Palavra Sábia
Achamos que tomamos as decisões..más lá no fundo já sabemos qual ela é, como gostar de alguém é involuntário.
Saber-me não sei, diga-me quem sou
Digam-me, quem sabe,
Quem sou eu afinal. Sabes tu?
Sou por acaso, quem?
Fui ou serei o que ainda nem sei se sou?
Sou tua imaginação fértil,
Sua desgraça ou sorte
Que o tempo abortou.
Sou ciranda, serpentina,
Inquieta, bailarina, sabes tu?
Dizes quem sou.
Não sou de nada,
De ninguém,
Não fui, nem vou,
Além do além.
Diga-me, então se souberes
O que quero ou o que queres.
Sabes tu o que não sei?
O que não digo, nem direi?
Digas-me tu o que não sabes
Deste meu ser o que não cabe
E se derrama nas levadas,
Nos escombros, nas madrugadas
Que me leva a alma errada.
Diga-me, pois não direi
O que até agora não sei.
Estou no vento, na chuva,
Nas flores, no teu olhar escondido,
Num poema esquecido,
No que é morno, no que é feio,
No que dizem bizarro, não sei...
Sou profana, alheia, noite, tarde,
Estou no seio da verdade,
Não me escondo, não sou maldade.
Mas, mesmo assim, não sei,
Sabes tu? Digas, quem sou...
Dois jovens sem saber o que realmente querem...
Mal sabem eles que além do querer, existe um mundo lá fora...
Eles apenas querem um ao outro...
Eu realmente pensava 24 horas por dia nisso. Em não saber viver. Se criança eu não conseguia, imagine adulta. Como? Eu nunca vou conseguir.
No Puedo Ser Un Príncipe Azul
No Vienen En Un Caballo Alado
Pero Sabes Que Te Quiero
Porque Estoy Enamorado...
Ele observa. Eu sei.
Ele quer. Eu não.
Ele desiste. Eu quero.
Eu observo. Ele sabe.
Eu quero. Ele não.
Eu desisto. Ele quer.
'Quem sabe ainda sou uma garotinha', dizia a música. Que garotinha nada! Eu já sou quase mulher, com todas as responsabilidades que eu não pedi, mas que a vida me deu, com todos os problemas que me fazem exercer a maturidade que eu ainda nem tenho direito, mas que sou obrigada a ter pra não ser um ser estranho no mundo dos 'adultos'. Ao invés, de estar redigindo um texto sobre qualquer coisa importante de fato, estou em desabafo pensando que posso ser heroína ou fada de vez em quando. Pensando também que posso mudar o mundo com poucas palavras. E daí que alguém vai usar de má fé e copiar o que eu falo sem dar a menos importância pelo tais direitos autorais? Eu só estou mostrando ao mundo que se eu fosse a garotinha que a música declama, eu sairia todas as tardes sem rumo só para aproveitar a minha meninice!
Você me levou até a montanha mais alta
Longe do meu profundo desespero
E você não sabe o quanto eu preciso de você,
Ficar ao seu lado,Respirar o seu ar .
Fazer crítica é fácil até para quem não sabe fazer outra coisa, porém, senso crítico é arte, para poucos.
ACIDENTE NA AVIAÇÃO
Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa caixa preta
Para a gente saber
O que aconteceu
Com o air buss.
Aquela gente está
Debaixo do mar
Entre a França e o Brasil,
Então, não guarde segredo,
Podem estar vivos
E com muito frio.
Dentro do seu berço
Alguém pode nascer de novo.
As tuas verdades
Causam ânsia e pavor.
Boi, boi, boi,
Boi da caixa preta
Salva essa gente.
Mostra para a marinha
O novelo de linha
Que leva aos
Sobreviventes.
Que estranha e vil satisfação é essa que sentimos quando sabemos que ganhamos mais do que certas pessoas?
Que necessidade tão egoísta é essa de nos sentirmos melhor do que os outros?
Que dificuldade é essa de sermos quem somos com autenticidade e autonomia? Por que se pautar pelo padrão de sucesso alheio?
Por que o conceito que fazemos de nós mesmos se prejudica tanto quando notamos por qualquer motivo que somos piores do que os outros? Por que tamanho desgosto com o sucesso do vizinho?
Que dificuldade é essa que temos de entender que cada um tem o que merece, colhe o que planta, dorme na cama que arruma?
Que cegueira é essa que não nos deixa ver – ainda – que muitas vezes o sucesso alheio é uma imagem construída para consumo externo e que, intimamente, o outro é tão humano quanto nós, teme e se alegra como nós? Todos tem seus momentos de êxtase e seus momentos de miséria. Cada um, e apenas cada um, sabe a dor e a alegria de ser o que é, seja o rei, seja o andarilho.
Não sei a resposta para essas perguntas, mas sei em quem esses sentimentos costumam habitar: Nos pequenos.
A inveja é sentimento de gente pequena.
Eu quero saber quem inventou a distância, o infeliz que não sabia quanto doía. E por favor se o encontrarem assassinem-o... Ele está indiretamente me matando pouco a pouco.
