Os Inocentes de uma Guerra
Quanto mais alto você chega, mais difícil fica. Essa é a vida. Porque essa é uma guerra. É uma luta. É uma batalha.
As únicas pessoas que não viram Guerra nas Estrelas são
os personagem de Guerra nas Estrelas porque eles viviam lá, Ted. Eles viviam em guerra nas Estrelas.
(Marshall - T4E1)
Não tenho mais tempo pra ouvir
Sobre ódio guerra e violência
Eu prefiro conversar
Sobre amor e paciência
Mas essa guerra vem do tempo tribal
Traí pretos como eu para os brancos do litoral
E os brancos no litoral fixaram a capital
Puseram os filhos mulatos mais próximos do capital
Por isso, pretos como eu que não podem ter a cor igual
Batem-se para ao menos terem a cor do capital
Mas deixem-me dizer-vos a verdade inteira
A minha religião, irmãos, também é verdadeira
A minha catedral é palhota da curandeira
E África cura tudo, por isso é hospitaleira...
In, Cães de Raça
Orar ou perder
Namorar e beber.
Bom né.
Mas a guerra é outro nipe.
É o serviço a mesa de todos.
E eu.
Eu me perco sempre.
Dentro da guerra sou atingido.
Esqueço o escudo e a espada.
Você tem vencido?
Eu escuto teu gemido.
Mas acredito na tua força.
Na tua capacidade.
Na tua sagacidade.
Ainda que uma mesa de bar o atrai.
Orai.
Combatei.
A sedução de satanás.
Papo chato.
Puxão de orelha.
Conversa carrapato.
Verdade.
Cada qual com teu sapato.
O aperto, o calo.
Oh tão macia és tua vida.
Nada não amigo e amiga.
Gostaria apenas de bater um papo.
Minhas angústias e relatos.
Essa batalha cotidiana.
O desejo da sombra na varanda.
És bela minha amada.
Minha conta abarrotada.
Quem dera.
Sim.
Orar.
Guerrear.
Beber, cair e levantar.
Nesse mundo que o povo está embriagado.
Na intransigência.
Na impaciência.
Na deselegância em não aceitar o obvio.
Quem poderá gritar razão.
Eu bebo, eu oro, eu caio e levanto.
É verdade, cicatrizes e lamentos.
Sonhos e tormentos.
Perder jamais.
Não pra satanás.
Orar.
Cansado e não derrotado.
Já que o mundo tá embriagado.
Um pouco de água viva e pura.
Uma guerra.
Entre o que amargura e o que cura.
Giovane Silva Santos
Mas meus pés são da poeira
Meus amigos são de guerra
Minha gente é da peleja
Você vai cair por terra!
Há derrotas em batalhas, mas não há guerra perdida
na vida de quem luta com propósito e guerreia com o objetivo de vencer.
Um soldado vitorioso não é aquele que vence a guerra, mas sim aquele que tem a honra de retornar para sua família com vida
A guerra esmagou todas as suas sutilezas e mostrou-lhe visões surpreendentes de brutalidade que o ensinaram a ser humilde. Esses pensamentos encheram-no de tristeza, que ele considerou ser o destino inevitável do homem.
A depressão é viver uma guerra entre um corpo que luta para sobreviver e uma mente que luta para morrer.
Raiz.
A vida aqui é um combate
a cada ano uma guerra
cachorro fraco não late
cabrito magro não berra
nem que o destino maltrate
ou mesmo a seca me mate
não abro mão dessa terra.
“Guerra é o único palco onde todos perdem, mas mesmo assim alguns insistem em aplaudir o caos como se fosse vitória.”
Cem anos e Cem dias.
É tempo de guerra,
E o mundo diz viver em paz.
Digo que os homens não serão conhecidos
Pelos seus órgãos genitais.
Os seus nomes serão escritos
Com letras formais.
Em seus nascimentos
Terão minutos para serem circuncidados.
Os machos não correm na corrida,
As fêmeas viverão como machos,
No cotidiano da vida.
Os dias não terão noites
Mas as noites serão dias.
A água não apagará o fogo,
E as fumaças não serão nuvens, enxofre.
Os filhos serão como os pais
E os pais viverão como filhos.
Na partida muitos irão se alegrar,
E na chegada todos irão chorar.
Os sonhos não são desejos
E o querer não é vontade.
Quando você acordar,
Diga que o amor de muitos,
Irá esfriar.
Que a leis
Não respeitarão os mandamentos.
Que os corpos
Não terão o espírito.
Que as cicatrizes,
Não serão das feridas.
Pois, por águas viverás em brigas.
E a terra esquentará.
Irmãos não serão amigos.
Famílias não viverão unidas.
Neste tempo.
Vestido de luz,
E acima de uma nuvem,
E como a um relâmpago
O filho do homem chegará.
Quem tem ouvidos ouça.
Quem tem olhos, leia.
Sem anos e sem dias.
Autor: Cássio Charles Borges
