Paixão e Saudade
Emergiu no que não disse;
Bebeu tequila e
misturou com saudade.
Secou na ressaca
na pior das ressacas.
Ressaca que a sacou
feito arma...
Misturou saudade
com tequila
vomitou amor.
Saudade. Das risadas despreocupadas. Do coração preenchido. Das preocupações bobas. Dos medos ingênuos. Das brigas de mentira. Dos planos compartilhados. Dos sonhos impossíveis. Das rotinas. Da monotonia. Do todo seu. Do todo sua. To todo meu. Da raiva momentânea. Do amor permanente. Da dificuldade superada. Das conversas insanas. Das conversas do cafuné. Das conversas do olhar. Do achar. Do me encontrar. Do morar dentro dos olhos. Do ter um morador dentro dos olhos. Dos abraços longos. Das borboletas no estômago. Do agradar. Do proteger. Do cuidar. Do ser cuidado.Do meu. Meu bem
Sabiam que nem toda distância precisa ser saudade. Que nem toda ausência precisa ser solidão. Que todo o amor que tinham ainda estava ali, litorâneo por todos os lados, margeando suas distâncias, devolvendo-os para o centro de si. Pensava nele como um país distante onde gostaria de ter nascido, para o qual sentia que, embora jamais fosse voltar, sempre estaria ligado. Em outro tempo, em outra vida, vai ver que um foi casa do outro.
E o que restou de nós senão uma amizade, dessas mansinhas, perto da saudade e longe de toda loucura que a paixão nos provoca.
Saudade
A saudade é uma coisa muito cômica, ela simplesmente te deixar louco de vontade de agarrar, beijar e namorar muito aquela pessoa querida, porem ela machuca muito quando você esta a varias milhas de distancia do seu amor ......... sabe o que é mais incrível nessa relação de amor e dor; ele faz parte de uma relação inteira e não é como a paixão quer se transforma em amor, a saudade meus amigos é necessária para amar .......
Hoje eu chorei.
Hoje chorei por você.
Hoje não consegui segurar e chorei.
Hoje a saudade doeu mais.
Hoje, diferente das outras vezes, não segurei as lágrimas.
Chorei.
Senti molhar meu rosto.
Quis controlar meu pranto, mas não deu.
Chorei de saudade.
Chorei com muita saudade.
Chegou a doer em mim.
As lembranças e a distância me torturam.
A distância é grande.
A saudade, maior ainda.
A vontade, nem se fala.
A ausência é dolorida.
Hoje está doendo mais do que o costume, apesar de eu não me acostumar. Me recuso a acostumar. Não está nos meus planos acostumar.
EM CADA FEVEREIRO DO MEU SER
Em cada fevereiro do meu ser,
Existe uma saudade adormecida!
Que um dia foi tirada abruptamente
Sem um beijo, sem uma despedida!
Definitivamente, não gosto de surpresas
Prefiro resguardar-me na monotonia.
Do cotidiano, dos hábitos, da rotina!
Resta-me seguir sem entender:
Por que tantos duvidáveis porquês?
A vida nos guarda surpresas!
Invariavelmente a vida se vive
Pelo que se constata nossa retina
São momentos felizes, tristonhos...
Mas, essencialmente de incertezas!
ANDO COM SAUDADE DE MIM
(Do recital Noites Ensolaradas)
Ando com saudade de mim...
Do meu jeito de ser
Do que aprendi pra viver.
De todas as nossas vontades
Quando em meus braços
A toda hora acolhia você.
O tempo anda corrido.
Já não paro para pensar
A pressa tem me subtraído.
Meus pensamentos vão à toa
Navegam em mares distraídos
E ignoram meu próprio olhar!
Ando com saudade de mim...
O tempo tem me consumido
Às vezes, até, sou tomado de assalto
É mas a vida é mesmo assim.
Por vê-lo passar tão rápido
Nem consigo separar herói de bandido
Ando com saudade de mim...
Com saudade daquele beijo
Saudade do seu abrigo, sim!
Saudade dos meus discos
Daquela nossa cantiga
Sinto saudade do passado
Dos meus livros, do seu sorriso
Saudade dos nossos retratos
E é saudade que não tem fim!
MADRIGAIS
(POEMA CANÇÃO)
Tudo aqui lembra você
Mesmo quando a cidade
Me sufoca de saudade
Bem dentro de mim...
Toda cidade é você!
Até a brisa do mar
Que soprava sem parar
Aquecendo nossos corpos
Acordando o prazer
Em mim toda cidade é você!
Eu te tocava como quem toca uma arpa
Eu te queria como a noite quer o dia!
Corpos trêmulos de amor
Na suave brisa da manhã!
Quando era noite...
Tinha você como um açoite
Corpos, canções, recitais
Despertávamos mais um dia...
Pois, sabíamos que outros dias...
Eram noites em madrigais!
A ESMO
A esmo perco a noção
Do tempo, das horas!
Se a saudade me lembra
Reviro a página do dia
D'angustia, do pensamento
Sigo a reta, vou embora.
Com que pernas devo
Fazer esse caminhar?
Com pernas de aventureiro!
Precisando d'água, do sol
Do vento no firmamento
Na reluzente calmaria
Que sopra leve no arrebol.
E depois do banho da chuva
Lavada minh'alma
Meu corpo pedir calmamente
Que me entregue por inteiro
Descubro que é dormindo
Que esse sonho sem rumo
Me leva ao paraíso.
Aí, como um faz um amante
Ao ver chegar a noite sorrateira
Me contorcendo me aprumo
E volto. Volto sem medo
A passos longos e céleres
Sem limites, sem fronteiras!
Hoje bateu muita saudade,
Queria muito te ver.
Então olhei para o céu mirando a estrela mais brilhante.
Não adiantou nada,
Só você supre meus olhos, não há brilho semelhante.
