Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Não há caminho
Enfrente os teus próprios medos, obstáculos, desertos ou pedras: que o caminho se fará debaixo dos teus pés.
A Bíblia narra histórias que parecem surreais e inacreditáveis, como atravessar um deserto em quarenta anos; sobreviver numa fornalha ardente; abrir rios e mares; caminhar sobre as águas ou transformar a água em vinho.
A mensagem viva que se extrai da letra que é morta, diz que não importa a dificuldade: se tivermos um desejo ou uma necessidade, temos que enfrentar os nossos próprios desertos, fornalhas, pedras, rios, mares profundos ou apenas o medo e os obstáculos.
Maria tinha um desejo de entrar no sepulcro (não era uma necessidade), mas ela sabia que tinha uma pedra na porta.
Moisés sabia que tinha um mar pela frente (atravessá-lo era uma necessidade).
Eles poderiam ter desistido, sem tentar, porque não tinham como remover a pedra ou atravessar o mar, mas optaram por seguir em frente.
É isso! Ainda que não haja um caminho, ele se faz debaixo dos nossos pés.
Mas o que eu gosto mesmo é de tempestade com muitos raios, relâmpagos, trovões, ventania forte e chuva torrencial caindo. Sou feito Clarice Lispector.
Um brinde às pessoas que leem e lendo compreendem o que leram. Àquelas que sabem expressar o que sentem, e ainda não se sucumbiram em locar espaços do seu discernimento para se integrar num grupo ou comunidade. Um brinde às pessoas que pensam diferente, que pensam grande e não tem medo de sonhar.
Olhe no espelho e se apaixone pela pessoa certa, aquela que aparece no reflexo. Tenha certeza de amar alguém que vai te acompanhar pelo resto da vida: você mesma.
Talvez tu não estejas escutando a Deus ou a resposta que buscas porque teu mundo interior e exterior esteja barulhento demais.
A falência da sociedade humana
A falta de manutenção do sentimento
que motivou o namoro
leva ao fim do casamento,
com a falência da sociedade humana,
pouco importa o nome que lhe atribuímos
e, não as consequências da vida ou do destino,
nem da incompatibilidade de gênios,
mas do egoísmo,
que se traduz no individualismo,
na falta de reciprocidade,
hipocrisia, desrespeito e traição,
como sinônimos de indiferença
e pouco caso.
Todos buscamos uma poesia mas não a perfeição, porque ela não existe, desejamos apenas a verdade, reconhecendo que cada um tem suas próprias limitações, renúncias e sacrifícios, suas inseguranças e medos. Em outras palavras, pretendemos encontrar alguém, ainda que não seja perfeito, mas que seja verdadeiro.
A maior liberdade é deixar as pessoas livres como as borboletas, para ir e vir e, um dia, quem sabe, vir para ficar.
O meu desafio de vida é fazer uma mulher voar, ao deixar o chão das suas certezas e inseguranças, abdicar dos seus medos e receios e deixar a sua alma vagar pelo espaço, ainda que por alguns pequenos momentos.
Ao contrário da poesia, amor não é fogo nem paixão que arde, mas sentimento sublime que se perpetua no tempo e no espaço.
Quando uma pessoa consegue identificar um talento, uma habilidade, um dom e transformar isso numa fonte de renda, não existe mais crise na vida dela.
O SILÊNCIO
O silêncio nos diz muitas coisas. Às vezes não sabemos interpretá-lo em nós ou em outras pessoas. Nele, há muito significado. Vejamos: Existe uma dignidade no silêncio que pode estar se acabando. Devemos agir para que ele não finde, pois o silêncio é, além de Divino, Misterioso, basta sermos pacientes para conseguirmos compreendê-lo. Só assim teremos a capacidade de ouvir as vozes que brotam do âmago da alma, para que possamos dizer que, além de espirituais, somos seres racionais.
LUIZ CARLOS VIEIRA SIMÕES.'.
JORNADA ESPIRITUAL
Aprendi que, durante esta vida, somos eternos aprendizes;
Que aprendemos com nossos erros e acertos e observando os alheios;
Que o crescimento real e significativo em nossas vidas é o espiritual e que o material é carnal e é puramente ilusional;
Que o silêncio é altamente penetrante e nos diz muito, principalmente durante os estágios conturbados, momentos em que ele se torna a melhor resposta;
Que o trabalho é dignificante, mas não significa apenas ganho monetário;
Que os amigos devemos conquistar, mostrando quem somos e que os verdadeiros, mesmo em face dos desertos interpostos em nossas vidas, ficam conosco até ao fim;
Que a maldade se oculta em meio aos devaneios carnais;
Que a felicidade é um estágio espiritual e não material... Não devemos aguardá-lá chegar e sim, buscá-la, desenvolvendo-nos espiritualmente, mudando assim o nosso ser;
Que não somos donos da Verdade e se, quisermos nos tornar merecedores do galardão eterno, devemos procurá-lá e deixá-la fazer morada em nosso ser, para que nos tornemos dignos do Amor Paternal, tornando-nos, deste momento em diante, seres racionais, naturais e belos;
Que quando o Amor abrange nosso ser, dignifica-nos por inteiro.
Somos como uma vela acesa, nossa vida é como a chama, um simples assopro e tudo acaba, somos os mais fracos dos seres, a qualquer momento, sem nenhum aviso, nossa chama se apaga.
E a tarde está se esvaindo e o café das quatro está sendo preparado, o cheiro forte se mistura ao cheiro de terra molhada pela chuva, mas não tem como não identificar um café coando, com cheiro de nostalgia, ao lado da pessoa amada, e o dia está chegando ao fim!
