Para uma Pobre e Coitada
Rico come caviar,
Peixe, arroz e camarão.
Pobre come no jantar
Um pedacinho de pão.
Farta mesa na riqueza,
Falta ceia na pobreza,
Café não é igual, não!
Já tomei banho de cuia
para a água racionar.
Lambi tampa de iogurte
até nada mais restar.
Já fui pobre, é dureza,
e meus "fio", na moleza,
hoje comem caviar!
Pobre come rapadura.
Rico come caviar.
Pobre anda em jumento.
Rico anda em jaguar.
Mas, pra ajudar alguém,
só o pobre é quem tem
um dinheiro pra doar.
OURO DE PÁSCOA
A Páscoa mudou demais,
todos querem chocolate.
Mas o preço de um ovo
é de ouro em quilate.
O dinheiro não vai dar,
se o pobre quer comprar,
vai ter que fazer biscate.
Reflexão para manhãs de domingo
O que é ser pobre?
O que é se sentir pobre?
O que é ser rico?
O que é se sentir rico?
"O sistema de Justiça é uma máquina de moer pobre: sistema seletivo, e estruturalmente seletivo, uma clientela que o sistema de justiça sempre busca. O sistema tem insensibilidade social. Você é chamado de doutor, excelência, fica em gabinetes com ar-condicionado, é tratado com deferência, mas não conhece a realidade da maioria da população brasileira, que não tem acesso a comida, a saúde. Falta sensibilidade."
O pobre não percebe que precisa da política para sair da pobreza. Já o rico percebe que a política pode fazê-lo cada vez mais rico. Essa é a diferença.
What?
O que? Como?
Não consigo o escutar
Mas sinto que o pobre garoto
Em seu mundo grita
Sem ninguém pra lhe afagar
Pobre garoto
Que falece lentamente
Sem ninguém que lhe ame
Sem ninguém que lhe de um presente
Corre esperneia grita e chora
Pois essa tal "felicidade"
Ao seu lado chega
E logo já se transforma em saudade
O que? Quase o ouvi
Mas infelizmente não o vi
Pois embora o garoto
Pareça liberto
Esta preso em seu mundo
Fechado por um portão aberto
Isso para que veja as belezas do mundo
E perceba o quão pequeno é
Diante desse universo penumbro
Mas então vá garoto
Vá tentar ser feliz
Daquele jeito que sei
Que você sempre quis
Vá conhecer essas terras
Que dizem ser belas e ternas
Vá gritar aos ventos
E quem sabe um dia
Encontrar seus talentos
Vá ser você mesmo
Pra quem sabe um dia
Parar de viver sedento
Vá crescer e pare de chorar
Pra que sabe um dia
Aprender o que é amar
E assim em fim
Voltar á ao lado dela estar
A dor de amor
Pobre coração alvorecido
O teu sono é vinilo
E o teu despertar ominoso,
Choro, choro, de dor autousa
Lágrimas,
Que descem neste meu rosto greda,
Choro! Choro!
Pobre alma perdida
Na conjuntura do vazio escuro
Deste meu corpo morto por te herdado,
Hoo! Que Sentimento nociceptivo tu és amor.
Ah, pobre criatura,
forjaste em teu peito mil ilusões,
e agora choras tuas perdas.
Mas sabes bem, no fundo do coração:
nada perdeste,
senão os véus que te cegavam.
O vazio não se perde—
apenas se revela.
Oh, pobre criatura!
Não existe nada mais Consolador para um pobre pecador quando ele compreende que não tem participação nenhuma no plano de salvação de Deus.
