Os Ventos que nos Tira algo que Amamos
Se as vezes escrevo errado ou esqueço de escrever algo, entenda isso como um sinal de que penso antes de falar.
A coerência é algo que só faz sentido quando é para você mesmo. Porque o que e coerente para ti nem sempre será para os outros.
A noite está muito fria e eu teria algo a dizer, mas não tem ninguém que me queira ouvir...
Você terá que escolher: Dizer o que precisa ser dito, ou falar o que as pessoas querem ouvir.
EU JÁ FIZ A MINHA ESCOLHA!
Se vc quer alguem e pensa como seria com ele(a) e deseja pra estrela ou algo assim saiba q vc esta errado poi na vida vc q realiza seus desejos e ninguem mais podera te realizar pois a escolha é tua vc pede vc realiza. Depois vem falar pra mim q eu nao to serto q fazer desejos funcionou pra vc saiba q vc q nao esta serto. Por isso vim compartilhar esse desejo com vcs
Existe algo em você que me modifica. O corpo junto a alma são como um fruto. O corpo, o externo, é a casca, a parte mais vulgar. No interior concentra-se o espírito, o apreciável, o componente mais valioso. Estar ao seu lado e escutar as coisas que você diz fazem minha alma transpor. Vivo próximo ao surreal e distante de qualquer realidade que possa levar-me ao fim.
Quando te vi, algo despertou em mim
Teus olhos como o azul do mar, é o brilho que me faz enxergar
Gosto de te ver sorrir, de te ver me olhar
Gosto do teu jeito de falar, gosto de quando vem me abraçar
Só você me fez apaixonar, só você que me faz viajar.
Com a brisa que vem do mar, a gente senta e começa a sonhar
Não sei o que você tem,
Mas é o que me faz sentir bem .
Não há mais ninguém que me faz ser quem sou,
Pois meus sonhos apenas você realizou.
Ela tem um mistério, não sei explicar, existe algo que fica no ar...parece um infinito que me comove a ser tudo pra ela!
As vezes sonhamos com algo novo, mas esquecemos da realidade a frente.
Mudar o mundo sempre foi um sonho, confesso que aprendi isso na televisão, quando passavam a Miss Universo , elas diziam ( Desejo a Paz Mudial ) ,porem esse mundo é muito grande , eu desisto dele , desse grande Mundo, acho que cada um em seu canto pode melhorar as coisas , vou começar por onde eu moro , vou seguir devagar, assim caminhando, chego ao meu outro sonho, sonhar novamente por algo maior, e começar novamente pelo menor.
Se alguma coisa do passado ou alguma pessoa, fosse de fato algo bom pra você, que te trouxesse felicidade de verdade, ainda fariam parte do seu presente.
Algo ainda a fazer...
sinto ainda o cansaço e o desânimo,
forças invisíveis ameaçam alguns poucos sonhos,
sussurram insistentemente,
chega, não dá mais,
o tempo de hoje e de amanhã,
totalmente incerto,
se ainda está em aberto,
é porque há algo ainda a fazer nessa vida,
está comigo desde sempre,
a percebo viva,
em muitas das vezes, de tão perto,
inspira o quê, quando, aonde e o porquê,
outros sons trazidos pelo silêncio,
estão a dizer,
continue a olhar, sentir e
escutar...
Esquecidos nas metrópoles...
Ao acordar pela manhã sentiu algo diferente, os raios de sol invadiam o quarto que lhe parecia o mesmo, a cama não lhe era estranha, bastava um leve mexer para se ouvir o ranger conhecido das molas do colchão, continuava só, como já há muito tempo, desde quando, não se lembra bem, ainda jovem, perdera quem amava para uma doença agressiva e intratável.
Ela havia sido a única pessoa que amara de verdade, sua amiga, companheira, confidente, se conheciam intimamente, detalhe por detalhe, todos os medos, os defeitos, as dores do corpo, da mente e do espírito.
As virtudes diferiam um pouco, ela sorria mais, delicadamente vaidosa destinava bom tempo no cuidar dos longos cabelos que chamavam a atenção naquela face quase juvenil.
Ele, totalmente descuidado, cabelos e barba por fazer, achava perder tempo nesses cuidados, só os fazendo vez ou outra para lhe agradar.
Ah, como gostavam de relembrar como se encontraram.
Havia sido num retiro, desses onde muitos vão à busca de silêncio e paz quase que sempre para acalmar algumas das muitas inquietações que lhes incomodavam e, o mais incrível, ambos, de forma tão semelhante, não deveriam estar ali, fora uma decisão de última hora, deixando amigos que partiriam para mais uma festa qualquer.
Diversão igual àquela já não lhes chamava a atenção, até iam, mais para satisfazerem aos outros do que a si mesmos, mas, daquela vez, algo maior os fez mudar de ideia, uma certa intuição, como se fosse uma clamor.
Ao saírem daquele lugar de calma e tranquilidade nunca mais se separaram, continuaram trabalhando, mantendo os laços familiares, frequentavam um lar de velhinhos sem ninguém e um orfanato repleto de crianças de várias idades.
Tinham a vida social que aquele lugarejo permitia, deixaram a vida seguir seu curso, não fizeram planos, só a promessa de que viveriam um para o outro, e assim foi até quando aquele mal interrompeu suas jornadas de felicidade plena.
Porque então acordara e se sentia deslocado nessa manhã e que razões o fizeram percorrer mais uma vez esse percurso que em sua lembrança estava cristalizada?
Algo diferente ocorria, as mãos que trouxera ao rosto eram sensíveis, pele fina e com feridas, as unhas compridas, tentou levantar-se rapidamente, dores sentia pelo corpo que não lhe obedecia.
Erguendo-se com dificuldades sentou-se e, defronte a um pequeno espelho na parede, com atenção nunca tida, olhou e percebeu um rosto com os sulcos próprios de uma idade avançada, por instantes, confuso, se perguntava,
Quem era aquele refletido no espelho, alguém tão diferente e estranho, com poucos cabelos e olhar distante?
Com mais atenção percebera não estar sozinho como imaginava, parecia um grande salão, levantou-se vagarosamente e, andando não mais que dois passos, esbarrou numa cama com alguém encolhido, desviando-se, com mais um passo outra cama e outra pessoa, este sentado à cama, com o rosto do espelho se parecia e, com mais atenção, ainda sem entender direito, viu outras camas mais, chegando mais próximo de alguém com fala inaudível e o braço estendido lhe apontava uma jarra de água.
Perguntava-se, como chegara ali e quanto tempo poderia ter se passado?
Preso à memória de um tempo tão feliz, apenas envelhecera, e como os que ali estavam apenas haviam sido esquecidos.
Em memória aos que viveram num "depósito de velhos" escondido no centro de São José dos Campos, metrópole do Vale Paraíba Paulista, com 600 mil habitantes.
Uma reflexão para um país onde os que envelhecem aos milhões estão perdidos e sem memória.
