Pai Nao Entende nada
Retornar significa nada menos que a morte. À frente está o medo da morte, e além dele, a vida eterna.
Pressentimento ruim,
Breve virá o fim,
Dor de dilacerar um rim,
O mental é o estopim.
Nada mais resta fazer,
Dor e lágrima a cozer,
O caminho a escurecer,
Olhos a esmaecer.
Criminosa solidão,
Domina o coração,
Caiu o próprio sermão,
Veio o apagão!
Entenda que nada é imprescindível nessa vida. Tudo que aprendemos a receber e aceitar temos que saber deixar partir e seguir adiante quando é preciso. Se chama crescimento.
Estou no Meio do Nada e o Nada é Tudo
Autor: Juvenil Gonçalves
Estou no meio do nada.
E o nada, imenso, me circunda
como um deus sem rosto
respirando dentro das coisas.
Nenhuma torre rasga o horizonte,
nenhuma máquina catequiza o silêncio;
há somente o campo —
essa gramática antiga da eternidade.
O vento passa
com sua túnica invisível de monge,
e as árvores, imóveis sacerdotisas,
celebram liturgias de sombra e seiva.
Aqui o tempo desaprendeu os relógios.
As horas não marcham:
germinam.
O barro conhece meu nome
com uma intimidade mineral;
a água do poço me olha
com olhos anteriores ao homem.
Estou sozinho,
mas a solidão é uma multidão de presenças:
o inseto que cintila na relva,
o pássaro que costura o crepúsculo,
a rã que filosofa no brejo
com sua metafísica de água escura.
Tudo parece pobre
aos olhos da cidade —
e contudo há uma opulência secreta
na ferrugem do arado,
na fumaça subindo do fogão,
na lentidão sagrada dos animais.
Porque o nada
não é ausência.
O nada é o ventre original
onde o mundo repousa
antes de virar ruído.
E eu, perdido no ermo,
descubro enfim
que os homens morrem de excesso,
mas a alma floresce
quando aprende a caber
dentro do infinito vazio.
Estou no meio do nada.
E pela primeira vez
tudo existe.
Outono
Há dias em que acreditamos
que nada se move,
que o cinza se instala
e o vento só traz despedidas.
Mas o outono sussurra
que a mudança não chega de repente:
ela começa em pigmentos,
em tons que ardem nos olhos —
laranjas, vermelhos, amarelos,
um fogo silencioso antes da queda.
As folhas cedem devagar,
soltam-se em coragem,
aceitam o chão
como quem aceita o próprio destino.
A árvore, nua,
não é fraqueza —
é força em repouso,
guardando em silêncio
a seiva da próxima primavera.
Assim somos nós:
precisamos perder camadas,
despir memórias,
para que o novo encontre espaço.
Resiliência não é resistência:
é confiança na passagem,
é coragem no cair,
é força no recomeçar.
O outono nos ensina:
a beleza também está
no processo da despedida.
Nada frustra os planos de Deus: nem a falta, nem as regras, nem as barreiras humanas — quando Ele chama, a travessia acontece.
Apesar de saber que nada dura pra sempre tem coisas tão especiais na nossa vida que a gente queria que fosse. E por isso zela com carinho, cuida como se fosse um cristal só pra burlar a lógica do tempo e fazer com que durem um pouco mais.
“Nada é mais forte do que um jovem que transforma sua formação em voz, sua voz em influência e sua influência em mudança.”
VERSOS PERDIDOS
Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.
Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.
Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.
Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.
"A gratidão é a linguagem secreta da alma que reconhece a ordem invisível do universo. Nada é dado ao acaso porque cada instante carrega uma semente de sentido, e cada dádiva, por menor que pareça, é sinal de que a vida continua a se revelar. Aquele que agradece não apenas recebe, como se alinha ao fluxo silencioso que sustenta todas as coisas."
Quando a gente ama,
aparência nada manda,
mas a honestidade...
Pois tudo é ilusão,
só não,
a fidelidade!
Muitos buscam pelo prazer,
que depois acaba em confusão,
trocam a paz por nada
e passam pela vida em vão!
O caminho para evitar decepção: fazer o que estiver ao seu alcance sem esperar nada em troca e confiar desconfiando.
Nada do que você está construindo, é seu.
Daqui 2 gerações, alguém estará com a posse e você nem terá os créditos.
Deixe seu legado, mas não somente com algo físico ou perecível. Deixe sua mensagem, sua história, algo esquecido, mas recuperável.
