Otimismo Futuro
"O presente leva-nos para o futuro,
Onde os sonhos podem ser realidade.
O passado vem ao encontro do presente
E, desperta, dentro da gente,
Uma infinita saudade..."
(Maria do Socorro Domingos)
Fuga a esmo
Fez juras que não pode cumprir,
Agiu como se conhecesse o futuro,
Criou expectativas no outro,
Conjeturou promessas em devaneios,
Gritou com sentimento único,
Humilhou-se,
Iludiu-se,
Destituiu-se,
Faltou-lhe o poder de mostrar a própria força,
À sua amante prepotente.
Atou de fato,
Uniformizou o ato
Tornou-se dependente de haveres.
Impotente, buscou a própria acepção.
Foi certo na escolha,
Estás agora no seu impressionante cenário,
Hilário.
Não tens mais juras a fazer.
Uniu-se a pessoa de iguais atributos,
Num Estado de quinta classe,
No país de terceiro mundo,
Florescendo da história de um passado
Das coisas habituais.
Nada notável,
Escondeu-se.
Passado e futuro
Sem passado o presente não terá futuro
Quem somente vive intensamente no presente e não examina o passado não será capaz de prognosticar o futuro.
Passa a pensar o futuro como a possibilidade de tudo e o passado, como a realidade do nada.
Assim, não tem esperanças nem saudades, e o presente tornará a vida contrária do que desejaria.
Sem que prevaleça a história no cérebro de um homem, o que poderá ser a vida amanhã se não a pode presumir?
É através do passado empírico que se mantém o controle do que se quer, do que acontece de fora, exercendo a própria vontade.
Quem repudia o legado do passado, arreda-se de si, levando ao desejo inútil de repeti-lo, com a sensação do momento.
A rejeição do passado modifica o espectro da sensibilidade, pelo fato elementar de consciência provocado pela modificação de um sentido externo e ou interno.
Sem conhecimento do passado, o presente é um simulacro de si, vive-se de aparência sem realidade.
O presente descalçado é a ilusão transcendendo as premissas das incertezas do futuro, o qual vivenciará como já fora um dia.
A simulação do futuro torna-se fantasmagórica e o texto se repetirá.
E ri-se íncubo.
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.
Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.
O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indicações para o progresso do futuro.
A melhor forma de prever o futuro é criá-lo.
Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. Aparte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo...
Mais um dia se passando a caminho do futuro.
São passos lentos que imponho na caminhada, mais com decisão
Me preocupo com quem esta sem forças para caminhar
Lanço meus olhos para trás vejo um fila sem fim
Peço a Deus que meus pés suportem tantas pedras
Que nunca me falte a fé e nem me deixe iludir com o improvável
É preciso impor mais força na caminhada, vejo a necessidade
Ainda continuo pensado nos que estão no final da fila
Não posso parar, então lanço um grito de incentivo, mesmo inverídico
Andem mais depressa estamos chegando, já posso ver
Uma certa euforia, aumenta-se os passos, a fila anda
Mas em pouco tempo é retomada a morosidade, falta esperança
De passos decisivos e fortes, aperto e seguro as mãos de minha família
Uso de toda força abastecida pela fé, somos fortes não nos falta combustível
Certeza da chegada, é quase provável, sinto a brisa no ar
Vejo claramente agora o inicio da fila, Deus; apenas um puxando todos.
O Tempo urge !!!
Hoje me peguei pensando que era ontem
Mas ontem já era hoje, e amanhã é o futuro...
O passado voa, o presente dura apenas 24 horas e o futuro é a eternidade...
Nene Policia
Saia dessa ilusão de que o futuro é uma surpresa, o futuro é o retorno do que você fez, é a colheita do que você plantou, é o que você jogou pra cima, é a volta das suas idas.
O futuro é o troco. O que você está pagando?
A avó e o Menino
A avó não tinha presente e tão pouco lhe vinha o futuro.
Vivia de si, num tempo em que os dias, só lhe prometiam o passado.
Pela manhã cantarolava cantigas de roda.
A tarde pedia chá e se ria sobre coisas desacontecidas.
Quando a noite lhe vinha, adormecia falando com invisíveis olhares.
Não tinha a estética da memória.
Seus ouvidos acordavam lembranças do sentir.
Suas mãos continham a fermentação das horas.
Seus braços acolhiam porções de vida refluídas.
E de si apenas se ouvia o balbuciar das palavras.
Assim, vivia sob o cuidado das crianças,
Que em certas ocasiões lhe contavam estórias.
Como aquela de uma sábia anciã,
Que para não morar com o tempo findo,
Decidiu torna-se novamente alguém para ser inventada.
Foi assim que numa fração, antes de partir, disse ao menino:
- Descobri que és tão grande, que não pude de ti, ausentar-me.
Estou tecendo a espera,
feitio de orvalho silenciosamente entregue a nuvem.
No futuro do presente, dia virá:
Tornar-me-ei a desaguar em tua pele.
