Os Dias Passam

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Poema para a Mamãe

⁠Rainha da minha vida
Ouro dos meus dias
Sabedoria que me ampara
Amor profundo e toda a poesia
Não existe outra igual
Anjo da Guarda em tempo integral.

Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.

Reconheço a herança ancestral,
sem igual, que todos os dias
honro além da Copa do Mundo,
com o que há de mais profundo.


O sangue que também levo
é o das intermináveis diásporas;
no Brasil, tenho raízes indígenas.


Porém, é nas três Américas
que o meu coração encontra casas.


Neste final, sou a torcida das duas.

Nos arrecifes da tua íris,
tenho mergulhado pelos dias;
sincronicamente, venho
pressentindo que me enfitas.


Não é nenhuma fantasia,
embora a ciência não explique
o evidente: a gente se combina.


Antecipo que me conheces bem,
e até parece que foi ontem.

Eu vejo beleza e luz até nos dias sombrios. A semente para encontrar o sol conhece primeiro a sombra.

Todos os dias tenho desejado
como manda a lei dos namorados:
vir a contar galáxias contidas
nos teus olhos apaixonados.


Compartilhar contigo sonhos
absolutos no banco da praça,
para não pedir à vida mais nada.

Há uma força que exerço todos os dias, e poucas pessoas a enxergam.

É a força de me colocar constantemente no lugar dos outros. De tentar compreender antes de ser compreendida. De acolher antes de pedir acolhimento. De medir cada palavra, revisar cada atitude, reconstruir a mim mesma inúmeras vezes para não ferir, não decepcionar, não sobrecarregar quem está à minha volta.

Passei boa parte da vida acreditando que esse era o amor.

Então fui me desfazendo aos poucos.

Respeitei os limites de todos, menos os meus. Carreguei responsabilidades que nunca me pertenceram. Silenciei dores para preservar a paz alheia. Tomei para mim culpas que não eram minhas. Vivi em permanente autoavaliação, tentando corrigir defeitos, controlar reações, encontrar maneiras de ser mais fácil para o mundo.

Enquanto isso, o meu próprio mundo desmoronava em silêncio.

Talvez seja por isso que a ansiedade e a depressão não sejam, para mim, apenas nomes. Elas também carregam o peso de uma vida inteira tentando sustentar aquilo que nunca esteve sob o meu controle.

Hoje percebo o quanto é perigoso viver assim.

Existe uma diferença enorme entre amar e abandonar a si mesmo.

Entre servir e anular-se.

Entre cuidar e esquecer que também se precisa de cuidado.

E talvez seja justamente aí que muitos de nós nos percamos.

Passamos tanto tempo tentando corresponder às expectativas, apagar incêndios, carregar dores que não são nossas e manter a vida de todos em ordem, que nos esquecemos de voltar para casa: para dentro de nós.

Precisamos nos lembrar, constantemente, de que cada pessoa é responsável pelas próprias escolhas, pelos próprios caminhos e pela própria alma.

Podemos aconselhar, amar, acolher, estender a mão. Mas não podemos viver a vida de ninguém, nem assumir responsabilidades que Deus nunca nos entregou.

Porque haverá um dia em que estaremos diante d'Ele.

E, naquele dia, não será possível dizer:

"Senhor, eu escolhi esse caminho porque me senti obrigada."

"Eu não tive tempo de cuidar da minha alma porque estava ocupado demais cuidando da vida de todos."

"Eu vivi tentando agradar, obedecer às expectativas e corresponder ao que esperavam de mim."

Cada um responderá pela própria vida.

Que essa verdade não seja um peso, mas um despertar.

Que ela nos lembre de que não fomos chamados a viver sufocados pelas expectativas do mundo, nem aprisionados pelas necessidades das pessoas, a ponto de abandonarmos a única alma que Deus confiou aos nossos cuidados.

No fim, talvez a pergunta mais importante não seja quantas vidas tentamos salvar.

Mas o que fizemos com a nossa, enquanto tentávamos carregar o mundo inteiro sobre os ombros.

Hoje o desejo me habita de uma forma diferente. Latente, inquietante, vibrante. É um daqueles dias em que a vida se revela nos detalhes, em que o corpo conversa com os pensamentos e responde às emoções como se cada sentimento encontrasse nele um lugar para existir.

Sim, o corpo tem suas necessidades. Ele pede atenção. Clama por presença. Às vezes trava um verdadeiro embate com a consciência. De um lado, o corpo que deseja sentir. Do outro, a alma que se recusa a ceder ao que é passageiro. E eu permaneço entre os dois, tentando conciliar aquilo que pulsa com aquilo em que acredito.

Desejo, sim. E desejo intensamente. Mas não qualquer toque. Não qualquer abraço. Não qualquer corpo.

