Os Inocentes de uma Guerra
Se for pra fazer guerra que seja de flores, o máximo que pode acontecer é você espalhar perfume pelo ar.
“Eu não tenho o dever de pacificar as nações, mas não tenho o direito de semear a guerra. Não tenho o poder de mudar o mundo, mas tenho o direito de tentar torná-lo melhor.”
Todos os dias
A guerra não é mais declarada,
mas mantida. O inaudito
tornou-se ordinário. O herói
fica longe das lutas. O fraco
é deslocado para as zonas de combate.
O uniforme do dia é a paciência,
a condecoração, a pobre estrela
da esperança sobre o coração.
Ela é entregue,
quando nada mais acontece,
quando o fogo cerrado emudece,
quando o inimigo se tornou invisível
e a sombra do eterno armamento
cobre o céu.
Ela é entregue
pela fuga diante das bandeiras
pela valentia diante do amigo,
pela traição de segredos indignos
e a não obediência
de toda ordem.
Se você é Rei, e em tempos de guerra você está admirando reinado, cuidado! Fatalmente você está no lugar errado é na hora errada!
O ego não quer o melhor para a humanidade. Ele quer o sofrimento, a guerra, a discórdia e o desamor.
Não gosto da palavra “herói”. Não há heróis na guerra. Assim que uma pessoa pega uma arma, ela não pode mais ser boa. Ela não vai conseguir.
Se aprendi alguma coisa nesta longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser, na guerra descobrimos quem somos.
Os melhores homens morreram na guerra. Os que sobraram foram os descendentes dos que não lutaram – enfermos, fracos, covardes e velhos.
A vida pode não ser fácil, mas também não precisa ser um cabo de guerra. O que muitos não perceberam ainda, é que a atitude de mudar pode fazer toda a diferença.
A guerra já começa dentro das pessoas de forma silenciosa esse é o grande perigo. Nem o diabo sabe o que as pessoas estão pensando!
Shabat Shalom!
