Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
A sabedoria não é coisa de velhos, os sábios apenas envelhecem como qualquer outra pessoa; com uma diferença, eles se tornam mais sábios ainda.
Tenho a solidão de velhos ancestrais,
que tinham o fogo como um deus,
tenho a paixão dos que se entregaram
insensatamente como ateus...
"Acho que o mais difícil na vida é nos livrarmos dos velhos fantasmas. Como é bom dar valor ao simples; nada, nem ninguém é tão importante que seja mais importante que você... É bem aquela coisa de não mais implorar o olhar do outro e sim, olhar pra si mesmo...
Um dia você corre atrás, no outro, correm atrás de você. Só corre quem quer alcançar algo, e se você não quiser ser alcançado MEU BEM, dê um sorrisinho sarcástico e diga: - Vou ali ser FELIZ e já volto. Sofrimento é amadurecimento e não castigo!"
-Aline Lopes
"Deixe os pensamentos velhos seguirem o curso deles. Permita que corram duas ou três vezes; logo o ruído se cansa e o silêncio assume o lugar."
— Ginho Peralta
Se os velhos de antes são julgados pelos novos de agora, entenda:
A opinião pode perdurar, o vigor, jamais.
Permita-se novos caminhos
Novas trilhas e possibilidades
Conquistas impensáveis
Novos velhos olhares
Novas ideias
para velhos problemas
sem solução
Nenhuma proposta, projeto, modelo, reforma, debate, mudará a Educação no sistema Neoliberal. Enquanto este sistema permanecer, não haverá melhora. Você pode vestir e maquiar um cadáver, mas ele continuará apodrecendo.
08/04/23
Michel F.M.
Segundo os mais velhos, você só consegue entrar numa mata fechada até no meio, porque dali em diante, você começa a sair! Certo ou errado?...
"Podem passar anos e anos velhos...
Podem vir anos e anos novos...
Se você não mudar, nada vai mudar!"
Haredita Angel
12.12.10
Em um floresta de carvalhos, com seus troncos velhos pelo tempo e retorcidos, por terem sofrido o bastante, esse é um lugar que não me sinto tão diferente assim.
Meu passado me instruiu sem amarrar, traços velhos servem de desenho, não de cela, pinto o presente com mãos calejadas.
Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.
Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.
As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.
Erravam com a própria assinatura.
Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.
Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.
E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.
Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.
A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.
Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.
Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.
Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.
Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.
Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.
Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.
Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.
Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.