Depois de tantos anos me guardando, percebo que a espera não enfraqueceu meus desejos. Fez exatamente o contrário. Refinou-os. Tornou-os mais conscientes, mais profundos, mais exigentes. Meu corpo já não anseia apenas por ser tocado. Ele anseia por reconhecer quem o toca.

Talvez seja por isso que você ocupe tanto os meus pensamentos.

Há algo em você que desperta tudo aquilo que permanecera em silêncio. Como se meu corpo soubesse, antes mesmo de mim, que toda essa espera sempre caminhou na direção de um único encontro.

E então imagino nós dois. Não por impulso, mas pela intensidade de tudo o que foi contido. Como se anos de espera, desejo e ausência se encontrassem no mesmo instante, fundindo-se num eclipse de sensações únicas, onde corpo, alma e coração deixassem, finalmente, de caminhar em direções diferentes.

Confesso que há dias em que essa espera pesa. Hoje é um deles. Meu corpo parece sussurrar que já esperou o suficiente. Que deseja repousar, enfim, nos braços do homem que há tanto tempo habita meus pensamentos.

Talvez esse seja o maior paradoxo do celibato: ele não mata o desejo. Apenas o ensina a esperar pela pessoa certa.

E depois de tanto tempo me guardando... depois de tanto tempo te aguardando... já não desejo apenas esperar.

Desejo você.

Se Eu Me Aproximar

Há dias em que pareço inteira.
Sigo em frente, resolvo o que precisa ser resolvido,
sorrio como quem aprendeu
a não deixar transparecer as próprias ruínas.

Mas há uma parte de mim
que ninguém vê.

Uma parte cansada de ser forte,
que gostaria, por um instante,
de não precisar sustentar o mundo
sobre os próprios ombros.

Às vezes, tudo o que eu queria
era encontrar um lugar seguro
onde pudesse baixar a guarda,
silenciar os medos
e simplesmente descansar.

E talvez seja por isso
que, quando penso em você,
alguma coisa em mim queira se aproximar.

Não porque eu precise ser salva,
mas porque existem dores
que ficam menores quando encontram presença.

Eu queria saber
se, quando eu finalmente deixar cair
as paredes que construí para me proteger,
você ainda estará ali.

Se eu chegar sem a armadura,
sem respostas,
sem a força que finjo ter todos os dias,
você ficará?

Ou será que, ao conhecer
a mulher por trás daquilo que aparento,
você também escolherá partir?

É esse o meu medo.

Não é chegar até você.
É chegar
e não encontrar onde permanecer.

Porque eu também quero colo.
Também quero cuidado.
Também quero alguém que olhe para mim
e enxergue além daquilo que mostro.

Alguém que não se assuste
com a minha fragilidade.

Alguém que compreenda
que, às vezes, até quem parece forte
só está procurando um lugar
onde possa, finalmente,
não precisar ser.

"Existem presenças que abraçam a distância e adoçam os dias mais cinzentos. Ter você por perto é ter a certeza de que a vida sabe ser bonita."
— Anjinha Sensual

"O melhor sabor da vida é a cumplicidade de dividir os dias, os sorrisos e o amor com você."— Anjinha Sensual

"Você é o meu melhor presente e o meu desejo de todos os dias."

Amor secreto

Todos os dias vou dizer que a amo,
E que todo momento a clamo,
Com meu coração aberto,
Te entrego meu amor secreto.

Fico com você na cabeça,
E nada faz com que eu te esqueça,
A todo momento desejo te ver,
Sorrindo alegremente como deve ser.

Aos poucos vou me apegando,
E em teu aroma vou encontrando,
A razão do meu viver.

Poderíamos ser rosa e beija-flor,
Mas pena que na vida,
Nunca conhecemos o verdadeiro amor.

"O cansaço dos dias tenta domesticar os nossos desejos / mas o corpo reconhece onde mora a sua própria liberdade"

⁠Desejo-lhe que hoje seja um daqueles dias em que você se apaixone pela vida e celebre por estar vivo.

Que coisas muito boas lhe aconteçam e, quando acontecerem, não duvide de que você as merece.

Querido Agosto, Chegue devagar.


Traga-me dias tranquilos, que não cobrem muito de mim.
Pois quero pouco.
Quero abrir cadernos com folhas em branco, ouvir o som da chuva contra a janela,sentir o abraço do calor da lareira e o perfume das bebidas quentes.
Quero apenas existir inteira e silenciosa, sem precisar justificar meus passos lentos.
Quero que seja simples e que baste.

Às vezes, penso que, se um neandertal caísse hoje de paraquedas nos dias atuais, ele saberia se comunicar melhor do que muita gente, mesmo nós tendo à disposição muito mais formas de nos comunicar hoje.

Faça o melhor do seu tempo, porque os dias são maus.

Ah Deus,
apesar dos dias
difíceis, eu
sinto o teu cuidado
em cada detalhe,
gratidão!

Nunca é tarde damais para aprender, todos os dias se aprende algo novo.