Outono
O dia quente, o dia frio.
Como será viver as quatro estações? Inverno, verão, outono e a primavera...
Não sei.
Sei que espero as flores brotarem dentro de mim.
Primavera: Eu te conheci
Verão: Eu me apaixonei por ela
Outono: Eu não tive coragem de dizer, que eu gosto de você
Inverno: Por minha falta de coragem, eu a deixei ir
Primavera: Eu não consigo mais
Verão: Eu não desejo ter mais esse sentimento
Outono: Não quero mais deixar aquela de quem eu gosto ir
Inverno: não aguento mais a minha falta de coragem mas eu já aceitei a realidade
Minha vida é como um ciclo, onde sempre repete tudo isso, não há como evitar, apenas aceitar que...
Minha vida são como as estações.
A primavera nunca veria o Outono...e mesmo assim estava a imaginar.
Pisaria em folhas espalhadas sem remorso ou compaixão
E enfim daria adeus ao Verão
Determinação lhe faltaria ao descobrir
flores murchando no jardim, e o cheiro de crisântemo chegando ao fim.
Antigamente eu ficava triste com a chegada do Outono
Significava que o Verão chegará ao fim.
Mas agora algo mudou em mim
Esse ano aprendi a apreciar o Outono
Senti exatamente o dia que ele começou a emergir
O dia em que no céu, o vermelho passou com mais força a colorir
E os dias passaram a ter o aroma de nostalgia
Aquele cheiro
Que traz um quentinho no peito
E lá fora a força do vento fresco
Deliciosamente bagunça os meus cabelos
Um misto de liberdade e aconchego
Como um abraço seguido de um giro de dança.
E a trilha sonora vem do barulhinho do embalar do vento com as plantas.
Aquele som que à alma encanta.
As cores irradiam novas nuances
Que aos poucos estão se alterando
E encantando meu olhar, agora mais atento.
Foi a primeira vez que senti amor pelo Outono.
E esse amor mudou algo em mim!
Parei de focar no fim
Passei a apreciar o que estava prestes à surgir.
O Outono me ensinou que é preciso soltar o fim, pois só assim posso viver e amar o novo que está por vir. 🍂
No outono a preguiça repousa em sua inclinação natural a espera ter no inverno sua recompensa que não virá. Em sua volta haverá um muro de pontiagudos espinhos.
VeluBA
Um dia de outono nunca será mais um dia
Um dia de outono nunca será um dia qualquer
Os cisnes num lago tranquilo
A floresta dourada, quem não quer ver?
E o gramado, salpicado de folhas
De cobre, de ouro, a mais não poder
Nas tardes de outono, as fadas passeiam
Dançam, floreiam, nos vales a voar
Onde vive o outono...no céu tão bonito
Onde a Lua gigante, só faz encantar
Os gramados entoam melodia suave
Com brilho diáfano, lindo de olhar
Os pássaros comemoram, as abelhas adoram
E a vida continua, no eterno pulsar...
Desce o outono suave e lento
levando as almas a emoção
e as folhas caem do pensamento
como as das árvores em profusão...
Chuva fina de outono ..
E eu sem sono
E a pensar
Em como caminhar. .
Sem ser criança
E aquela lembrança
Você me pegava
E me abraçava..
Hoje , bate a saudade
Mas tenho vontade
Que ao dormir
Você venha a sorrir
Em um sonho tão lindo
Nem que eu esteja dormindo
Horizonte infernal
Do ônibus eu mirava o horizonte
Ainda era outono, quase inverno
Viajar ao lado de uma janela tem esse efeito
Nos faz refletir sobre as coisas
Até então eu pensava no presente
Em como as coisas estavam indo de mal a pior
Ao olhar pela janela, com o sol já quase posto
O céu tinha um tom vermelho sangue
Onde ainda os últimos raios teimavam em permanecer
Pensei que aquela cena parecia um vislumbre da atmosfera do inferno
Do presente passei para o futuro
Mais precisamente das desgraças que estão a me esperar
Então fiquei com medo e com medo permaneci
Vocês sabiam? Assim como as folhas de uma árvore caem uma a uma no outono, o mesmo ocorre com as mentiras. Então aproveitem a primavera enquanto podem, antes que suas folhas (mentiras) comecem a cair.
Hoje, ela acordou bem cedo. O despertar do outono traz o cheiro das flores, junto com o barulho dos pássaros cantando músicas sobre liberdade, com um ar de saudade...
O primeiro compromisso do dia é com ela mesma. Ela adora correr, ciente da direção e do rumo. Logo coloca aquele sorriso no rosto, sua marca registrada, veste sua roupa e seu tênis preferido, um coque no cabelo. Sem precisar usar maquiagem ou se arrumar, sem a necessidade de evidenciar sua beleza, porque a estrada não lhe cobra nada.
Movimentando suas pernas, aumentando seu ritmo, o torque do coração, assim começa a música da respiração, a vibração da pele, a lavagem da alma...
No caminho, apenas o barulho dos seus passos. A passada é leve e segura. A corrida nesse percurso já é familiar. É a mesma rua que já ouviu seus pensamentos, suas dores, os gritos presos na garganta... Sempre ouve, sem julgar.
Ela está consciente do percurso, porém, o mundo surpreende. Na próxima curva, tudo pode mudar... Qual a direção, qual o rumo... Às vezes, ela se permite descobrir novos caminhos, novas pontes e conexões. A vida exige.
Amanhã, ela levantará cedo novamente, talvez com o barulho da chuva, e repetirá tudo de novo. Ela sabe que a vida é um ciclo constante, mas a cada dia ela corre com um novo propósito, com uma nova intenção. Ela corre para se sentir viva, para sentir a felicidade fluir em suas veias, para se conectar com a natureza e com ela mesma.
Gosto da mansidão dos dias cinzas que me abraçam úmidos. A garoa fina que cai nesse outono invernal pinica a ponta do meu nariz que, sem pudor, enrubesce. Caminho sem pressa nessa rotina que me agita e me engole as horas... Tem sido bom viver agridoçura do cotidiano, meio caos, meio manso -- nunca morno.
Treinei meus olhos para perceber cosinhas: essas bonitezas simples do dia-a-dia que, tão costumeiras, quase ninguém mais vê. É o que tem me desacelerado o peito e acalmado ansiedades: respiro tranquila enquanto vejo o dia passar, devaneando na fumacinha que sobe do café recém coado, percebendo a pressa das pessoas fugindo da chuva, dançando, sozinha, enquanto espero o semáforo esverdear.
Absorvo risadas como se fossem música. Deixo meu riso fazer coro às felicidades alheias. Abraço quem cruza meu caminho, espantando o frio pelo tato. Aprendi a aguçar meus ouvidos biônicos e ouvir atentamente tudo que me chega aos ouvidos. É bonito viver o presente, estar no agora. Exercício bonito deixar o amanhã para a sua devida hora...
O outono chega para nos lembrar que o colorido espalhado pelas ruas e calçadas é a primavera das folhas.
No outono as folhas amarelam e caem; porém, na primavera novas folhas nascerão e virão cheias de vida.
Assim também é com o ser humano.
Em um dado momento perdemos a vitalidade da juventude, mas a maturidade que adquirimos com o tempo, nos ensina que novos horizontes sempre se abrirão.
