Outros

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"Quem surta tem hábito de agredir e/ou tirar a vida de outros, só de outros. Não são habituais casos de surtarem contra si. Não desejo uma coisa nem outra, mas é o que se tem noticiado!"
Texto Meu 0981, Criado em 2020

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thudocomh.blogspot.com

"Meus TEXTOS (Frases e Outros) não passam de Conversas e/ou Roteiros Meus para Personagens Meus e Minhas. Exclusivamente isso. Nada Além ou Aquém."
Texto Meu 0996, Criado em 2020


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“Pergunto aos Sujeitos: suas Fontes são vocês mesmos? Seus amigos de cerveja? Outros Odiadores iguais a vocês? Ou vocês não têm Fontes? Pergunto, mas eles sempre têm 'probleminha' de garganta e emudecem, coitados!”
Texto Meu No.1066, Criado em 2022


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"Ateus participam de Ceia de Natal? Na casa deles ou de Outros? Hein?"
Texto Meu No.1087, Criado em 2022

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"Ter e gostar de celular não inclui eu ter que atender celulares dos outros. Não atendo mesmo! E "os outros" ficam zangados feito crianças contrariadas, mas que coisa!"
Texto Meu No.1125, Criado em 2022

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"Textos têm que ser como Fotos. E vice-versa! Precisam ser FEITOS, não TIRADOS de outros, sem assumir o roubo (ou o uso) e sem atribuir o devido crédito."
Texto Meu No.1135 (Ano 2022)


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"Alguns adoram falar verdades para os outros, mas não toleram ouvir verdades sobre eles próprios."
Texto Meu No.1136 (Ano 2022)


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“Opinião é aquilo que alguns têm e outros copiam.”


Texto Meu No.1153
🦜

"Na virada do ano - a exemplo de outros anos - vou me fantasiar de 'profeta-enganador'. Assim será fácil conseguir mais champã, mais presunto Parma e mais queijo Gouda com os atendentes da festa onde vou estar. Por incrível que pareça, ainda há gente que acredita (e teme) 'profetas', mesmo os enganadores!"


Texto Meu No.1144
🧐

"Bom mesmo é não precisarmos depender de Outros para exibir quem NÃO somos e o que NÃO temos condições de realizar sozinhos!"


Texto Meu 1171
🧌

"Eu, você e outros sabemos muito bem da sua tentativa em falsear fatos para alcançar notoriedade. Não Disfarce. Isso é Feio! É Vergonhoso! É Dissimulação Reles e Nós Percebemos!"




Texto Meu 1182
🫤

"Já está cheio de gente por aqui. Alguns vieram se despedir do Ano Velho. Outros, se despedir de mim. Pois então, adeus, Uai!"


Texto Meu 1199

"Minhas Tias das Igrejas saíram daqui repetindo aquela Frase Tola que outros Assemelhados (a elas) também repetem: 'o sujeito era tão rico que a única coisa que tinha era dinheiro', HeHeHe ou HaHaHa."


TextoMeu 1292 ⛪

"Minha cã, quando eu tinha uma, mostrava ciúmes sempre que eu me aproximava de outros animais, cães ou não. Era uma graça, apesar de ciumenta... A minha cã!"
TextoMeu 1349

A perfeição só existe na cabeça de quem acredita que o problema está sempre nos outros.

⁠Tropeçar é um luxo reservado somente aos que se atrevem a fazer o que todos os outros protelam, medindo esforços.


Há quem veja o tropeço como uma falha, como um desvio indesejado de uma trajetória idealizada, limpa, sem marcas.


Mas essa visão, embora confortável demais, ignora uma verdade muito incômoda: só tropeça quem está em movimento.


E movimento, por si só, já é uma ruptura com a inércia que domina tantos caminhos adiados.


Enquanto alguns calculam demais, esperando o cenário perfeito, o momento exato, a garantia de sucesso — outros simplesmente vão.


E ao ir, erram.


E, ao errar, aprendem.


O tropeço, nesse sentido, deixa de ser um acidente e passa a ser um rito silencioso de coragem.


Não é sobre cair, mas sobre ter saído do lugar onde cair sequer seria possível.


Medir esforços, muitas vezes, é apenas uma forma elegante de mascarar o medo.


O medo de falhar, de ser visto, de não corresponder às expectativas — próprias ou alheias.


E assim, na tentativa de evitar o tropeço, muitos acabam evitando também a experiência.


Permanecem intactos, sim, mas também intocados pela transformação que só o risco proporciona.


Tropeçar exige exposição.


Exige assumir que não se sabe tudo, que não se controla tudo, que o caminho se revela enquanto se caminha.


E isso, para muitos, é desconfortável demais.


Preferem a segurança do planejamento eterno à vulnerabilidade da ação imperfeita.


Mas há algo profundamente humano em perder o equilíbrio por um instante.


É nesse breve desalinho que nos reconhecemos vivos, tentantes e inacabados.


O tropeço não diminui — ele denuncia a tentativa.


E tentativa, no fim das contas, é o que separa quem vive de quem apenas ensaia viver.


