Os Velhos Carlos Drummond de Andrade

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Ela repetia sempre "Carlos", era a sensualidade dela. Talvez de todos... Se você ama, ou por outra se já deseja no amor, pronuncie baixinho o nome desejado. Veja como ele se moja em formas transmissoras do encosto que enlanguesce. Esse ou essa que você ama, se torna assim maior, mais poderoso. E se apodera de você. Homens, mulheres, fortes, fracos... Se apodera.

Mário de Andrade
ANDRADE, M., Amar, Verbo Intransitivo, 1927

Amigos de verdade?

Amigos de verdade não sei se tenho,
Acredito na amizade verdadeira,
Mas, no momento, ela me falta!
Sinto saudade do que acontecia.
Conversas paralelas, discussões repentinas,
Gargalhadas gostosas, abraços apertados,
Risos sem graça, choros desesperados.
Ah, meus amigos.
Dizíamos frases feitas, mas, no fundo, eram mais que verdade.
Um simples: "EU TE AMO" se tornava uma grande declaração.
Em momentos de desespero era deles, só deles o meu tempo.
Não tínhamos medo da má interpretação dos outros.
Para nós o que importa é o que sentíamos uns pelos outros.
Saudades de todos os olhares perdidos,
Porém, encontrados por amigos de verdade.
Sei que com o tempo ficaremos perdidos entre si.
Quando os nossos filhos perguntarem:
— Quem são essas pessoas?

Com muita saudade, porém orgulho, responderei:
— São os meus velhos amigos!
Com o tempo o contato será mais difícil.
Porém, em pensamentos, estaremos sempre perto!

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa ...
... doce pássaro do aqui e agora
que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!

Letícia Lanz (Geraldo Eustáquio de Souza)

Nota: Muitas vezes repassado como sendo de Autor Desconhecido ou de Mário Quintana, o texto é um original de Geraldo Eustáquio de Souza.

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Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?

Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido.

O oposto da vida não é a morte: é a repetição.

Uma coisa é querer aprender. Outra é querer garantias de que não vai errar.

Agora eu compreendo que agitação não é vida. É vaidade.

Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade...

Meu presente não é bom nem ruim. É o que a vida me dá. E fim.

Refreie a sua concupiscência, amigo! Respeite os nossos velhos, a Reserva Moral da Nação.

Se queres vencer na vida, consulta três velhos.

Aos velhos e jovens professores, aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz. Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes.

Sinto saudade de alguns velhos amigos, talvez não seja saudade, seja necessidade de viver tudo outra vez.

A sabedoria serve de freio à juventude, de consolo aos velhos, de riqueza aos pobres e de ornamento aos ricos.

Amo tudo o que é velho: velhos amigos, velhos tempos, velhas maneiras, velhos livros, velhos vinhos.

RECORDAÇÕES (perdidas)

No espelho da vida
revi mil rostos,
velhos, cansados, perdidos
em passado já distante.
Em meu espanto percebi
quem fui, pois,
na luz que refletia
finalmente eu via
o tempo que passara:
rápido, irônico, implacável.
Pedaços de mim
eram outras fisionomias,
que não eram mais
como um dia foram.
Lutei por descobrir
vestígios de outrora:
em vão!
Pois eram apenas traços,
fugazes traços.
Lembranças de rostos,
sorrisos, abraços,
carinhos, beijos.
Tempos passados,
passadas vidas,
uma palavra, um adeus.
Pensamentos decompostos
de imagens tão queridas.
São presente.
São feridas
que ficaram
na Alma.

Longa Noite

No espelho da vida
revi mil rostos,
velhos, cansados, perdidos
em passados distantes.
Em meu espanto,
percebi também
quem fui,
pois na luz
que refletia
finalmente eu vi
o tempo que passara.
rápido, implacável, irônico.
pedaços de mim
formavam outras fisionomias
que não eram mais
como um dia foram.
E, em minha mente
lutei por descobrir
vestígios de outrora.
em vão!

Saudade do tempo dos velhos momentos, dos anos passados que foram com o vento.

Eu não tenho velhos tempos, sou muito nova. Pra mim tudo começou e terminou ontem.

Maysa Quando fala o Coração

Nota: Frase da minissérie "Maysa, Quando Fala o Coração"