Palavra Sábia
Os tolos falam de algo que não sabe, Apenas para demonstrar uma sabedoria que jamais vão ter, pois se limita no que se tem certeza e não no esforço de alcançar a verdade
Coisa boa é gente simples e educada.
Sabe ser grata, agrada e transmite gentileza;
Fala com o coração; oferece café, sorriso, atenção e histórias mágicas.
Coisa boa é gente simples e educada, não segue rótulos, ri de si mesma, olha nos olhos, se coloca no lugar do outro e a quem precisa estende a mão;
Aprende, ensina, dá conselhos, valoriza a amizade e o conhecimento.
Coisa boa é gente simples e educada; sua alma e energia reluz; ama os animais, ama gente e ama a vida.
Gente assim, não é ser menor ou maior que ninguém, é apenas SER. Que não seja raro, porque gente simples e educada, faz muito bem e é sempre necessário.
Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.
A gente cansa, sabe? Cansa de ser romântico com quem não sabe o que é amor. Cansa de ser compreensivo pra quem só é intolerante. Cansa de ser gentil pra quem é arrogante. Cansa de falar o que sente porque vamos ser ignorados.
A gente cansa de tantas coisas… E eu simplesmente cansei.
Sabe, prefiro meu cachorro a qualquer homem do mundo. Chingo ele, deixo sem comida, e boto pra dormir na rua, mas quando eu abro a porta no outro dia ele vem correndo lamber a minha mão.
Eu nunca quero ter certeza de tudo na vida. Acho que amar é isso. Saber dar sem garantias. Sem exigir nada em troca. Arriscar, acreditando que vai dar certo. Sem olhar pra trás e se arrepender porque deu errado ou porque não era bem assim que você planejou. Acho que amar é incondicionalidade. Não ter prazo de validade. Não sei nada sobre amar, mas desconfio que não tem nada a ver com certezas.
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
Que adianta ter tantos amigos? O importante mesmo é saber: quando você precisar quantos vão estender a mão?
Sabes-me tão bem
Os teus beijos sabem-me a doçura e os teus abraços a confiança. As tuas palavras são a trilha de uma estrada onde avançamos juntos, de mãos dadas e a sorrir. Tens um olhar que me ilumina na escuridão e um sorriso que me faz esquecer o mundo e viver para ti. No teu toque sinto a seda pura, leve e brilhante que me faz tremer, não por ter valor mas porque é bela, é única e feita por uma grande obra da humanidade, tal como tu. O teu jeito de andar é incomparável, reconheço-o ao fundo de tudo, no meio de todos. Reconheço o teu corpo em qualquer multidão, identifico a tua voz entre tantas outras. Asseguro-me que são as tuas mãos que tocam nas minhas, mesmo de olhos fechados e distingo o teu cheiro entre o meu, quando se entranha na minha roupa. Não és melhor, nem pior, nem maior, nem mais grandioso… és uma mistura de imensas qualidades que te definem e de defeitos que te respeito. És apenas tu, o homem que amo, a força que me levanta e a corda inquebrável que nos liga aos dois num simples sentimento que nos é comum. Não interessa o passado nem o futuro. Somos um presente… somos só nos dois.
Marcela tem medo da solidão. Fecha os olhos pro mundo procurando enxergar o infinito. Ela sabe que tem algo além do certo. Além do que é permitido. Tem o mar além do aqui. E tem um aqui onde ela quer estar.
Marcela foge do chão. É muito chato ter os pés fincados na realidade. Vai procurando ser alguém, vai sendo ela mesma sem querer, vai se ajeitando sem perceber.
Nos momentos de dor, surgem as possibilidade de mudança,ganhamos sabedoria e experiência para caminharmos pelos caminhos certos.
E então dance se você quiser dançar
Por favor irmão, se dê uma chance
Você sabe que eles irão
Em qual caminho quiserem seguir
Tudo o que sabemos é que nós não sabemos
Como vai acontecer
Por favor, irmão, deixe acontecer
Esquivar-se da vida não vai nos deixar entender
Que somos todos parte do plano-mestre
É perceber que talvez amar seja outra coisa. É sentir-se leve e livre. É saber que o coração dos outros não lhe é devido, não lhe pertence, não lhe cabe por contrato. A cada dia você deve merecê-lo. E dizê-lo. E dizer a ele. E compreender pelas respostas que talvez seja necessário mudar. É necessário mudar. É necessário ir embora pra reencontrar o caminho. Fabio que me olha bravo, de pé diante do portão.
E diz que não, que estou errada, que somos felizes juntos. Agarra meu braço e aperta com força. Porque, quando alguém que você deseja se vai, você tenta mantê-lo com as mãos e espera assim prender também seu coração. E não é assim. O coração tem pernas que você não vê. E Fabio vai embora dizendo você vai me pagar, mas o amor não é divida a ser liquidada, não dá créditos, não aceita descontos.
Como é doído saber que tudo que eu queria escapou de mansinho, da mesma velocidade que chegou e dominou meu coração.
Ele possui as chaves do incognoscível, coisa que ninguém, além d’Ele, possui; Ele sabe o que há na terra e no mar; e não cai uma folha (da árvore) sem que Ele disso tenha ciência; não há um só grão, no seio da terra, ou nada verde, ou seco, que não esteja registrado no livro lúcido” (6ª Surata versículo 59)
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