Padre Fabio de Melo Cultivo
Sabendo agora da recuperação de Vanusa voltando a respirar sem aparelhos e lembrando que dias atrás a filha se despedindo lembrei de uma colega hipocondriaca cujo pai tinha uma doença prostática só não sabia, "a dúvida é o preço da pureza". Um dia um chefe do setor disse pela manhã: - O pai de fulana... Morreu?! Não, tá bem mal, hospitalizado. Essa doença é fogo! Ela tirou uma licença do trabalho para acompanhar. Um mês depois quando a licença acabou voltou com o olhar perdido, aspecto depressivo. A gerente entrou na sala e perguntou pelo pai dela, ela disse que continuava na mesma. Já tava até vendo a esposa, mãe dela, no céu se abrindo chamando-o. A gerente comentou, ir, é um aviso, tem jeito não. Pois é... comentou. Que horror! Quanta negatividade! Comprei a vida, digo, briga do velho, passei a orar por ele diariamente. Só sei que os dias foram passando o velho resistindo, e passando e nada do que parecia certo, suprendentemente ia até apresentando ligeira melhora. Comentei com outra colega: Olha! Ela disse: É a melhora da morte! Minha nossa! E ele foi melhorando, melhorando, melhorando até receber alta. Sabem o que era, era uma virose que devido a idade avançada, sistema imunológico não é mais o mesmo, mas, ainda funciona. - 05.1.2020
Já reparou que temos uma misteriosa mania de nos despedirmos de quem parte para o além, como se fôssemos durar muito aqui, ou por toda a eternidade? Esquecendo-nos de que podemos partir no mesmo dia, no outro ou num intervalo bem curto de tempo, em que se foi aquele ou aquela dos quais nos despedimos?
Caso tenha jeito, use uma vírgula...
Caso não tenha muito jeito, mas vale a pena tentar, use um ponto e vírgula...
Caso não tenha jeito de fato, use um ponto final...
E no caso do ponto final, pule a linha e escreva um novo parágrafo.
Se contar até dez, respirar fundo e dar um tempo não foram suficientes, lamento, mas nada mais a fazer.
Num mundo onde seres humanos caminham como uma boiada cansada em uma tarde triste de domingo, prefiro observar absorver tudo ao meu redor, não pra copiar mas porque viver no "modo avião" só aparelho eletrônico!
Não é a meditação na infinitude, muito menos na longevidade, que leva o homem consciente à loucura e perturbação mental. O que perturba esse tipo de meditador, é exatamente saber que por ser conhecedor de que a vida humana é tão insignificantemente banal, o homem consiga elaborar tantos devaneios. Devaneios estes, diga-se, que causam sua própria perdição.
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Sobre a "eterna" perda:
Sei muito bem o que isso representa. Essa dor aguda, profundíssima na alma, causada pelo abismo da "inexistência"
Ai do dia em que minhas dita "insanas" e enigmáticas elucubrações, ora [propositalmente] ignoradas, se cumprirem. Pois nesse dia cumprir-se-á como está Escrito: "os homens morderão a língua de dor".
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Cândida Dourada
Óhhh tu,
Exuberante, meiga e sensibilíssima mulher.
Cuja coma loira ,
assemelha-se a fios de ouro dourado.
Face fina e elegante,
como os aspectos das deusas Musas.
Tua casa no alto monte,
é como o palácio plantado encima do Hélicon - (habitação das Musas).
Tua cútis tão macia quanto aos macios pêlos
das ovelhas monteses,
que degustam a mais esverdeada relva.
Como as cortinas níveas das antiquíssimas terras das arábias.
A ti, *GEANY*, nestes *DIAS* ,
Em que sobre mim repousa o espírito dos deuses da inspiração,
endereço-te esta mini poesia lírica!
Em tua alma lida como doce canção.
Que minhas belas palavras sejam semelhantes ao mais puro vinho,
A ti servirem, como servem aos Numes,
O habilidoso escanção!
Faça coisas novas!
Oferecer ao nosso cérebro uma experiência além do que ele está acostumado a fazer o força a criar soluções novas para resultados que desejamos ter.
De uns tempos pra cá passou-se a se chamar favela de comunidade. Só que o fato de mudar de nome não mudou de fato! Aliás, comunidade continua um título preconceituoso. Outros cantos de chamar bairro: Bairro de Boa Viagem, bairro da Madalena, Bairro do Espinheiro, ou simplesmente só pelo nome da localidade direto sem o substantivo: Dois Unidos, Dois Irmãos, Casa Amarela... Mas agora é comodidade, é Comunidade da ilha do rato, Comunidade do Entra a Pulso, etc... O nome disso é dourar a pílula.
O que é o amor?
O amor é algo que se sente não e algo que se vê, é difícil de explicar, difícil de entender. O amor é algo complicado, pois com um simples olhar, podes ficar apaixonado como te pode deixar atordoado ou deixar-te o coração despedaçado
Dona Lia morava numa área pobre, mais precisamente numa favela, aqui no Recife, ai todo mês tínhamos a ideia, na sala que trabalhava, de fazer uma vaquinha e pedir pra dona Lia cozinhar pra gente algo diferente todo final de mês pra variar, almoçar. Pirão, feijoada, dobradinha, mão-de-vaca e assim vai, essas comidas da pesada e substanciosa. Ai uma vez, Vera, uma das colegas foi levar os ingredientes pela manhã para preparar, o prato diferente daquele mês e voltou comentando que dona Lia parecia uma doida, pois ao se aproximar da casa dela, viu-a dançando sozinha ouvindo o rádio de pilha. Mas era próprio de dona Lia essa alegria sem porque, frequentadora assinou-a, inclusive, todo ano, do Festival de Seresta realizado em nossa capital no Marco Zero, não perdia um, voltava tarde da noite no primeiro bacurau e também gostava de carnaval. Dona lia não tinha carro na garagem, era pobre, morava numa casa simples na Ilha de Joaneiro, área de conhecida e extrema periculosidade, bocada, demonstrava ser feliz, vivia de bem com a vida, apesar, gozava de uma felicidade nada racional, convencional, um fogo, um fôlego de vida, era rica de espírito. - Fábio Murilo.