"Recebi o presente e lembrei,que se fosse lembrança era passado.Por isso no futuro lembrarei dos presentes e não das lembranças. Não fique surpresa, fique presente".
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Quando eu era muito jovem, olhava para o futuro com olhos curiosos e cheios de expectativas. Aos 18 anos, ao me tornar mãe, comecei a imaginar como seria chegar aos 40. Pensava se estaria velha, se já seria avó, se teria conquistado meus sonhos. Lembro-me da avó do meu filho, que com apenas 33 anos se tornou avó. Ela era deslumbrante, uma mulher que desafiava o tempo, e eu a admirava profundamente. Pensava: "Será que serei assim um dia? Maravilhosa aos 40?".
Hoje, aos 40 anos, me percebo como uma mistura de dois mundos. Uma parte de mim gosta de dormir cedo, acordar ao nascer do sol, e encontrar nos primeiros raios de luz a serenidade para iniciar o dia. Outra parte, aquela que renasceu das cinzas, sonha, luta e busca mais. Redescobri minha força e meus desejos, não apenas como mulher, mas como uma centelha divina que entende seu propósito.
Aos 40, compreendi que a vida é feita de escolhas e prioridades. Passei anos colocando as necessidades de outros acima das minhas: amigos, namorados, familiares. Sempre dei o meu melhor, mas aprendi que o amor mais puro vem da reciprocidade. Hoje, eu sei dizer "não" sem culpa. Não porque eu ame menos, mas porque respeito a energia que ofereço a quem também me nutre.
Os relacionamentos que vivi foram capítulos essenciais do meu livro da vida. Cada amor me moldou de uma forma única. Com um, aprendi a me arrumar impecavelmente; com outro, entendi o valor da estabilidade financeira e emocional; e com aquele que talvez tenha sido o grande amor da minha vida, descobri a beleza do amor sem reservas. Esses homens, cada um ao seu modo, deixaram marcas em mim, e sou grata por isso. Não os vejo como ex-namorados, mas como professores da alma.
No entanto, a mulher que sou hoje sabe o que merece. Mereço o melhor porque plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina, em um universo que nutre, não que castiga. Deus nos testa, mas também nos honra. Fé, para mim, é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba ao redor. É amar mesmo na perda, é construir mesmo no vazio.
Aos 40, sei que sou multifacetada. Posso ser princesa, guerreira ou salvadora de príncipes. Posso escrever finais felizes ou reinventar histórias. Somos assim, mulheres: capazes de ser tudo, mas também dignas de cuidado e amor. Reconheço que minha jornada foi marcada por luzes e sombras, mas ambas me ensinaram a integrar meu ser.
E o jardim? Ah, esse jardim que cultivo hoje é minha maior obra-prima. Nele, plantei sementes de sonhos, nutrição e amor-próprio enquanto muitos estavam ocupados demais com a vida alheia. Com as mãos sujas de terra e o coração repleto de esperança, reguei cada semente com fé. Hoje, ao olhar para as borboletas que habitam meu jardim, posso escolher se quero admirá-las ou se desejo que uma delas permaneça.
O futuro? Ele é incerto, mas não me assusta. Sei que, enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. E talvez, no fim das contas, a maior beleza esteja na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Assim sigo, plena, grata e em paz.
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Autoria: Diane Leite
Através de veredas verdejantes,procuro repouso esperado.
Tranquilas pastagens avisto num futuro próximo
As quais cairão gigantes ferozes e súditos cruéis ao lado
Por brados corcéis vindo de um lugar que é cósmico.
Deixarão de entopir os canhões que matam
Estroçarão seus próprios vermes,vomitarão sangue
Aos labirintos do qual grandes armadilhas criaram
Fugirão esfomeados,aliados em gangues.
Do céu o triunfo real,mais em em forma Divina
Descerá sobre as guardas angelicais
Para exterminar da terra tudo que contamina
Rastejarão como porcos,pobres carnais.
Aos inocentes restarão a escolha de uma sina
Muitos evaporarão sem saber da verdade
Em tudo isso nada,nem um pouco me fascina
E essa será pra tantos a luta da saudade.
Pobre do ventre que cheio estiver neste dia
Em gritos os escolhidos confusos gritarão Piedade
Óh Jedá que o mar levará a Tí destruida
com tudo que encontrar á sua margem.
Ao começar á cobrança,tentarão berganhar
Se unirão aos vampiros,lideres religiosos e politicos
Mais de nada suas alianças os irão adiantar
Serão envergonhados,derrotados e destruídos.
Alivio eu terei Óh Majestade,quando
Ele chegar e me liberar da tarefa
Em deleite terminar meu contrato
E com certeza dar final nesta era.
Aos lugares que em destruição,ermegerá
O Grandioso poder universal está chegando
A vida humana vai voltar á respirar
E nova aliança fará com o Ser humano.
As vezes acontece da gente ver somente lá no futuro o que realmente valeu a pena. Stress e problemas demais para pouca colheita.
