Palavras de Ordem

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A paz não é simplesmente ausência de conflito; é uma ordem suficientemente justa para que a convivência não precise depender permanentemente da força.

Toda ordem jurídica verdadeiramente iluminista carrega uma suspeita dentro de si: até a lei pode estar errada quando ninguém pode questioná-la.

Toda nova ordem enfrenta aqueles que perderão com sua existência e recebe apoio daqueles que esperam ganhar com ela; por isso, transformar uma estrutura política exige mais do que boas intenções.

A justiça não é simplesmente dar a cada um o que deseja; é construir uma ordem na qual o desejo individual encontre limites diante do direito do outro.

O Direito é a tentativa desesperada de colocar ordem no caos que o coração escolheu ignorar, transformando o perfume da juventude em tinta de carimbo e o suspiro em cláusula penal.

A forma mais elevada do prazer talvez seja descobrir uma ordem onde antes enxergávamos apenas o desconhecido.

O universo é tão vasto que nenhuma ordem humana pode confundir sua própria perspectiva com a ordem absoluta do ser.

O Estado que pune sem medida transforma a defesa da ordem em ameaça à própria liberdade.

O Direito não pode permanecer alheio à política porque toda ordem jurídica distribui poder, competências e possibilidades de ação.

Luz intensa revela sombras nítidas. O bem edifica em ordem e abundância; o mal destrói em discórdia e medo. Cada resultado é fruto da sua assinatura.

A ordem não é permanente.

A ordem surge, muda e se desfaz.

Paixão...


Fronteira entre a Ordem e o Caos

Alfabetizar o discernimento é desenvolver uma competência de segunda ordem: não apenas compreender informações, mas examinar os critérios pelos quais algumas recebem autoridade epistêmica e outras são desautorizadas.

Carlos Eduardo Balcarse

O conflito não é necessariamente a negação da ordem; muitas vezes é a força que revela sua verdadeira estrutura.

A primeira exigência da razão é compreender que nenhuma ordem jurídica pode abolir a ordem da realidade sobre a qual pretende exercer autoridade.

Toda ordem que nasce do conflito carrega dentro de si a obrigação de responder pelos excessos que produz.

A ordem jurídica é, em certo sentido, uma tentativa humana de transformar conflito em proporção.

Toda ordem jurídica é uma fotografia temporária de conflitos que continuam em movimento.

Toda ordem jurídica carrega as marcas das forças sociais que a produziram.