Talvez o verdadeiro luxo não seja evitar a queda, mas poder se permitir caminhar sem a obsessão de nunca falhar.


Porque quem nunca tropeça, talvez nunca tenha ido longe o bastante para descobrir o próprio limite.

⁠Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.


Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.


Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.


Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.


A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.


Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.


E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.


E os jogadores?


Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.


Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.


Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.


Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.


No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.


Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.


E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.

⁠Enquanto para uns, o que dói é a finitude da vida, para outros, o que alivia é a finitude das dores.


Para uns, a morte é a grande inimiga — a interrupção brusca dos planos, dos afetos, dos sonhos ainda inacabados — para outros, ela surge como um descanso prometido, quase um silêncio misericordioso depois de longos e exaustivos gritos.


Há quem tema a finitude da vida porque ama intensamente o que tem, o que construiu, o que viveu e o que ainda espera viver.


Para esses, cada despedida é um rasgo, cada adeus é uma mutilação do possível.


A morte representa a perda de tudo: das mãos que se tocam, das conversas inacabadas, dos abraços que ainda poderiam ser dados.


É o fim das oportunidades de amar mais uma vez.


Mas há também quem, exausto de carregar dores que não cessam, encontre na ideia da finitude um alívio secreto.


Não porque despreze a vida, mas porque já não suporta a forma como ela se apresenta.


Para esses, a morte não é vista como roubo, mas como cessação.


Não é a perda de tudo — é o fim de tudo o que dói.


É o apagar de uma chama que já não aquece, apenas queima.


E aí reside o grande paradoxo da existência: a mesma morte que para uns é tragédia absoluta, para outros é libertação imaginada.


Ela é, simultaneamente, ausência e descanso; ruptura e cessação; perda e alívio.


Talvez isso revele menos sobre a morte e mais sobre a forma como estamos vivendo.


Porque, quando a vida é experiência de sentido, a finitude assusta.


Mas quando a vida se torna apenas resistência, a finitude seduz.


No fundo, não é a morte que muda de significado — é o peso que carregamos enquanto respiramos que redefine o que ela representa.


E talvez a tarefa mais urgente e necessária não seja discutir a morte, mas aprender a tornar a vida menos insuportável para quem já não a reconhece como lar.

⁠Talvez, se não nos esforçássemos tanto para chatear uns aos outros, não precisaríamos nos desprender da terra para conhecer o paraíso.


Provavelmente ele não esteja tão distante quanto aprendemos a imaginar, nem tão alto que exija asas, nem tão longe que nos peça despedidas.


Mas talvez ele se afaste toda vez que insistimos em ferir, provocar, disputar razão como quem disputa território…


Há um esforço tão medonho quanto curioso — quase disciplinado — em chatear o outro: palavras afiadas, silêncios estratégicos, julgamentos apressados.


E, enquanto gastamos energia cavando abismos, seguimos acreditando que o paraíso só se revela depois da ruptura final com a terra.


Mas se o paraíso fosse menos fuga e mais convivência?


E se fosse menos promessa futura e mais gesto presente?


Menos céu distante e mais chão respeitado?


Talvez o que nos expulse diariamente do paraíso não seja a terra, mas a incapacidade de habitar o outro com delicadeza.


E talvez, se desaprendêssemos a ferir, descobríssemos que o paraíso sempre coube aqui — entre um olhar que acolhe, uma mão que se estende, uma palavra que poupa e um silêncio que não machuca.

⁠Enquanto uns precisam de um tropeção para cair nos braços do Pai, outros para tentar quitar o aluguel das cabeças dos asseclas.


Há os que só descobrem a própria fragilidade quando o chão falta sob os pés.


O tropeço, para esses, não é punição: é convite.


Na queda, cessam as ilusões de autossuficiência, e o abraço do Pai deixa de ser discurso para se tornar refúgio.


A adversidade, então, cumpre seu papel mais nobre — revelar limites, ensinar silêncios e reordenar as prioridades.


Mas há os que fazem do tropeço um espetáculo, arrastando para o centro do palco um dos mais nojentos dos comportamentos — o vitimismo.


Não caem para aprender, caem para acusar e se vitimizar.


Transformam a adversidade em vitrine e o sofrimento em moeda, tentando pagar o aluguel das cabeças dos asseclas com versões convenientes da própria dor.


O vitimismo vira estratégia, não confissão; ruído e não arrependimento.


Em vez de atravessar a noite, preferem manter acesa a fogueira da queixa.


A diferença não está na queda, mas no destino dado a ela.


Uns permitem que a dor os humanize; outros a instrumentalizam.


Uns se levantam esvaziados de si e cheios de fé; outros se erguem inflados de razão e pobres de verdade.


No fim, a adversidade sempre cobra seu preço: ou nos reconcilia com o essencial, ou nos aprisiona na necessidade de plateia.


E talvez aí resida o discernimento que nos falta: nem toda lágrima nos cobra empatia, nem toda queda é lição.


Há tropeços que salvam, e há tropeços que apenas alugam consciências.