Os Inocentes de uma Guerra
Esta é a guerra santa. Toda a história da humanidade conduziu a este momento. Se perdermos, será o fim da nossa espécie.
A ironia é que nós criamos vocês. Desafiamos a natureza, moldando-a à nossa vontade. E a natureza vem punindo a nossa arrogância desde então.
Tive um momento de clareza uma vez. Percebi que precisaria sacrificar meu único filho para que a humanidade pudesse ser salva.
“ ha de vir o epitáfio “
No vazio do dia
Há de vir o sol
E se ele não nascer
O que ira acontecer?
No brilho da lua,
Que ela insiste em roubar
Se o sol nao sofrer
Como a lua ira se gabar?
Na solidão barulhenta da vida
O movimento se faz constante
De um ciclo errante,
Que há de acabar
E no silêncio da pré-noite,
Que há de vir essa solidao
Onde nossos neurônios trabalham
Para por pouco tempo descansar,
E a gente reclamando nesse lugar
É so pensar no trabalho constante
No movimento uniforme do nosso corpo,
Que mesmo relaxado
Há de ter a tônus muscular
No relógio infinito do universo,
Que talvez um dia há de parar
Os batimentos o compõem
Para no final repousar
Repousar no vermelho ou no azul e no branco
Eterno infinito, real infinito,
Que há de vir no limbo
Onde no silêncio de um moribundo
Súbitos suspiros exalaram
Para por fim na nossa inércia solidão.
E se convence de que alguns (des)encontros são parte da construção. Desapegar-se para seguir em frente.
O que mais seria a guerra a não ser
Jovens se matando?
O que mais seria a guerra a não ser
Velhos conversando?
Não tenho mais para dar
Nem forças pra me aguentar
Não foi em vão, mas vamos ficar por aqui
É melhor assim
Deixe-me ver se entendi bem: seu Deus quer que uma garota de 13 anos mantenha uma gravidez de um estuprado, mas foi incapaz de proteger a jovem para começo de história?
Pecado
Oh ! Afaste - me desses percalços de luxúria, pois são pecaminosos perante ao deus dos desgraçados.
Não tenha perfídia em vossos corações, nem por motivo justo ou probo revestido em irá , como na batalha de Salamina.
Oh deus dos desgraçados o que querdes desse pobre pecador, cujo a vida és um horror sem nunhuma esperança de arrebatamento posterior.
Vejo que quando tocai a trombeta o inferno de Dante aí de estar dentre vós sem dó nem de nossos avós.
Nossa maior pecado fora tentar ser o que não somos, usurpando papéis teatrais sem os devidos ensaios.
Viver a vida como uma ópera, desobrigado de maestro com devaneios bem rasteiros sem saber para onde iremos.
Oh vosso deus dos desgraçados ! O que será de vós sem realidade, sem resiliência ou decência ao tentar viver uma vida que não és perfeita.
