Os Seres Vivos
A importância dos vivos para os que morrem, é o fragmento do silêncio em pó.
Sob a terra ou no sopro do fogo, nada foge, pouco é o abandono e intensa saudade.
Distantes, o mármore gélido e o abraço, a chama e o vento, as rosas sobre o artifício da união, todo amor uma ambição de perseguir a vida.
Carlos Alberto Blanc
QUANDO OS MORTOS FALAM AOS VIVOS.
“E vêm os mortos que estão sempre vivos, falar aos vivos que estão não invariavelmente sempre mortos.”
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A sentença, paradoxal e provocadora, nos conduz à reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida e da morte. O Espiritismo nos mostra que a morte não é o aniquilamento, mas apenas a transição de uma forma de existência para outra. O corpo se desfaz, mas o ser essencial, o Espírito, permanece, consciente de si mesmo, apto a prosseguir em sua jornada.
É por isso que, desde tempos imemoriais, os chamados “mortos” retornam, não para semear assombro, mas para recordar aos que permanecem na carne que a vida não cessa. Kardec registrou, em O Livro dos Espíritos (questão 149), a pergunta direta: “Que acontece à alma no instante da morte?” – à qual os Espíritos responderam com simplicidade desarmante: “Volta a ser Espírito, isto é, retorna ao mundo dos Espíritos, que deixou momentaneamente.”
Os ditos mortos, portanto, não são mortos: são vivos, mais lúcidos, mais despojados dos véus da ilusão material. Quando se comunicam, vêm advertir-nos de que a existência terrena é apenas um capítulo breve da longa obra da eternidade.
Já os vivos, muitas vezes, parecem mortos: mortos em esperança, mortos em ternura, mortos em fé. Respiram, mas não vivem plenamente; caminham, mas não sabem para onde; acumulam, mas não se enriquecem. É nesse sentido que se tornam “mortos” espirituais, não invariavelmente, mas sempre que se esquecem de sua natureza imortal.
Léon Denis, em Depois da Morte, expressou esse contraste com clareza: “A morte não é a noite, mas a aurora. Para os que sabem ver, é libertação, é ascensão, é vida mais intensa.” Ele nos convida a despertar para a vida real, que não está no corpo que envelhece, mas na alma que progride.
Mensagem consoladora.
Diante disso, o consolo se impõe: não há separação definitiva, não há perda eterna, não há silêncio inquebrantável. Os que amamos, se partem do mundo físico, continuam ao nosso lado, atentos e afetuosos, provando que não morreram. A verdadeira morte seria apenas a da alma que se recusa a amar, que se fecha ao bem, que se deixa endurecer pelo egoísmo.
Assim, quando ouvimos a voz dos que chamamos mortos, ecoando na consciência ou pela via mediúnica, eles nos recordam: vivam, porque nós estamos vivos. A existência prossegue, a esperança permanece, e o reencontro é destino certo.
A morte não rouba ninguém; apenas devolve o ser humano à vida real do Espírito. E se os mortos falam, é para despertar os vivos que ainda dormem na ilusão da matéria.
A razão humana é cada vez mais enigmática, pois, quando os vivos precisam de ajuda esta não lhes é prestada, mas, quando partem para eternidade, tudo lhes é dado, até mesmo o que não é útil e necessário.
Se a busca pela eternidade não se consumar enquanto estamos vivos, quem nos garante que um dia chegaremos a voltar a estar juntos num mundo que não se acaba, quando ainda nem sequer conseguimos entender o fundamento da nossa existência neste mundo actual em que vivemos.
A literatura é a arte dos mortos que nunca partiram, que mesmo ficando entre os vivos, retratam tudo o que vivem no além em forma de poesia ou trova.
Cada dia melhor.
Ninguem sabe se o amanhã ainda estamos vivos,
Ninguem sabe o horário sem o rélogio,
Ninguem sabe se a vida dura muito,
Ninguem sabe se pela útima vez ela veja o amigo.
Cada dia melhor se dura pela pureza e pela fraqueza dos defeitos.
A árvore da vida pode até dar frutos quando estamos vivos, mas só iremos desfrutar da sua sombra na morte
Nós estávamos eternamente mortos e ELE nos tornou, em Cristo Jesus, eternos vivos! Isto sim, é um milagre! Toda a glória seja dada a DEUS!
Em meio a retomadas bruscas,
Robustas rinhas quase irreais,
Reinventamo-nos vivos.
Fulanos severamente atraídos,
Diluindo pertinentes,
Os quase indestrutíveis laços individuais.
Phannie,
Primeiramente saiba,
O que vem a seguir é irrelevante.
Deixe as quedas serem catastróficas,
E as pérolas revelarem-se fulgurantes.
Phannie,
Primeiramente saiba,
Meu último recurso, é dedicado a ti.
Ao nos tornarmos Templos vivos do Espírito Santo, começamos a experimentar uma transformação interna que reverbera em todos os aspectos de nossa vida. A presença do Espírito nos guia, oferecendo Sabedoria e conforto em momentos de dificuldade, e nos impulsiona a buscar uma vida de maior significado e propósito. Essa experiência não apenas molda nosso caráter, mas também nos capacita a viver de maneira que honre a Deus e promova o bem-estar dos que nos rodeiam.
A morte !
A morte é único vilão,
de que ninguém consegue escapar.
Nós os vivos, temos que viver segundo a vontade de Deus.
Ele nos dar a vida, e a toma quando bem quiser.
Por isso não devemos questionar-lo,
quando chega a hora dos nossos
entiqueridos, tiveremque partir.
Eu sei de uma coisa, se eu posso
declarar para alguém que o amo,
terei que fazer isso, enquanto essa pessoa
pode me ouvir, porque depois que
decem a capa fria não poderá mas me ouvir.
Não adianta eu chorar, e nem gritos ficando dando, porque a pessoa do caixão, não está
mas me escutando.
