Pai Nao Entende nada
Tantas escolhas para soma de um resultado fajuta, sem verdade nenhuma em nada que faz, é escolher andar pra trás.
Em certos momentos da vida quando nos deparamos com o nada, em que o nada queremos, falta vontade, falta luz, falta dia...falta... E onde tudo falta sobra a reclusão para aquele cantinho só teu... Tu o silêncio e mais ninguém.
A natureza do tempo é passar, levar muitas coisas e trazer muitas outras mas, acima de tudo nada fica oculto debaixo de suas asas, ele é implacável com as mentiras, com as inverdades e principalmente com as pessoas duas caras.
O mundo material e o nada estão separados por uma linha tênue, basta meio passo para atravessá-la e não mais retornar. Valorize o mínimo suspiro, cada amanhecer, cada sorriso, cada lágrima pois o amanhã não respeita planos.
"O palhaço 🤡 faz rir o público, mas o que o público faz para alegrar o palhaço 🤡? Nada. Isso nos faz lembrar que a felicidade dos outros não está no nosso controle, mas a nossa felicidade está no nosso controle."
Eu sinto muito, desde amor ao ódio, desde o nada ao tudo. E eu sinto muito sentir muito. E também sinto muito não sentir nada, sobretudo quando já senti tanto...
De nada adianta ter dado a "volta por cima", se você a deu para trás.
Por cima ou por baixo, o mais importante não é a volta em si, mas a direção da mesma!
Melancolia descrita por uma criança confusa e talvez melancólica.
Melancolia é o nada que sobra depois de comer uma banana, Só os restos dela talvez algo que já foi bom ou ruim mas que agora é só um vazio. Melancolia é o nada mais profundo que tem é olhar pro céu nublado não ver as estrelas. É a sensação de todos os dias serem iguais e de morrer antes de morrer.
É belo e triste.
Todas as coisas possuem um fim graças ao princípio de que podem ser esquecidas. Nada sobrevive ao esquecimento.
Primeiro Amor
Nenhum amor é como o primeiro. Veja bem, nada se equivale ao sentimento amor, mas o primeiro em si é uma explosão.
É como se cada molécula do corpo experimentasse algo mágico, algo novo. Como se aquela mensagem fosse a mais importante de todas, só de ouvir o telefone tocar, as promessas que soam como eternas, cada sorriso, cada segredo, enfim, nada é comparável.
Mas na mesma proporção está a dor do fim de um amor que foi o primeiro.
Como se toda palavra escrita, dita ou poetizada, tivesse sido uma lona de mentiras. E a eternidade juntos significasse tão pouco ou quase nada.
É incomparável, de fato.
Porém, trago esperança ao coração aflito, pois todo coração é regido pelas leis do amor, e não se curvam ao sentimento imposto pelo fim, mesmo que toda a dúvida imposta diga que você não é capaz de amar novamente. Embora se sinta incapaz de sentir ou nunca sinta nada igual, nenhum amor é igual a outro. Encontrará a sabedoria nas dores do passado, e o exílio nos amores que imperfeitos, você se permita sentir, pois não se igualam ao primeiro, mas sendo o que são, podem torná-lo feliz como jamais foi.
Nada dá mais sentido a uma existência do que o medo. O homem temente a morte, valoriza sua família. Quando tem medo da solidão, valoriza sua companheira. Quando tem medo do escuro, um único fio de luz na janela é o seu farol. A essência da existência do homem, são os seus temores.
E AGORA, POETA?
Meus passos desconexos
procuram nada mais que o destino,
meu olhar percorre o infinito
divagando a esmo,
sigo por ruas incompreendidas,
vou como quem soletra o coração,
descrente daquilo que já nem cria,
nas entrelinhas a seguir em solidão,
cúmplice da minha hesitação,
se sou o último ou o primeiro, nada sei,
só sei que sinto falta de mim,
porque em mim só vejo o meu eu,
desperto, disperso, e penso na vida.
Autor Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Livro: A poesia da calçada não vende ilusão (2020)
20 de outubro- Dia do poeta.
