Paixão x Amor
Meu vício
Teus olhos são dois versos
Que me custam decifrar
Teu lábio um labirinto
Que me perco de olhar
Teu abraço é um laço apertado
Impossível de esquecer
Parece um abraço de urso
Que me devora sem perceber
Justo eu que nunca dei um trago, hoje te trago
Justo eu que nem sei nadar
Pulei de cabeça nesse olhar
Não sei se mereço tanto
Mas por favor
Fique mais um tanto
Poema de #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 09/03/2020 às 17:00 horas
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
minha existência emocional
depende exclusivamente da tua companhia
a física não
até me surpreendo
mas consigo ficar algumas horas distante de ti
algumas inacabáveis horas
que me fizeram redescobrir o tamanho dos minutos
e o quanto os segundos podem parecer uma eternidade
livros de autoajuda ou palestrantes renomados
dirão que é o cúmulo da loucura
depender emocionalmente de alguém
assim de uma forma tão intensa
pobres intelectuais de bibliotecas
nunca sentiram dentro de si
esse vulcão sempre em erupção
apelidado de amor
chamam-me de besta, tolo ou ignorante
mas carregarei dentro de mim
até o último dos meus dias
a certeza de que
na obscura viagem que é a vida
observei atentamente pelas janelas da alma
cada detalhe dessa infindável paisagem
Um viva
Um viva, pela vida,
Seja ela como for...
Fez de mim um homem livre
Pra vivermos nosso amor.
Não me tenho no teu corpo,
Não me sai o nosso amor,
Sou em tudo uma parte
Do que te falta como sou.
Um viva pela vida
Que nesse amor nos viu nascer,
Um viva pela vida desse amor
Que nasceu pra não morrer...
Edney Valentim Araújo
1994...
E hoje fico sem jeito
Sorrindo sozinho
Lembrando momentos
Versando sentimentos
Fico sem jeito, pensando em ti
Querendo razão
Querendo pedir
Sua aparição
Entreguei-me naquelas mãos
Convidei-a para ser minha estrela
Passarmos juntos uma madrugada
Luzir minha noite, eu, ela e mais nada.
Encontrar
Ouço o meu silêncio
Seus segredos revelar...
Tudo eu lhe diria
Se me quisesses escutar,
Mas o silêncio já revela
Que não deixo de te amar...
Quem te pode me afastar
Desse amor que em mim há,
Não há distância ou barreiras
Que nos possa separar.
O que me espera nesta vida
Já não careço mais buscar,
Pois é você, ó minha amada,
Que eu precisava encontrar...
Edney Valentim Araújo
1994...
SONETO PLENO
Amando, soando o coração, mão nervosa
Suspira. A emoção sai da poesia, excitada
E toma-lhe, a palpitar, a prosa apaixonada
Em uma inspiração com estrofe carinhosa
Tenta a ideia romântica: verseja com rosa
Inspira. E a rima, assim, do amor é retirada
Com afeto em que o desejo brota do nada
Seduzindo a trova numa louvação gloriosa
Pega o pensamento, doma a ode em cena
De satisfação, liberta as palavras apertadas
Na solidão, e as busca da sensação secreta
E, assim, tão profundo, no delírio do poeta
Em gritos de triunfo, e clausulas douradas
Ao pé do mundo, confessa a sua obra plena...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/03/2020, 06’36”- Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Onde podemos amar por extenso?
há um nada de concreto
nestas eloquências passadas e futuras
um pequeno quê na verdade com que amo
nesse local certo em que existes
no tempo em que estamos
como se nunca houvesse outra forma de estar
outra forma de existir e aí juntos apenas fossemos
a verdade com que somos…
amar não é apenas dádiva ou gesto,
tão pouco chega a ser palavra
amar é uma forma de existência terrena
uma forma de perpetuação da correspondência
uma forma de divindade do corpo…
onde podemos amar por extenso?
não sei, não me preocupa a definição
talvez seja céu, Olimpo, paraíso
ou esse azul-brilhante dos dias
ou no negro perfurado pelas estrelas
não sei onde, mas sei que essa extensividade,
esse amor por definir, apenas faz sentido a dois…
apenas faz sentido ali, enquanto damos existência,
enquanto nos damos…
Alberto Cuddel
26/02/2020
16:03
In: Nova poesia de um poeta velho
Me perco, e me acho...
