Os Seres Vivos
O tempo é um carrasco paciente que não nos corta a garganta, ele prefere nos costurar vivos ao que fomos, apertando o nó da memória até que o presente se torne um figurino que já não nos cabe mais.
Acaba bem
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Todo meu passado
Num recorte de papel
Está contado.
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A vida em versos vivos
Se vos conta
De um amor que não tem conta.
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Se era ela a pretendida
Eu já não sei,
Sei apenas não ser eu pretenso dela.
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Todo meu escrito
Num papel amarelado
Pelo tempo mal tradado!!!
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Minha vida numa fábula
Se vos conta...
A história não acaba bem.
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Edney Valentim Araújo
1994...
Se você não tem pais e avós vivos, tenha pelo menos respeito com as pessoas que estão no grupo de risco.
E achar que é forte por ter imunidade não dar o direto de desrespeitar uma pandemia que acabou com muitas pessoas.
Não me venha com essa hipocrisia de Deus acima de todos.
Vida abundante,
meio ambiente,
coração pulsante
com lindos atrativos,
naturais, vivos,
árvores, rios, cachoeiras,
aves e outros bichos,
enfim, uma diversidade rica
com inúmeros benefícios,
sem dúvida, faz parte da criação Divina
e que deve receber a devida atenção que é mais que merecida.
"A virtude é o que nos mantém vivos de verdade. Sem ela, somos apenas ecos de um passado que fomos e de um futuro que nunca alcançaremos. Resgate seu caráter, ou assista o mundo desmoronar sob o peso da própria indiferença."
"...e vêm os mortos que estão sempre vivos, falar aos vivos que estão não invariavelmente sempre mortos".
Trecho da palestra proferida por: Marcelo Caetano Monteiro, no ano de 1995 no Centro Grupo de Estudos Espíritas Frederico Figner e anos mais tarde repetida no Centro Espírita Manoel Soares.
Tema: Mediunidade.
Senhor Jesus, abençoai todas as minhas tias e tios ainda vivos, e para os que já se foram desta para a outra, o descanso eterno e a luz perpétua que ilumine. Amém.
O que mais dói: ser transformado num inseto e rejeitado pelo mundo dos vivos ainda enquanto respira, ou carregar o peso de saber que você só é aceito enquanto tem algo a oferecer?
A utilidade é a moeda mais cruel do afeto. É fácil ser querido e celebrado quando suas engrenagens giram sem ruído. É um choque perceber que o brilho nos olhos de quem você mais ama se apaga na mesma proporção em que sua produtividade diminui.
Ser amado pelo que você faz é um mero contrato. Ser amado por quem você é, porém, é um milagre.
Se hoje você se sentir estranho, exausto ou incapaz de performar e entregar o que esperam de você, lembre-se: o problema não é a sua metamorfose. O problema é quem só consegue enxergar o seu dever, a sua utilidade, a sua função — e não a sua alma.
Quem ficaria ao seu lado se, de repente, você não tivesse mais nada a dispor, apenas pelo valor da sua presença?
Será que existe, neste mundo, afinidade e identificação instantâneas? Será que até o amor genuíno tem prazo de validade?
Quem são os mortos hoje que eram os vivos ontem, senão a prova de que a vida é um sopro e o tempo não espera?
Fantasmas como eu
Existem muitos por aí os quais eu não saberia especificar se estão vivos ou mortos,
mas eles agem e de tempos em tempos se revelam.
Não é necessário que alguém esteja escutando o barulho da árvore caindo,
cedo ou tarde o efeito borboleta nos une.
Muitas vezes utilizamos de forma banal o que outro alguém levou uma vida para desenvolver.
Estamos onde estamos por conta de fantasmas, estando eles vivos ou não.
O Ciclo do Abismo
Nações doentes matam os vivos e agora nem querem enterrar os mortos.
Na superficie da terra, vagam os destruidores.
O que nós somos além da espécie mais amaldiçoada da face da terra?
Que somos nós, senão predadores e escravos
De nós mesmos?
A engrenagem social forja os monstros e as pestes.
Na superficie da terra, vagam todos os algozes.
A sociedade cria o problema e a solução.
Somos o abismo e a redenção.
Somos a ferida e cura.
Somos Deus e o Diabo.
Nós somos o problema, mas será que somos a solução?
- Ramile Godon
Enquanto os mortos são homenageados.
Os vivos permanecem sendo negligenciados, para que após sua morte, recebam o devido reconhecimento de maneira póstuma.
Precisamos sonhar. É o sonho que nos leva a seguir adiante. É o que nos mantém vivos e esperançosos.
Não celebramos os vivos com a mesma intensidade que velamos os mortos. Se pudéssemos comparar, quantitativamente, os que brindam nossas conquistas e os que estarão ao redor de nosso caixão, veríamos o tamanho da hipocrisia coletiva.
Bruno Soares
