Os Inocentes de uma Guerra
Entenda uma coisa: Nunca haverá uma guerra sem vítimas, sejam combatentes ou civis. Nunca! Entendeu?
Enquanto muitos pedem paz, o kamorrista treina pra vencer na guerra. A camorra é o campo onde a fraqueza morre.
Muitos dizem ser meus amigos, mas eu sei: se o Brasil entrasse em guerra civil hoje, eles estariam do outro lado apontando suas armas para mim.
Amizades forjadas na calmaria desmancham-se no primeiro disparo. Só a guerra revela quem realmente está ao seu lado.
Família não é apenas sangue: é trincheira. Quem abandona a sua, já perdeu a guerra antes de começar.
Kamorra — Entre a Guerra e o Espelho de Deus
Há nomes que são apenas sons. E há nomes que se tornam espada. Kamorra é um desses.
Do espanhol, herdamos camorra: briga, disputa, confronto. Um nome nascido no campo da guerra, forjado no atrito entre homens que não aceitam a covardia como regra. É o eco de quem levanta a voz, de quem enfrenta, de quem, se for preciso, cai de pé — mas nunca se ajoelha.
Mas o nome não para por aí.
Do hebraico, surge kamocha, uma pergunta sagrada: "Quem é como Tu, ó Deus?"
É o espelho da identidade divina refletida no homem. É o chamado para viver com honra, com verdade, com propósito.
É a lembrança de que a maior batalha não é contra o outro — é contra o que dentro de nós tenta nos tornar medíocres.
Juntas, essas raízes formam algo maior: Kamorra.
Não é só um nome. É uma filosofia.
É o homem que luta como um guerreiro, mas carrega nos olhos a consciência de que foi feito à imagem do Altíssimo.
É o confronto com o mundo, mas também com a própria alma.
Ser Kamorra é viver entre dois mundos:
Um pé no campo de batalha, outro no altar.
Uma mão fecha o punho, a outra aponta para o céu.
Porque o verdadeiro kamorrista sabe:
Antes de vencer o inimigo, é preciso vencer a si mesmo.
E quem zomba do nome...
Não entendeu o corte da espada que ele carrega.
Saudades daquele, que o oceano e a guerra insiste em separar.
Amor que só tempo poderá fazer se encontrar.
O conflito do Amor
A guerra dos mundos não destrói somente construções, não destrói somente muralhas, prédios, cidades, países, destrói sonhos...sonhos de um amor a ser vivido.
De um lado o oceano, um coração inundado de amor, esperando para ser preenchido de afeto e felicidade...
Do outro lado, a outra metade, a procura deste coração, tão belo, cheio de vida e pureza do verdadeiro amor a ser vivido.
E estas duas almas, que habitam estes corações tão cheios de amor para dar e receber, ao invés de se entregar ao verdadeiro amor, rendem-se as cinzas e da escuridão da guerra entre seus mundos ...
Sobre essa distância em que o oceano tenta estar no meio...
Mas, em meio a esta escuridão que a foguenta até o mais valente coração
E Ele...Deus...aquele que tudo vê e tudo sabe...
Guiando para lados certos o que as circunstâncias insistem em querer separar!
Para esses corações apaixonados, nada é impossível, nem a distância, nem a guerra, nem nada, tem Deus acima de tudo...FÉ
E quando os corações AO AMOR se entregam, não existe nada mais belo e esplendoroso ...
Nem a guerra nem o oceano nem nada pode atrapalhar o que Deus escreveu e colocou no caminho, corações unidos pelo mesmo sentimento: O AMOR , vence tudo...
Até a mais violenta e sangrenta das batalhas...
Por nenhuma batalha é mais poderosa do que o amor e Deus, que une os coração separados pelo oceano e a guerra.
Nunca vi resistência que não acabasse em uma guerra, por isso, quem resiste ao amor trava uma luta contra si, e a resistência ao amor é o que destrói o ser humano.
