Pai Nao Entende nada
Dizem que não se leva nada dessa vida, mas é um ledo engano se leva tudo o que a gente fez e o que faz com ela.
Loucura é alguém menosprezar a nossa inteligência, achando que a gente não sabe de nada, no entanto a gente até acha graça porque já sabe é de tudo.
Se o cansaço esgotou todas as tuas expectativas, não faça mais nada e cala- te e deixe Deus agir em teu silêncio.
Não adianta dizer que amas ou perdoas se no fundo odeias e guarda rancor, pois nada fica obscuro e impune aos olhos do Pai.
Porque não é preciso precisar nada.
Trocar o foco pelo dinamismo, as convicções pelo fluxo de idéias e contradições possíveis. Deixar de ser pedra e fazer parte de um edifício. Não ser, apenas poder, estar, transformar, amar, errar. Arrepender-se, levantar-se e surpreender-se com cada passo dado em direção ao que não existe
Hoje a cidade de São Paulo está fria e molhada.
Há muita gente nas ruas.
Gente que não tem nada.
Há prédios inteiros desocupados.
Há gente usando máscara.
Há povos desesperados.
Enquanto isso, na ciranda, há um grande reboliço...
Estão todos se perguntando: O que Felipe Neto diria disso?!
Da varanda olho a lua
Parece nao corresponder
E é assim quando eu te olho
Nada parece ter poder
Como queria que notasse
Na minha forma de dizeeer
Como queria que soubesse
O quando eu quero você...
Viver não é nada extraordinário,
se não fizermos algo relevante
algo extraordinariamente belo
e necessário, enquanto vivos.
Viver não significa nada
se não experimentarmos
o êxtase e o encanto
de um verdadeiro amor.
Penso, e isto não é nada novo, que apenas criamos as artes, com um único fim, por tantos meios, em suas diversas nuances, como desculpa para existirmos em relativo conforto diante do caos..."
"Se alguma coisa imperfeita ainda te faz falta, é porque não estás completo, do nada que é a plenitude dos homens."
O homem não é nada no contexto do universo, quando queremos ser grande coisa, isso é para outros nada como nós... está portanto justificada a nossa débil presunção.
“Não desejo convencer ninguém, nem ganhar qualquer discussão, não pretendo ter razão sobre nada, apenas almejo o direito de ter opinião”
Não somos nada, poeira cósmica, partícula de pó,
vivificados pelo espírito santo
da vaidade..
Tudo que fazemos é em busca de aprovação, de aplausos
de Deus ou dos homens.
Quando deveríamos ser movidos por amor, por fazer o bem, não por interesse, mas isso não acontece com ninguém..
No final tudo é uma questão de estímulo e recompensa.
Quando fores a uma exposição
ou galeria de arte, não toques em nada
o divino está na contemplação.
A beleza deve ser sempre preservada da posse
tuas mãos não foram feitas pra pensar
usa a mente, o êxtase do encanto
reside em contemplar.
Não confundas a arte com mulheres
que se usa as mãos para tocar.
Veja a arte como flor imarcescível
nuncas sabes que matéria ele usou criar.
Vertigem do Nada
Há um buraco no centro do peito,
não é dor, não é falta, é vazio.
Um eco que grita sem nome, sem rosto,
um abismo que engole o que antes era rio.
As estrelas são olhos mortos no céu,
testemunhas frias daquilo que somos:
poeira sem rumo, sem forma ou destino,
fantasmas que ao nada vagando retornam.
O tempo, carrasco sem face ou clemência,
sussurra promessas que não pode cumprir.
Cada instante é um fardo, uma farsa,
um passo mais perto do eterno cair.
E quem sou eu neste vasto deserto,
senão sombra que sonha ser luz?
Um verbo calado, um silêncio sem versos,
um grão de areia que o vento conduz.
Procurei na matéria, no espírito, no verbo,
mas o Nada me encara, imóvel, voraz.
Sou apenas o medo vestindo a esperança,
um eterno adeus a tudo que jaz.
Se há sentido, ele dança no escuro,
esquivo, risonho, a zombar do querer.
Mas na borda do abismo, ainda respiro,
porque mesmo no Nada, há ser.
Nada me inspira mais do que a raiva. Não essa raiva histérica, superficial, que grita sem saber por quê. Falo da raiva que nasce do abuso, da injustiça cotidiana, do silêncio imposto aos que ainda têm alma. A raiva que surge quando vejo gente boa sendo engolida por um sistema que premia a mentira, que endeusa o disfarce, que trata a hipocrisia como virtude social.
A indignação me dá vida. Me acorda. Me empurra pra escrita. Não sou movido a paz interior, nem a frases de autoajuda. O que me move é o desconforto. O que me guia é a vergonha de ver o mundo como está e fingir que está tudo bem. Eu não me adapto, não consigo. E não quero.
Escrever, pra mim, não é florescer: é rasgar. É reagir. É cuspir de volta o que me enfiaram goela abaixo. Minha arte não é gentil — é necessária. É a forma que encontrei de não enlouquecer. Porque se eu me calar, se eu aceitar, se eu sorrir junto, aí sim estarei perdido. A raiva me lembra que estou vivo. A indignação me prova que ainda sinto. E enquanto isso durar, ninguém vai me domesticar.