Teus olhos me abraçam e o macio da sua pele me aquece, teus cabelos perfumam o ar, e teu sorriso ilumina o meu.
Tem dias que fujo de ti, e outros que queria fugir... Mas não dá.
Tudo isso acontece ao mesmo tempo em que mantenho minha boca fechada, e daí em diante começo a falar com os olhos, eles amam seu rosto e todo o resto, ele te suplicam em silêncio, que seus olhos cruzem os meus, pra ficarmos assim, dois bobos desconsertados e de voz falha.
Isso sei eu que tu sabes bem.
A gente se soltou, mas não foi porque caímos na rotina, ou porque esfriamos, muito pelo contrário, a gente ardia em chamas.
Nós éramos fogo, brasa, paixão, ardor.Éramos bagunça e confusão.Era barulho, era tesão!
Éramos carnaval fora de época, em qualquer época do ano.
Vivíamos como nunca, vivíamos pra sempre, e não éramos mais um clichê.
Você e eu, quase uma poesia, talvez barroca, dessas que transmite muito bem a nossa dualidade.
Divididos entre o certo e o errado, o pecado e o correto, o amor e o ódio, divididos entre eu e você!
Era exatamente assim, esse alarde de vida, essa intensidade na paixão,
Altos goles de orgulho,vários vinhos do bom!
Pra morar
Estou vivendo neste mundo,
Onde um dia em mim
Te vi nascer...
Estou vivendo neste mundo,
Onde a vida se refaz a cada dia
Se eu me encontro em teu olhar...
Estou vivendo neste mundo,
Onde temos um só coração
E a vida inteira pra morar...
Estou vivendo neste mundo,
Onde tudo quanto há
Só me faz querer te amar...
Edney Valentim Araújo
1994...
Me apaixonar foi como cair
rápido, forte, assustador, de tirar o fôlego.
Sem rodeios, foi certeiro,
só lembrei da dor quando alcancei o chão.
Pensei apenas nas sensações,
aquelas que senti durante a queda
libertação, emoção, raiva, excitação
todo o turbilhão de sentimentos
cegaram-me até o momento
que finalmente senti a colisão.
Quando caí não senti medo
nem rancor, nem mesmo mágoa.
Não consegui sentir mais nada,
apenas a falta de algo que perdi
algo que foi maltratado
e usado como decoração
aquele mísero objeto,
que se chamava coração.
Depois, foi apenas escuridão
agonia que marcava o dia,
tristeza que embalava a noite,
e as horas como inimigas.
Mas o destino traiçoeiro
o mesmo que levou-me ao inferno,
fez-me deixar o chão e abrir os olhos
para a imensidão do céu
e o infinito das estrelas
E a dor ficou minúscula.
Eu cai tantas vezes depois
por razões e ilusões diferentes,
até perceber que a errada era eu,
e não os motivos falhos.
Cair era sempre o mesmo
rápido, forte, assustador, e de tirar o fôlego
até eu parar de me jogar
e apreciar a vista.
Não caí por mais ninguém
se alguém realmente me quisesse,
que voasse até mim!
E assim foi até a pessoa certa chegar
aquela na qual eu não quis pular,
e sim dividir as nuvens.
Então, amar não foi como cair
o coração foi curado, não retalhado
os dias não foram mais agonia,
nem as noites vazias e frias…
Não perdi mais nada,
só adicionei.
O amor trouxe todos os tipos de beleza
todas as que estavam ocultas
pelos olhos da tristeza,
e mesmo dias de tormenta nos fazem perceber
que viver é uma oportunidade única
e devemos apreciar as pequenas coisas,
aquelas que podem consertar a alma
quando você não caí,
e sim voa.
Eu pensava em todas as coisas ruins q aconteceram entre a gente..
Esquecendo tudo de maravilhoso q vivemos. Momentos únicos.
Momentos q eu faria qualquer coisa para reviver.
