Outra vez
Você já pensou, após a guerra vidas recomeçam do nada para reconquistar tudo outra vez, a guerra do dia a dia requer equilíbrio fortalece o guerreiro que não se render os problemas adiante.
A decepção acua é recua a expectativa elevada para ser surpreendido outra vez, é natural do caráter moral machucar se arrepender e pedir perdão.
Rotina
A rotina dos dias acinzentam a retina dos olhos, que cansada força outra vez o côncavo do olhar, este submete as aspas em volta para um reforço maior, e na tentativa de ver algo novo, feroz, colorido e agradável, criam-se as rugas: aspas contínuas auxiliadoras. Exigente que somos com tudo em volta, criamos pintamos e reformamos na tentativa de ver o belo.
Mas nada disso vem ao caso, quando em paz sonhamos e de olhos fechados nos encontramos, admirados em suspense dentro de nós há um espetáculo, uma beleza diferenciada, e o que seria? Somos nós que dorme e acorda dentro de nós, que se ergue cada dia mais exuberante, experiente, forte e incomum. Somos a beleza extrema da criação, somos semelhança de Deus...
Tão gratificante saber que, os jardins danificados nas fendas da alma, outra vez florescerão. Se em cada muda há uma dor, acima há uma expansão regando com gotículas o cultivo de amor.
AMAR NOUTRA DIMENSÃO
Quando o sol se esconde, para que um novo dia aconteça outra vez, o previlégio da proximidade com o mar enriquece-me as reflexões, as sensações, as emoções.
É na infinitude do horizonte, no observar do pássaro que tomo como de perto a tua presença, que revivo os teus beijos, acolhida por teu abraço, numa intensa real sensação do que me dás nos meus sonhos.
E no pássaro que voa, perante os estímulos que me provocam as ideias, encontro-me, a amar noutra dimensão.
O véu da noite desce, outra vez, sobre mim,
E a alma se me esvazia, perdida em vasto abismo.
Ah, se pudesse ter-te ao meu lado, aqui!
Por gestos incautos, rompemos o fio do nosso destino,
Agora, somos ecos de um amor silenciado.
Enquanto o teu caminho se entrelaça a outra estrela,
Minha existência vagueia na treva que não tem fim.
PRA VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sempre tente outra vez.
Mantenha o sonho em ação.
Não vale a pena viver
quando se perde o poder
da tentação.
COLCHA DE RETALHOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nascerei outra vez, e dessa feita,
quando passo do meio da jornada,
minha idade serena já se vê
sobre o nada; num lento voo livre...
Tenho medo, mas tudo mostra o fim
que me assalta, me pega pelo meio,
porque veio disposto a me acordar;
quer meu sim; não aceita meu talvez...
Redesenho a jornada, volto ao chão,
me replanto e não sei como será;
quem serei; que será do que já sou...
Foram tantas as mortes, tantas vidas,
tantas idas, atalhos recomeços,
que o que sou é uma colcha de retalhos...
REVIVÊNCIAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Comecei outra vez quantas vezes nem sei,
minha lei sempre foi me replantar pro mundo,
foram muitas as mortes pra saber viver
como ainda pergunto se alcancei meu alvo...
Sou as peças montadas pelo meu caminho,
venho todo refeito, mas não sei pra quê,
cato espinhos cravados por todos os cantos
deste ser e não ser que me deixa sonhar...
Inventei muitas formas de lidar comigo,
quando eu e meu eu nos ferimos de nós
ou perdemos abrigo pra tanta incerteza...
Começar outra vez é a ordem do fim,
onde o nosso verdor apodrece no pé,
mas não é nossa hora de cair do galho...
OUTRA VEZ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Começar outra vez é repetir nascer;
é achar a razão que se havia perdido;
renascer de algum nada bem depois de tudo
que se foi ou se teve, ou se pensou que sim...
Comecei outra vez, quantas vezes nem sei;
como quem prosseguisse, mas foi outra vez,
cada vez em que achei algum sonho esquecido
e me achei no vazio de minha existência...
Renascer vem da hora que nos mostra o chão
no momento em que as asas perdem serventia,
onde nossa paixão perdeu graça e feitiço...
renasci muito mais do que julguei morrer;
se morri ao viver inadequadamente,
é com erros recentes que me reconserto...
"Ela quer saber o que eu sei.
Ela quer ser eu, e eu só quero ser nós, outra vez.
Ela quer saber o que eu sei.
Quer saber se a odeio, ou se de todas, fora a que mais amei.
Ela quer saber o que eu sei.
Quer saber se sou escravo, o bobo ou rei.
Ela quer saber o que eu sei.
Quer saber, se o que à ela narro é só mais uma do Famigerado, ou sentimentos do gris Wikney.
Ela quer saber o que eu sei.
Se foi? Talvez.
Real? Não sei.
Ela quer saber o que eu sei.
As vezes que cedi, as vezes que roguei.
Ela sabe que tentei.
Ela quer saber o que eu sei.
Não eram difíceis as mudanças que implorei.
Ela quer saber o que eu sei.
E eu quero saber o que de ruim lhe fiz, onde eu errei?
Cuidado, as mentiras que eles lhe contam, foi eu que ensinei.
A única coisa que eu soube fazer foi ama-lá, nesse momento o castelo dela se desfez.
Agora, tenta aprender em outros braços, o que sempre eu soube, o que só eu sei..." - EDSON, Wikney
Ainda que o caldo entorne, que a vaca vá pro brejo, que a Inês esteja morta. Começo tudo outra vez. Sempre que necessário. Lutar faz parte de quem está vivo. E por incrível que pareça, lutamos para que a vida seja mais fácil de viver.
De repente Extinto
O que existia já não mais
De repente outra vez puro instinto
De novo o que antes jaz...
Num sopro de manhã se refaz...
O dia amanhece e eu percebo que está noite outra vez esqueci de dormir.Na verdade não foi sinceramente esquecimento pois o sono bateu a porta por vezes mas o pensamento ainda agitado da noite passada dando cambalhotas e piruetas dentro da minha cabeça não interrompeu o devido prazo de pensar e calar.Para que eu conseguisse, em paz, adormecer.
