinha de Sal....
Pra me dar mais sabor.....
Não me comparo....
Apenas sou o que sou de fato...
Como no prato...
Na panela...
Ou tigela....
Até mesmo com as mãos...
Sendo refeição....
Isso é que importa....
Sou assim....
E nada me segura....
Esses são meus hábitos....
Trago isso comigo....
Sou do sul...
Sou gente que quer voar...
Da farinha faço a farofa....
E que não quiser....
Caia fora....
Porque tem muitos quem gosta
O desfrutar dessa vida...
Pra mim....
Ela pode acabar hoje....
Ou Ser cumprida....
Por isso...
Arremato esse poema....
Expulsando a morte....
E vivendo minha própria vida....
Autor :José Ricardo
Vivem dizendo que o Paraná é a Rússia brasileira, e querem se mostrar surpresos com o acordo assinado.
(Por favor, leiam com a ironia necessária.)
Luana Kaminski
Nas ribeiras do Rio Paraná
e do Rio Prata onde inefável é
o Ceibo floresce igual
ao meu amor no meu peito.
E pelo vento se converte
e toca como harpa sempre
quando lembra do seu jeito
desejando o teu amor perfeito.
Quando chegar o nosso dia
o teu coração me lerá no ritmo
crioulo do galope da poesia.
Não será preciso nem ocultar
o meu brio que tem tudo de Anahí:
aqui nasci e amar para sempre escolhi.
Ainda hei de ver os teus
olhos florescerem
como a primícia da florada
das araucárias no Paraná
sob a guarda deste céu austral
que rege as nossas vidas,
Porque és a melhor de todas
as minhas poesias neste dias.
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